MERCADO FINANCEIRO
Superavit
A balança comercial brasileira encerrou o ano de 2012 com superávit de US$ 19,438 milhões, informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O resultado é o pior desde 2002, quando o saldo ficou em US$ 13,1 milhões. Com relação a de 2011, quando houve superávit de US$ 29,794 milhões, o saldo recuou 34,7%.
Vendas
As exportações no ano passado ficaram em US$ 242,58 milhões contra importações de US$ 223,142 milhões. Na média diária por dia útil, as vendas externas sofreram queda de 5,3% em 2012 e o volume importado caiu 1,4%.
Exportações
No resultado anual das exportações, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (8,3% ante 2011), básicos (7,4%) e manufaturados (1,7%). Entre os semimanufaturados, podem ser citados como exemplos de queda, o ferro fundido e a celulose. A soja, o café (em grão) e o minério de ferro são alguns dos produtos básicos cujas vendas externas caíram. Quanto aos manufaturados, produtos com maior grau de industrialização, houve queda no comércio de automóveis, açúcar refinado e autopeças.
Importações
Nas importações, caíram as compras de combustíveis e lubrificantes (2,4%), matérias-primas (2,2%) e de bens de consumo (1,8%). As compras de bens de capital cresceram, registrando incremento de 1,5%.
Tóquio
Os mercados asiáticos iniciaram 2013 com fortes ganhos, impulsionados pela notícia de que os parlamentares dos EUA aprovaram um projeto de lei para evitar o chamado abismo fiscal. Várias bolsas da Ásia terminaram a primeira sessão do ano nas máximas dos últimos meses, como Hong Kong e Seul. Na China e no Japão os mercados permaneceram fechados por um feriado.
EUA
No acordo aprovado pelo Congresso dos EUA, os norte-americanos que ganham mais de US$ 400 mil por ano (ou US$ 450 mil se for um casal) pagarão mais imposto de renda (a taxa subiu de 35% para 39,6%). Além disso, o corte de gastos de programas do governo norte-americano foi postergado por dois meses. Esses cortes equivalem a US$ 1,2 trilhão em dez anos. Benefícios a desempregados foram mantidos por mais um ano. O acordo não menciona a elevação do teto da dívida pública do país, que chegou ao limite e precisa ser aumentado.
Hong Kong
O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong subiu 2,9%, para 23.311,98 pontos, no primeiro fechamento acima do nível de 23 mil pontos desde 2 de junho de 2011. O volume negociado totalizou 82,44 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 10,64 bilhões). O melhor desempenho entre as blue chips foi apresentado pelo conglomerado Citic Pacific, que disparou 11,4%.
Seul
Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul terminou em sua máxima em nove meses, com o índice Kospi avançando 1,71%, para 2.031,10 pontos. A alta do mercado foi conduzida pelas corretoras, bancos e empresas de tecnologia. O fim do impasse para a questão do déficit fiscal nos EUA alimentou o apetite dos investidores por papéis de maior risco. As ações da Samsung Electronics subiram 3,6% e as da LG Electronics ganharam 5,3%.
Taiwan
Em Taiwan, a Bolsa de Taipé atingiu a máxima desde 19 de setembro de 2012. O índice Taiwan Weighted subiu 1,04%, para 7.779,22 pontos. As empresas de tecnologia e fabricantes de painéis conduziram a expansão do mercado. A TSMC subiu 2,7% e a HTC ganhou 0,8%, enquanto a Innolux avançou 6,7%, seguida pela AU Optronics, que terminou a sessão em alta de 5,4%.
Sydney
A Bolsa de Sydney, na Austrália, alcançou a máxima em 19 meses, estimulada pelo acordo para conter o deficit fiscal nos EUA e pelo bom resultado do PMI de manufatura da China - que permaneceu estável em 50,6 em dezembro, indicando expansão da atividade, e sustentou os preços das commodities. O índice S&P/ASX 200 subiu 1,23%, para 4,705.90 pontos. Os papéis da mineradora BHP Billiton avançaram 2%, Fortescue Metals ganhou 5,8% e Newcrest Mining terminou em alta de 3,6%, depois de o preço do ouro à vista subir 1,2% na segunda-feira.
Filipinas
O índice PSEi da Bolsa de Manila, nas Filipinas, encerrou a sessão em uma nova máxima recorde ao subir 0,8%, para 5.860,99 pontos.





