MERCADO FINANCEIRO
Estabilidade
A Bovespa encerrou o pregão de ontem praticamente estável, apesar de o pessimismo ter dado uma trégua nos mercados internacionais. Depois de passar toda a tarde em leve alta, nos últimos minutos, o principal índice da Bolsa virou para o negativo, com a acentuação da queda das ações da Petrobras e OGX. Em dia de vencimento de opções sobre ações, a Vale foi responsável por segurar o Ibovespa no azul durante a segunda metade dos negócios.
Queda
A Bolsa fechou o pregão de ontem em queda de 0,06%, aos 59.566,52 pontos. Sem força, o Ibovespa oscilou entre 59.323 pontos (-0,47%), na mínima do dia, e os 59.914 pontos (+0,52%), na máxima. O volume financeiro totalizou R$ 11,931 bilhões, dos quais R$ 5,367 bilhões corresponderam ao exercício de opções sobre ações, segundo dados preliminares da BM&FBovespa. No mês de dezembro, a Bovespa acumula ganho de 3,64%, e, no ano, de 4,96%.
Ingerência política
"A nossa Bolsa está bem sem graça mesmo. Enquanto as empresas de óleo e gás e os setores de metalurgia e financeiro não saírem dos atuais patamares, vamos permanecer nesse nível", reconhece o operador de renda variável da Icap Brasil Rodrigo Falcão. Ele considera que as ações desses setores estão em patamares baratos, mas destaca que, para o investidor estrangeiro, o mercado brasileiro atualmente se torna menos interessante por conta das recentes manifestações de ingerência política.
Vale
As ações da Vale, que no fim das contas foram responsáveis por manter a Bolsa em alta até perto do fechamento, subiram 1,94% as ON (na máxima) e 1,41% as PNA, na esteira da recuperação da economia chinesa e do preço do minério de ferro.
Petrobras
Por outro lado, os papéis da Petrobras sofreram ajuste após a alta de mais de 3% de sexta-feira, quando subiram amparados por rumores sobre aumento no preço dos combustíveis. Ontem, as ações ON e PN perderam 1,61% e 1,43%, respectivamente. Pesam ainda as notícias sobre perdas milionárias com a refinaria da companhia nos Estados Unidos.
Ibovespa
No setor, OGX ON foi a principal queda do Ibovespa, com perda de 5,27%, seguida por JBS ON (-4,03%), Cia. Hering ON (-2,33%), BM&FBovespa ON (-2,25%) e Pão de Açúcar PN (-1,76%).
Destaques
Já os destaques de alta do Ibovespa forma liderados por Embraer ON, que subiu 4,54%. Em seguida, aparecem Cetip ON (+3,20%), Dasa ON (3,14%), Souza Cruz ON (+2,29%) e Klabin (+2,39%).
Câmbio
O dólar à vista subiu 0,38% no balcão ontem, cotado a R$ 2,0960. Na abertura dos negócios, chegou a ser cotado a R$ 2,0850 no balcão e, na máxima, verificada à tarde, a R$ 2,0970. Da mínima para a máxima, a moeda americana oscilou +0,58%. Perto das 16h50, o giro financeiro somava US$ 1,963 bilhões (US$ 1,908 bilhões em D+2). Na BM&F, não houve negócios com a moeda à vista. No mesmo horário, o dólar para janeiro de 2013 era cotado a R$ 2,0985 (+0,48%).
Juros
Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o contrato para janeiro de 2014 (74.330 contratos) estava em 7,08%, ante 7,09% do ajuste, enquanto o DI para janeiro de 2015 (42.920 contratos) apontava 7,62%, de 7,63%. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (40.910 contratos) indicava 8,44%, ante 8,45% no ajuste, e o contrato para janeiro de 2021 (apenas 500 contratos) tinha taxa de 9,14%, de 9,16% na sexta-feira.
Europa
As bolsas da Europa fecharam em direções divergentes ontem, em meio a notícias corporativas negativas e após a agência de classificação de risco Moodys afirmar que a dívida da Grécia continua insustentável - mesmo após a segunda reestruturação - e que os credores oficiais do país terão de aceitar perdas em seus empréstimos. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,08%, fechando a 279,18 pontos.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio atingiu a máxima em oito meses, após a grande vitória do Partido Liberal Democrático (PLD), de oposição, no domingo, e também de seus aliados, provocando o enfraquecimento do iene, o que beneficiou os exportadores e elevou ações de empresas do setor de serviços públicos, a exemplo da Tokyo Electric Power. O índice Nikkei subiu 0,94%, aos 9.828,88 pontos.
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam em baixa, com exceção dos principais mercados da China, que avançou na sessão de ontem ante expectativas de que o governo de Pequim introduzirá mais medidas de estímulo para o consumo doméstico. No fim de semana, os líderes chineses realizaram a Conferência Central de Trabalho Econômico, na qual estipularam metas de política econômica para 2013.
(Agência Estado)





