Em alta
A Bovespa conseguiu se descolar do exterior e fechou ontem em alta, mas não o suficiente para superar os 60 mil pontos. O forte avanço dos papéis da Petrobras e da Vale foi responsável por sustentar o índice no campo positivo durante a maior parte da sessão. Os dados melhores sobre a economia dos Estados Unidos e o indicador sobre o setor industrial da China contribuíram para o movimento. No caso da China, o dado se refletiu positivamente sobre as commodities e, consequentemente, sobre as ações da mineradora brasileira. Tudo isso, no entanto, sem tirar o foco da questão do abismo fiscal norte-americano.
Ganhos
O Ibovespa encerrou com ganho de 0,49%, aos 59.604,92 pontos. Na semana, a Bolsa subiu 1,91% e registrou a segunda semana consecutiva de alta. No mês e no ano, os ganhos foram ampliados para 3,71% e 5,02%, respectivamente. Na mínima, o índice atingiu 59.273 pontos (-0,07%) e, no ano, 59.824 pontos (+0,86%). O giro financeiro ficou em R$ 7,558 bilhões. Os dados são preliminares.
Análise
Para o sócio-diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso, a expectativa de que haja um acordo na questão fiscal dos EUA ditou a trégua no mercado acionário brasileiro, juntamente com o dado da China. "A Bolsa subiu em cima da expectativa de que se chegue a um acordo fiscal. Ninguém acredita que não irá haver uma solução. O problema é que o momento político não é igual ao momento do mercado financeiro", disse, explicando que, por isso, as reações acontecem, muitas vezes, em momentos distintos do fato em si.
Destaques
As blue chips - Vale e Petrobras - conseguiram terminar com ganhos significativos e todas figuraram entre os destaques de alta do índice. No caso da mineradora, a China deu o "start" para a recuperação dos papéis. Por lá, o Índice HSBC de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar subiu para 50,9 em dezembro, ante leitura final de 50,5 em novembro. Trata-se do maior nível em 14 meses e mostra que a economia segue em expansão, por estar acima de 50. Com isso, as ações ON da Vale encerraram com valorização de 3,99% e as PNA, +3,17%.
Expectativas
Já no caso da Petrobras, não houve um fato novo que justificasse os ganhos. Mas, segundo um operador, o movimento é atribuído, em parte, ao vencimento de opções sobre ações na segunda-feira. Além disso, o profissional lembra que o mercado trabalha com a expectativa de que o governo irá reajustar os combustíveis durante o primeiro trimestre de 2013, o que também acaba atraindo investidor na ponta compradora. A ação ON da petroleira terminou com ganho de 3,95% e a PN, +3,27%.
Câmbio
No mercado de balcão, o dólar à vista fechou cotado a R$ 2,0880, com alta de 0,29%. Na semana, a moeda apresenta leve ganho (+0,05%). Na máxima desta sexta-feira, a divisa bateu em R$ 2,0900 e tocou R$ 2,0770, na mínima do dia. Em torno das 16h30, o giro financeiro já estava mais robusto e somava US$ 2,614 bilhões (US$ 2,549 bilhões em D+2). Na BM&F, não houve negócios com a moeda spot. No mesmo horário, o dólar para janeiro de 2013 era cotado a R$ 2,0905 (+0,05%).
Juros
Ao fim da sessão regular, o contrato futuro de juros com vencimento em outubro de 2013 (10.280 contratos) marcava 7,05%, ante 7,03% do ajuste de ontem. Já o contrato para janeiro de 2014 (191.665 contratos) estava em 7,09%, na máxima do dia, ante 7,06% do ajuste, enquanto o DI para janeiro de 2015 (99.695 contratos) marcava 7,63%, também na máxima, ante 7,56%. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (63.330 contratos) estava em 8,45%, na máxima, ante 8,41%, e o contrato para janeiro de 2021 (6.755 contratos) tinha taxa de 9,16%, na máxima, ante 9,13%.
Tóquio
A Bolsa de Valores de Tóquio registrou queda nesta sexta-feira, com a intensa realização de lucros de ações como as da Fast Retailing e Softbank, antes das eleições gerais de domingo, apenas compensando o benefício do iene mais fraco aos exportadores, a exemplo da Suzuki Motor e Daikin Industries. O índice Nikkei caiu 0,05%, aos 9.737,56 pontos, após o avanço de 1,7% na sessão anterior. Na semana, o índice ainda conseguiu um ganho de 2,2%, e de 15% do início do ano até agora.
(Agência Estado)

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