Alta
A melhora dos mercados internacionais no período da tarde contribuiu para que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que já vinha registrando ganhos desde cedo, fechasse em alta de 1,30%, aos 59.248 pontos, na máxima do dia. Papéis importantes para o Ibovespa, como Vale, Petrobras e OGX, puxaram o movimento, apoiados em dados positivos do exterior e em notícias locais. No fim do dia, o Ibovespa marcou a maior pontuação de fechamento desde 6 de novembro, quando estava em 59.458 pontos.


Giro financeiro
Na mínima da sessão, registrada no início de ontem, o índice atingiu 58.091 pontos (-0,68%). Da mínima para a máxima, o Ibovespa variou +1,99%. O giro financeiro foi de R$ 6,24 bilhões.


Sem estresse
"Pela manhã, a Europa estava fraca, com as notícias sobre a Itália, mas algumas bolsas fecharam em alta. Este quadro um pouco melhor lá fora tirou o estresse dos negócios e a Bovespa acabou acompanhando outros mercados", resumiu o economista-chefe da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira.


Itália
No fim de semana, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, informou que vai renunciar ao cargo assim que o parlamento aprovar o orçamento de 2013. A notícia pressionou os índices europeus durante o dia. Ainda assim, algumas bolsas se recuperaram, sendo que Londres encerrou em alta de 0,12%, Paris avançou 0,18% e Frankfurt teve alta de 0,17%. As bolsas de Milão e Madri, porém, terminaram em baixa de 2,20% e 0,56%, respectivamente. Nos EUA, em um dia de agenda esvaziada, os principais índices de ações caminhavam para fechar próximos da estabilidade.


Blue chips
Além do exterior mais ameno, o Ibovespa foi favorecido pelas blue chips Vale e Petrobras. Os papéis ON da mineradora subiram 1,79%, enquanto os PNA tiveram ganhos de 1,38%. Alguns dados positivos divulgados pela China no fim de semana - como a alta de 10,1% da produção industrial em novembro ante o mesmo mês do ano anterior, acima das previsões - determinaram o movimento, assim como a alta do preço do minério de ferro. O índice TSI apontou alta do minério importado pelo porto de Tianjin, na China, para US$ 123,4 a tonelada seca, ante US$ 121 a tonelada na última sexta-feira.


Petrobras
No caso da Petrobras, os papéis ON subiram 2,47% e os PN avançaram 2,57%. Em Nova York, o petróleo WTI para janeiro recuava 0,35% às 17h52 (horário de Brasília), cotado a US$ 85,63 o barril. Em Londres, o Brent para o mesmo vencimento tinha ganho de 0,29% e preço de US$ 107,33 o barril.


Altas consistentes
LLX, OGX e MMX também registraram altas consistentes, após notícias de que o BNDESPar estaria negociando compra de parte das companhias de capital aberto ligadas ao empresário Eike Batista. LLX ON subiu 7,34%, OGX ON teve alta de 8,76% e MMX ON avançou 3,38%.


Dia na máxima
Mais para o fim da sessão, os ganhos do Ibovespa chegaram a ser reduzidos, em sintonia com o verificado no exterior, onde o Dow Jones e o S&P 500 também operavam em patamares menores. Mas antes do fechamento o Ibovespa voltou a se acelerar, encerrando o dia na máxima. Operador ouvido pela Agência Estado afirmou que o vencimento de índice futuro, na próxima quarta-feira, pode ter favorecido a alta de papéis no fim do dia.


Câmbio
O dólar permaneceu com sinal negativo durante o dia e encerrou o pregão a R$ 2,0780 no mercado à vista de balcão, em baixa de 0,43%. O giro financeiro somava US$ 1,319 bilhão (US$ 1,256 bilhão em D+2) pouco depois das 16h30. Na BM&F, a moeda spot fechou cotada a R$ 2,0785, com recuo de 0,11% e 16 negócios (dados preliminares). Perto das 17 horas, o dólar para janeiro de 2013 era cotado a R$ 2,0825, em alta de 0,02%.


Juros
Assim, ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato para julho de 2013 (49.575 contratos) subia para 7,04%, de 7,01% no ajuste de sexta-feira. Já o juro para outubro de 2013 (5.785 contratos) avançava para a máxima de 7,04%, de 6,99%. O contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2014 (208.215 contratos) marcava 7,05%, ante 7,00% no ajuste. O contrato para janeiro de 2015 (104.545 contratos) estava na máxima de 7,59%, de 7,52% no fechamento anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (78.905 contratos) indicava máxima de 8,46%, ante 8,40%, enquanto o DI para janeiro de 2021 (2.660 contratos) apontava 9,16%, ante 9,10% no ajuste.

(Agência Estado)

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