MERCADO FINANCEIRO
Mercado de trabalho
Apesar dos dados mistos nos Estados Unidos, o investidor parece ter preferido dar maior atenção aos números positivos sobre o mercado de trabalho norte-americano e, com isso, a Bovespa conseguiu encerrar ontem no azul e garantir ganho na primeira semana de dezembro. A alta de papéis importantes do Ibovespa, como Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos, contribuíram para o movimento.
Índice futuro
Além disso, um operador lembrou que, na próxima quarta-feira, tem vencimento de índice futuro, o que também deve ter influenciado os negócios ontem, já que alguns investidores devem tentar puxar o índice para os 60 mil pontos, mesmo patamar do vencimento anterior, de outubro. "Eu não duvido que possa haver uma puxada para o índice chegar nos 60 mil por conta do vencimento. Mas eu também não descarto uma realização na segunda-feira, já que são os fatores externos que continuam ditando o ritmo dos negócios", disse a fonte.
Valorização
Ontem, o Ibovespa encerrou com valorização de 1,44%, aos 58.487,32 pontos. Com isso, a Bolsa garantiu ganho de 1,76% na semana e no mês. No ano, a alta foi ampliada para 3,05%. Na mínima, o índice atingiu 57.636 pontos (-0,04%) e, na máxima, 58.594 pontos (+1,63%). O giro financeiro ficou em R$ 5,577 bilhões. Os dados são preliminares.
Bonito
Petrobras e Vale fizeram bonito ontem. O papel ON da petroleira registrou valorização de 2,15% e o PN, +2,03%, na contramão do petróleo no mercado internacional.
Vale
Já a Vale, assim como as siderúrgicas, acompanhou as commodities no exterior. A ação ON avançou 1,16% e a PNA, 0,90%. Entre as siderúrgicas: Gerdau PN (+2,91%), Gerdau Metalúrgica PN (+2,29%), CSN ON (+2,10%). Já Usiminas ON (+5,26%) e Usiminas PNA (+4,54%) figuraram entre os destaques de alta do Ibovespa.
Bancos
Bancos também tiveram performance positiva ontem, mas no final desaceleram os ganhos. Bradesco PN subiu apenas 0,06%, Itaú Unibanco PN, +0,18%, Banco do Brasil ON, +2,15% e Santander units, +0,62%.
Construtoras
As construtoras voltaram a ter desempenho positivo, embaladas pela expectativa de que o governo possa anunciar ampliação do teto do FGTS para financiamento à habitação. Gafisa ON subiu 6,55% e liderou os ganhos do principal índice da Bolsa. PDG ON (+4,42%) também foi destaque.
Câmbio
No mercado doméstico, o dólar à vista fechou cotado a R$ 2,0870 no balcão, com alta de 0,38%. Na semana e no mês, o recuo da moeda é de 1,88%, em oposição à alta acumulada na semana anterior, de 2,11%. Na máxima de ontem, a moeda bateu em R$ 2,0880 e tocou em R$ 2,0740, na mínima do dia. O giro financeiro foi forte e somava US$ 1,609 bilhão (US$ 1,524 bilhão em D+2) pouco depois das 16h30. Na BM&F, a moeda spot fechou cotada a R$ 2,0807, com alta de 0,11% e nove negócios (dados preliminares).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato para julho de 2013 (190.845 contratos) subia para 7,01%, de 6,89% no ajuste de ontem. Já o juro para outubro de 2013 (4.790 contratos) avançava para 6,99%, de 6,85% ontem. O contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2014 (829.230 contratos) marcava 7,00%, ante 6,87% no ajuste. O contrato para janeiro de 2015 (219.715 contratos) estava em 7,52%, de 7,38% na véspera. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (149.325 contratos) indicava 8,40%, de 8,30% ontem, enquanto o DI para janeiro de 2021 (3.690 contratos) apontava 9,10%, ante 9,06% no ajuste.
Europa
As bolsas europeias fecharam em direções divergentes ontem, com a divulgação de uma série de dados econômicos que provocaram indefinição nos mercados acionários. As maiores baixas do dia foram em Madri e Milão. O índice IBEX-35 da Bolsa de Madri caiu 0,79%, fechando a 7.848,50 pontos e encerrando a semana com desvalorização de 1,09%. A Bolsa de Milão perdeu 0,86% e fechou a sessão a 15.699,22 pontos, recuando 0,81% na semana.
(Agência Estado)





