MERCADO FINANCEIRO
Altas e baixas
Depois de passar a primeira parte dos negócios variando entre altas e baixas, o Ibovespa se firmou em trajetória de queda a partir das 15 horas, com a piora dos índices das bolsas de Nova York. Em um dia fraco de indicadores por lá, os investidores continuam acompanhando as negociações entre a Casa Branca e o Congresso com o intuito evitar o abismo fiscal, a série de aumentos de impostos e cortes de gastos previstos para entrar em vigor em 1º de janeiro. Sem grandes novidades no radar a cautela prevalece, com os investidores se desfazendo de papéis mais líquidos, como Petrobras e Vale, que ajudaram a Bolsa a perder os 58 mil pontos conquistados ontem.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sessão de ontem em queda de 1,10%, aos 57.563,23 pontos, praticamente devolvendo os ganhos da véspera, quando subiu 1,27%. Na máxima do dia, chegou a avançar 0,55%, aos 58.520 pontos, e, na mínima, foi aos 57.547 pontos (-1,13%). No mês de dezembro, a Bolsa ainda acumula leve ganho, de 0,16%, e, no ano, a alta chega a 1,43%. O giro financeiro no pregão de hoje totalizou R$ 6,923 bilhões. Os dados são preliminares.
Natural
"O movimento de queda hoje (ontem) é natural, a Bolsa acabou não conseguindo se sustentar frente a um mercado externo mais fraco", avalia o analista da Leme Investimentos João Pedro Brugger. Das 68 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas 18 conseguiram fechar no azul. "Para falar a verdade, me surpreendeu o Ibovespa ter operado em alta durante a manhã, já que ontem, após o fechamento da Bolsa doméstica, os índices das bolsas norte-americanas pioraram bem", acrescenta.
Blue chips
Entre as blue chips, Petrobras ON e PN recuaram 1,39% e 0,95%, respectivamente, acompanhando a queda do preço do petróleo nos mercados internacionais. Os contratos com entrega em janeiro negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em queda de 0,66%, para US$ 88,50 o barril.
Vale
Já a Vale viu seus papéis ON e PNA perderem 1,82% e 1,69%, respectivamente, em linha com a desvalorização dos metais básicos no exterior.
Destaques
Os destaques de queda do Ibovespa foram liderados por Marfrig ON, que recuou 15,50%, em meio a definições sobre o preço da oferta pública primária realizada pela companhia, em que poderá alcançar até R$ 1,5 bilhão. Segundo operadores, a queda das ações pode ser um indício de falta de demanda na operação. Em seguida, aparecem B2W (-5,10%), Lojas Americanas PN (-3,92%), Gafisa ON (-3,61%) e Braskem PNA (-1,13%).
Altas
Já o ranking de altas do índice foi puxado por MMX ON, que subiu 6,18%. A companhia do grupo EBX comunicou ontem que o conselho de administração da mineradora aprovou um aumento de capital no valor aproximado de R$ 1,4 bilhão. Outro destaque do dia foi Cteep PN (+5,20%), beneficiada pela elevação de recomendação de uma grande corretora após acionistas da companhia terem aprovado ontem a renovação de concessões sob as novas regras impostas pelo governo federal. Completam a lista de maiores altas Cetip (+4,18%), Suzano PNA (+3,57%) e Fibria ON (+2,97%).
Câmbio
No mercado doméstico, o dólar à vista fechou cotado a R$ 2,1170 no balcão, em queda de 0,09%. Na máxima, a moeda bateu em R$ 2,1250 e tocou em R$ 2,1020, na mínima do dia. O giro financeiro somava US$ 1,448 bilhão (US$ 1,371 bilhão em D+2) pouco depois das 16h30. Na BM&F, a moeda spot fechou cotada a R$ 2,1127, com queda de 0,25% e três negócios (dados preliminares).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato para abril de 2013 (17.685 contratos) estava em 7,06%, de 7,08% no ajuste. Já o juro para julho de 2013 (194.505 contratos) cedia a 7,03%, de 7,06% ontem. O contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2014 (510.330 contratos) recuava para 7,09%, ante 7,17% da véspera. O contrato para janeiro de 2015 (267.745 contratos) tinha taxa de 7,60%, ante 7,76% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (142.880 contratos) indicava 8,53%, de 8,68% ontem, enquanto o DI para janeiro de 2021 (10.830 contratos) apontava 9,25%, ante 9,37% no ajuste.
(Agência Estado)





