MERCADO FINANCEIRO
Movimento de alta
A ausência de notícias negativas vindas do exterior abriu espaço para a Bovespa engatar um movimento de alta nesta véspera de fim do mês. Os ganhos foram ampliados no final, fazendo o principal índice de ações encerrar na máxima do dia. A forte alta dos papéis da Petrobras e da Vale e os ganhos das siderúrgicas e dos bancos contribuíram para o Ibovespa encostar nos 58 mil pontos.
Abismo fiscal
A expectativa de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegue a um acordo com o Congresso do país na questão do abismo fiscal ditou o bom humor dos negócios. No entanto, o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, afirmou que não há progresso nas conversações com a Casa Branca. O fato é que o mercado carente de notícias se apegou à informação positiva e aproveitou para tentar minimizar as perdas no mês. A agenda de indicadores econômicos norte-americanos também foi bem recebida.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou na máxima, com valorização de 2,32%, aos 57.852,53 pontos. Com isso, passou a registrar ganho de 1,37% no mês e de 1,94% no ano. Na mínima, o índice atingiu 56.562 pontos (+0,04%). O volume financeiro, de R$ 8,274 bilhões, foi o maior do mês.
Realização técnica
O movimento de ontem é atribuído, principalmente, a uma realização técnica, que foi possível diante de um cenário externo mais tranquilo. Para o gerente de renda variável da Hcommcor, Ari Santos, o mercado estava precisando de recuperação e, à medida em que a Bolsa sobe, o ânimo do investidor muda. No entanto, ele lembrou que, embora alguns papéis tenham tido uma forte alta ontem, eles estão longe de anular as perdas no ano. Um exemplo citado por Santos são os papéis PNA da Vale, que ontem encerraram com ganho de 3,92%. ''No exercício (opções sobre ações) de setembro, o papel estava valendo R$ 38,00. Ou seja, subiu bem, mas ainda não voltou para o nível de setembro'', ressaltou.
Valorização
A ação ON da mineradora fechou com valorização de 4,43% e, junto com CSN ON (+9,61%), Usiminas ON (+7,42%) e Usiminas PNA (+6,07%), figurou entre os destaques de alta do Ibovespa. Os papéis acompanharam a performance dos metais no mercado internacional.
Petrobras
Petrobras também fez bonito e terminou com ganho de 1,72% na ON e 2,68% na PN, seguindo a performance da commodity no exterior.
Ajustes
Um experiente operador informou ainda que os estrangeiros operaram fortemente na ponta compradora. Além disso, o fato de ser fim de mês leva muitos fundos de pensão a fazerem ajustes em suas carteiras para tentarem minimizar as perdas ou melhorar os ganhos.
Megavalorização
O principal destaque de alta ontem foram os papéis da LLX ON, que terminaram o dia com uma megavalorização de 27,59%. A empresa informou que assinou contrato com a GE para a instalação de unidade industrial na retro área do Superporto do Açu. O contrato terá a duração de 30 anos, renováveis por um período de até 30 anos. Já Eletrobras PNB, que vinha de algumas altas, ontem voltou a liderar as perdas do índice (-7,46%).
Câmbio
No mercado doméstico, o dólar à vista fechou cotado a R$ 2,0980 no balcão, com alta de 0,48%. Na máxima, a moeda chegou a R$ 2,1120 e bateu em R$ 2,0880 na mínima. O giro financeiro somava US$ 1,306 bilhão (US$ 1,209 bilhão em D+2) pouco depois das 16h30. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,0971 , com alta de 0,57% e doze negócios (dado preliminar). No mesmo horário, o dólar para dezembro de 2012 estava cotado a R$ 2,0945 (0,0%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato de juro com vencimento em janeiro de 2014 (213.410 contratos) projetava taxa de 7,31%, de 7,29% no ajuste. O DI para janeiro de 2015 (138.020 contratos) marcava 7,91%, de 7,88% anteontem. Entre os vencimentos longos, o DI com vencimento em janeiro de 2017 (150.665 contratos) estava em 8,74%, de 8,70% na véspera. E o DI para janeiro de 2021 (9.080 contratos) apontava 9,39%, de 9,36% no ajuste.
(Agência Estado)





