Dia no vermelho

A menos de uma hora para o encerramento dos negócios, a Bovespa não conseguiu se sustentar em terreno positivo e passou para o campo negativo, terminando o dia no vermelho. O movimento foi iniciado pela ampliação das perdas dos papéis da Petrobras e pela forte atuação de investidores estrangeiros na ponta vendedora. Até então, a Bolsa vinha se segurando em alta, reagindo à notícia de que os credores oficiais da Grécia chegaram a um acordo sobre a dívida do país. No entanto, após a abertura das bolsas em Nova York, o mercado acionário doméstico perdeu um pouco de força, refletindo os indicadores mistos dos EUA e com o investidor preocupado com o abismo fiscal que pode atingir o país.
Ibovespa

O Ibovespa encerrou na mínima, com recuo de 0,86%, aos 56.248,09 pontos. Na máxima atingiu 57.420 pontos (+1,20%). Com o desempenho de ontem, a Bolsa ampliou as perdas no mês para 1,44% e, no ano, para 0,89%. O giro financeiro ficou em R$ 6,222 bilhões. Os dados são preliminares.
Incertezas externas

Por aqui, as incertezas externas afastam cada vez mais os investidores estrangeiros dos ativos de risco. Ontem não foi diferente. Depois de atuarem fortemente na primeira etapa dos negócios, perto do final os ''gringos'' resolveram se desfazer de alguns papéis e a Petrobras foi uma das empresas escolhidas. A ação ON encerrou com recuo de 1,55% e a PN, -1,65%.
Vale

Vale não se sustentou e teve queda de 0,36% (ON). A PNA ficou estável. As siderúrgicas também tiveram um dia de queda: Gerdau PN (-2,06%), Gerdau Metalúrgica PN (-2,05%), Usiminas PNA (-0,85%) e CSN ON (-0,98%).
Perdas ampliadas

Mais uma vez, as empresas do setor de energia figuraram entre os destaques de queda do Ibovespa. Ontem foi a vez de Cesp PNB (-6,08%) e Cemig PN (-3,17%). No caso da última, as ações tiveram as perdas ampliadas, mesmo depois da notícia de que o diretor da Aneel Julião Coelho defendeu a tese de que a empresa tem o direito de renovar a concessão de três de suas usinas. Logo depois, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, afirmou que o governo espera que a Cemig continue a ser um ator importante no setor elétrico brasileiro, mas descartou a possibilidade de que um novo prazo seja aberto para que a companhia manifeste o interesse de renovar as concessões das usinas de São Simão, Jaguara e Miranda.
Ponta positiva

Já a ponta positiva do índice foi comandada pela B2W ON, que encerrou com valorização de 17,94%. Segundo operadores, a alta se deve à informação de que o Bank of America Merrill Lynch elevou a recomendação para as ações da companhia de neutro para compra e subiu o preço-alvo do papel, de R$ 12,00 para R$ 18,00.
Câmbio

Na máxima do dia, verificada na abertura da sessão, o dólar no balcão foi cotado a R$ 2,0820 - mesmo valor do fechamento de segunda-feira. Na mínima, vista por volta das 10h40 da manhã, a moeda atingiu R$ 2,0720 (-0,48%). Pouco depois das 16h30, o giro financeiro à vista somava US$ 1,455 bilhão (US$ 1,395 bilhão em D+2) - um volume inferior ao visto ontem, quando o giro total à vista ficou acima de R$ 2 bilhões. Na BM&F, o dólar pronto fechou em baixa de 0,32%, a R$ 2,0758, com dez negócios. Às 16h42, o dólar para dezembro de 2012 era cotado a R$ 2,0815, com baixa de 0,05%, após marcar durante o dia mínima de R$ 2,0725.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI para janeiro de 2014 (386.800 contratos) marcava mínima de 7,28%, ante 7,33% no ajuste. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (52.735 contratos) indicava 7,87%, de 7,93% no ajuste. Na parte longa da curva, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (118.795 contratos) estava em 8,68%, de 8,74% ontem. A taxa para janeiro de 2021 (6.135 contratos) projetava 9,34%, ante 9,37% no ajuste. No trecho mais curto da curva de juros, a taxa para janeiro de 2013 (189.650 contratos) estava em 7,09%, de 7,08% na véspera, com o mercado precificando estabilidade da Selic no encontro de hoje do Copom.
(Agência Estado)

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