Ação de Graças

O feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos reduziu significantemente o volume de negócios na Bovespa, que operou no azul ontem. O movimento positivo do Ibovespa acompanhou a performance das bolsas europeias, após os dados positivos sobre a economia na China. As ações do setor de energia continuam reagindo de forma negativa às mudanças nas regras de renovação das concessões, impostas pela MP 579. O papel mais penalizado, até o momento, é o da Eletrobras PNB. Petrobras, que operou no negativo na maior parte do dia, conseguiu virar perto do fechamento e terminar em leve alta. Vale terminou em queda.
Ibovespa

O Ibovespa encerrou com alta de 0,35%, aos 56.436,97 pontos. Na mínima do dia, o índice ficou em 56.242 pontos (estável) e, na máxima, atingiu 56.643 pontos (+0,71%). Com isso, a perda no mês passou para 1,11% e, no ano, para 0,56%. O giro financeiro limitou-se a R$ 3,452 bilhões.
Terreno positivo

A ausência das bolsas nova iorquinas abriu espaço para a Bolsa operar em terreno positivo, segundo o operador institucional da Renascença Corretora Luiz Roberto Monteiro. ''Ontem (anteontem) a Bolsa foi na contramão de NY porque os gringos estavam vendendo, hoje (ontem) eles não estão trabalhando, por isso, está subindo'', avaliou o operador.
Setor elétrico

As novas regras para concessões do setor elétrico levaram as ações da Eletrobras a amargarem mais um dia de perdas. O papel ON recuou 8,74% e liderou as quedas do Ibovespa. Já o PNB perdeu 6,89% ontem. No ano, as ações já despencaram 62,40% e 70,40%, respectivamente.
Alta

Por outro lado, as ações PN da Cemig lideraram as altas do índice, com ganho de 4,65%.
Petrobras

Os papéis da Petrobras, embora tenham subido no final - 0,26% (ON) e (0,16%) PN -, ainda sofrem com a ingerência do governo e com a afirmação de que não há data prevista para o reajuste dos combustíveis. Na quarta-feira, a presidente da estatal, Graça Foster, tinha afirmado que não há data para o aumento dos preços da gasolina e do diesel. Graça não descartou, porém, a possibilidade de uma elevação em 2013. ''Não está descartado aumento de combustível, definitivamente não. Não temos uma confirmação exata (de data). Não tem previsão de quanto seria'', disse.
Vale

Vale, por sua vez, foi na contramão dos metais e terminou em queda. A ação ON caiu 0,44% e a PNA, -0,06%, devolvendo parte das altas da véspera.
Europa

Por outro lado, indicadores econômicos europeus não trouxeram boas notícias. A atividade industrial da zona do euro seguiu em território que indica contração pelo 10º mês consecutivo em novembro, apesar de ter subido para 45,8, de 45,7 em outubro, mas a notícia teve pouco impacto no mercado. Os investidores preferiram se concentrar na Grécia e acompanhar a reunião de dois de líderes da União Europeia, em Bruxelas, para discutir a proposta de orçamento do período 2014-2020.
Câmbio

Ao fim da sessão, o dólar à vista mostrou alta de 0,14% no balcão, cotado a R$ 2,0970. Na mínima da sessão, registrada pela manhã, a moeda foi cotada a R$ 2,0890 e, na máxima, logo na abertura, a R$ 2,0980. A moeda operou em baixa na maior parte do dia, mas na reta final do pregão voltou ao território positivo.
Juros

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o juro com vencimento em janeiro de 2013 (68.945 contratos) projetava taxa de 7,06%, de 7,08% no ajuste. O DI para janeiro de 2014 (172.870 contratos) marcava 7,35%, de 7,36% na véspera. Já o DI para janeiro de 2015 (136.670 contratos) indicava 8,03%, de 8,04% no ajuste e mínima de 7,99% mais cedo. Na parte longa da curva, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (134.870 contratos) estava em 8,82%, de 8,81% ontem e mínima de 8,76%. A taxa para janeiro de 2021 (5.185 contratos) projetava máxima de 9,46%, ante 9,41% na mínima e 9,45% no ajuste.
(Agência Estado)

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