MERCADO FINANCEIRO
Alívio
Depois de registrar quatro quedas consecutivas, a Bovespa conseguiu encerrar o dia de ontem no azul. A melhora nos mercados internacionais conferiu certo alívio à Bolsa doméstica, que viu espaço para se recuperar, após, durante a manhã, ter testado o importante suporte dos 56.500 pontos. Com a trégua lá fora, as ações de companhias de peso no Ibovespa, como Vale e bancos, ajudaram a Bolsa a se sustentar no positivo.
Valorização
O Ibovespa encerrou a sessão de ontem com valorização de 0,74%, aos 57.486,07 pontos, após passar a primeira metade do pregão em queda. Durante a manhã, amargou perda de 0,83%, na mínima (56.593 pontos), e, na máxima, cravada na última hora dos negócios, chegou a subir 0,82%, aos 57.529 pontos. No mês, o índice voltou a ter ganho, de 0,73%, enquanto, no ano, acumula alta de 1,29%. O giro financeiro somou R$ 6,090 bilhões.
Correção técnica
''A Bolsa está vindo de quatro pregões de queda, então, a alta de ontem é mais uma correção técnica do que alguma mudança de percepção. A tendência de aversão não mudou na visão de curto prazo'', avalia o estrategista do HSBC Carlos Nunes, acrescentando que o mercado segue em compasso de espera, enquanto os Estados Unidos não apresentam resoluções sobre a questão do abismo fiscal, além de antigos impasses que seguem no radar, como as dívidas de Grécia e Espanha.
Combustíveis
Petrobras ON fechou em alta de 0,19%, enquanto as ações PN subiram 0,15%. Durante a manhã, os papéis foram impulsionados pelas expectativas de reajuste de preço nos combustíveis. Segundo operadores, a cada notícia divulgada na imprensa sobre o tema o mercado aumenta as apostas de que é cada vez mais iminente o aumento do preço da gasolina e do diesel. Já a Vale viu suas ações ON e PNA registrarem alta de 0,70% e 0,75%, respectivamente.
Em alta
Além da blue chips, as ações do setor bancário também ajudaram o Ibovespa a se sustentar em alta. Bradesco PN subiu 2,09%, Banco do Brasil ON avançou 2,02%, Itaú PN teve valorização de 1,85% e as units do Santander subiram 1,78%.
Destaques
O setor elétrico teve destaque entre as principais altas do índice, com Transmissão Paulista PN subindo 9,93%. Em seguida, aparecem Gafisa ON (+6,32%), Fibria ON (+5,80%), Suzano PNA (+5,38%) e MRV ON (+5,32%).
Queda
Por outro lado, a queda mais expressiva foi a das ações da Dasa (-5,33%), numa reação negativa aos resultados do terceiro trimestre divulgados pela companhia. Destaque também para Vanguarda Agro (-2,63%), Klabin PN (-2,63%), LLX ON (-2,55%) e OGX ON (-2,45%).
EUA
Em Wall Street, às 17h25, o índice Dow Jones registrava alta de 0,27% e o S&P500 avançava 0,35%. Na contramão, o Nasdaq apresentava queda de 0,11%.
Em baixa
A Bolsa de Tóquio caiu pela sétima sessão seguida, conforme a alta do iene tirou força de ações de empresas exportadoras, como Nikon, e resultados trimestrais afetaram negativamente outras, como Suzuki Motor e Shizuoka Bank. O índice Nikkei fechou com queda de 0,2%, aos 8.661,05 pontos, e acumula baixa de 4,3% desde o início do atual movimento negativo. O período de sete sessões de queda é o mais longo desde abril.
Dólar
Ao final da sessão, o dólar à vista mostrou alta de 1,07% no balcão, cotado a R$ 2,0740, no maior patamar de fechamento desde 28 de junho deste ano, quando marcou R$ 2,083. Na cotação mínima do dia, a moeda atingiu R$ 2,0560 e, na máxima, R$ 2,0750 - o maior nível intraday também desde 28 de junho, quando chegou a atingir R$ 2,098. O dólar operou no balcão em alta durante todo o dia.
Câmbio
O volume de negócios também era mais consistente, após o feriado de segunda-feira nos Estados Unidos, que reduziu a liquidez. Pouco depois das 16h30, o giro financeiro somava US$ 1,770 bilhão (US$ 1,694 bilhão em D+2). Na BM&F, o dólar pronto fechou em alta de 1,02%, a R$ 2,0730, com oito negócios. Às 17 horas, o dólar para dezembro de 2012 era cotado a R$ 2,0750, com ganho de 0,85%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o juro com vencimento em janeiro de 2013 (8.970 contratos) projetava taxa de 7,12%, nivelado ao ajuste. O DI para janeiro de 2014 (187.160 contratos) marcava máxima de 7,38%, de 7,36% de segunda-feira. O DI para janeiro de 2015 estava na máxima de 7,98%, de 7,93% no ajuste.
(Agência Estado)





