MERCADO FINANCEIRO
Declínio
A Bovespa registrou a quarta queda seguida, em meio a liquidez reduzida devido ao feriado do Dia do Veterano nos EUA e também com a expectativa sobre a reunião que o presidente norte-americano, Barack Obama, irá ter com os membros do Congresso na próxima sexta-feira. Ontem, as principais preocupações foram concentradas na Grécia, onde os ministros de finanças da zona do euro devem adiar a liberação de uma nova tranche do seu pacote de ajuda ao país. Por aqui, mais uma vez as blue chips - Vale e Petrobras - contribuíram para o movimento pessimista.
Zero
O Ibovespa encerrou com declínio de 0,51%, aos 57.064,31 pontos. Com este desempenho, o índice zerou os ganhos no mês e passou a registrar pequena queda no mês, de 0,01%. No ano, a alta é de 0,55%. Nas mínima, o índice atingiu 56.988 pontos (-0,65%) e, na máxima, 57.712 pontos (+0,62%). O giro financeiro foi de apenas R$ 3,930 bilhões.
Análise
Para o superintendente CGD Securities, Raffi Dokuzian, esta deve ser uma semana sem volume, com os investidores muito atentos aos eventos internacionais, já que, internamente, a agenda de eventos é fraca. ''Vai ser uma semana de poucos negócios, em meio a três feriados (dois brasileiros, Proclamação da República e Consciência Negra e, um nos EUA)'', avaliou, ponderando ainda que a situação da Grécia é feia e deve agitar o mercado ao longo da semana.
Doméstico
Voltando para o mercado doméstico, a Petrobras acompanhou o petróleo no mercado internacional e terminou em queda. O papel ON cedeu 1,73% e o PN, -1,64%. Vale também caiu: a ação ON recuou 0,80% e a PNA, -0,83%. Entre os destaques de queda do Ibovespa, ontem figuraram várias empresas do setor de energia elétrica, sendo que a Cesp liderou as perdas (-6,52%), seguida de Copel PNB (-5,21%), Light ON (-4,98%) e Eletrobras ON (-2,88%). No caso da Cesp, pesa sobre a empresa o balanço, a saída do diretor de relações com investidores e as recomendações negativas de bancos. Já para o setor, as novas regras de concessão do governo federal ainda deixam o investidor preocupado.
Positivo
Já o lado positivo do índice foi liderado por TIM ON (+2,86%). Os papéis refletem a notícia sobre a controladora. A Telecom Italia disse ontem que o empresário egípcio Naguib Sawiris está interessado em investir na companhia, a maior do setor de telecomunicações na Itália, através da subscrição de uma nova emissão de ações. A Telecom Italia disse que está avaliando a oferta de Sawiris, apresentada durante reunião do conselho de administração da empresa, na semana passada. Em Nova York, às 17h19, o índice Dow Jones subia 0,21%, o S&P 500 ganhava 0,25% e o Nasdaq, +0,20%.
Câmbio
O dólar voltou a fechar em alta ante o real ontem, em um movimento descolado do exterior e intensificado pela liquidez contida, em função do feriado do Dia do Veterano nos Estados Unidos. Após oscilar entre leve baixa e estabilidade pela manhã, a moeda firmou-se no território positivo no início da tarde para marcar a maior cotação de fechamento desde 28 de junho deste ano, quando estava em R$ 2,0830. Profissionais disseram que a alta do dólar ante o real ontem deu continuidade ao movimento verificado na última sexta-feira, marcado pela tentativa de redução de posições vendidas no mercado futuro.
Alta
Ao final da sessão, o dólar à vista mostrou alta de 0,20% no balcão, cotado a R$ 2,0520. Na cotação mínima do dia, a moeda marcou R$ 2,0430 e, na máxima, R$ 2,0560. Da mínima para a máxima, a oscilação foi de +0,64%. Pouco depois das 16h30, o giro financeiro somava US$ 858,2 milhões (US$ 830,7 milhões em D+2). Os volumes negociados ontem, bem abaixo do verificado em dias normais, quando os mercados operam normalmente nos Estados Unidos, amplificou o movimento da moeda americana ante o real. Na BM&F, o dólar pronto fechou em alta de 0,34%, a R$ 2,052, com apenas quatro negócios. Às 16h53, o dólar para dezembro de 2012 era cotado a R$ 2,0575, com ganho de 0,24%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o juro com vencimento em janeiro de 2013 (3.370 contratos) projetava taxa de 7,116%, de 7,12% no ajuste. O DI para janeiro de 2014 (35.395 contratos) marcava máxima de 7,36%, de 7,35% na sexta-feira. O DI para janeiro de 2015 estava em 7,93%, de 7,89% no ajuste. Na parte longa da curva, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (37.835 contratos) indicava 8,67%, de 8,66%, e o DI para janeiro de 2021 (1.005 contratos) projetava máxima de 9,31%, de 9,30% no ajuste.
(Agência Estado)





