Nova queda
A Bovespa amargou mais um dia de queda e voltou para os 57 mil pontos, nível que ainda não havia atingido em novembro. O pessimismo refletiu as preocupações com o abismo fiscal dos EUA e a demora no repasse da ajuda à Grécia. O discurso negativo do presidente do Banco Central Europeu (BCE) sobre as perspectivas para o crescimento da zona do euro também pesaram. Assim, os dados positivos sobre a economia norte-americana foram ofuscados. Diante desse cenário, as blue chips - Vale e Petrobras - tiveram forte queda e também ajudaram no movimento de queda.
Baixa
Com isso, o Ibovespa encerrou em baixa de 1,70%, aos 57.524,45 pontos. Aliás, das cinco sessões neste mês, a Bolsa fechou com declínio em três delas. Com o desempenho de ontem, a Bolsa quase zerou os ganhos no mês (+0,80%). No ano, a Bolsa ainda sustenta apreciação de 1,36%. Na mínima, o índice atingiu 57.420 pontos (-1,87%) e, na máxima, chegou aos 59.008 pontos (+0,84%). O giro financeiro ficou em R$ 6,675 bilhões.
Análise
''Essa questão do abismo fiscal voltou com força assim que (Barack) Obama foi confirmado como presidente dos EUA. O mercado tinha deixado isso de lado durante a campanha presidencial, mas agora voltou com força. Essa é uma questão muito preocupante e vai trazer volatilidade para os negócios enquanto não houver uma definição'', disse um experiente profissional, lembrando ainda que este mês tem o feriado de Ação de Graças nos EUA, o que pode atrapalhar ainda mais um acordo no Congresso sobre a questão do abismo fiscal - uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos que entrarão em vigor no começo do ano que vem caso não haja acordo. ''Os próximos dias devem ser de volatilidade, para o bem ou para o mal'', ponderou o profissional.
Por aqui
Por aqui, Petrobras acompanhou o petróleo no exterior e terminou o dia no vermelho. O papel ON caiu 2,88% e o PN, -2,69%. Já a Vale foi na contramão dos metais, que fecharam em leve alta, e recuou. A ação ON perdeu 2,25% e a PNA, -2,04%.
Destaques
A ação ON do Banco do Brasil figurou entre os destaques de queda do Ibovespa, com perda de 4,45%. O banco estatal informou ontem que registrou lucro líquido de R$ 2,7 bilhões entre julho e setembro deste ano, montante 5,7% menor que o visto no mesmo intervalo do ano passado. Na comparação com o trimestre anterior, a queda foi ainda maior, de 9,3%. De qualquer forma, o resultado ficou em linha com as estimativas de analistas consultados pela Agência Estado.
Positivo
Já o lado positivo do índice teve entre os destaques LLX ON, com ganho de 2,52%. A empresa do empresário Eike Batista, que divulgou balanço quarta-feira, ontem recebeu recomendação de compra do UBS, o que pode estar contribuindo para a performance dos papéis.
Nos EUA
Em Nova York, às 17h18, o índice Dow Jones perdia 0,38%, o S&P 500 recuava 0,55% e o Nasdaq, -0,79%.
Câmbio
Na cotação mínima do dia, verificada no início desta quinta-feira, o dólar marcou R$ 2,0340. Na BM&F, a moeda à vista fechou em alta de 0,25%, a R$ 2,03970, com sete negócios. Às 16h54, o dólar para dezembro de 2012 estava cotado a R$ 2,0460, em alta de 0,22%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o juro com vencimento em janeiro de 2013 (49.165 contratos) projetava taxa de 7,125%, de 7,12% no ajuste. O DI para janeiro de 2014 (97.555 contratos) marcava 7,34%, de 7,33% de quarta-feira. O DI para janeiro de 2015 estava em 7,86%, de 7,84% no ajuste. Na parte longa da curva, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (113.070 contratos) indicava 8,63%, de 8,57% na véspera, e o DI para janeiro de 2021 (2.765 contratos) projetava 9,28%, de 9,22% no ajuste.
No Japão
A Bolsa de Tóquio fechou em queda acentuada ontem. O pregão seguiu o embalo das vendas globais, na conclusão da eleição presidencial dos EUA. A valorização do iene puniu as ações de exportadoras como Honda Motor, Toyota Motor e Tokyo Electron. O Nikkei perdeu 135,74 pontos, ou 1,5%, e terminou aos 8.837,15 pontos, após ficar praticamente estável na sessão de quarta-feira - foi o pior resultado desde 17 de outubro. O volume de negociações recuou para 1,57 bilhão de ações, com um total de 958 bilhões de ienes.
(Agência Estado)

mockup