MERCADO FINANCEIRO
Bom humor
O bom humor externo ditou o ritmo dos negócios ontem na Bovespa e ajudou o índice a se aproximar dos 60 mil pontos, patamar considerado uma forte resistência, já que cada vez que a Bolsa atinge este nível, não consegue superá-lo e nem se manter nele por muito tempo. A forte alta dos papéis de Petrobras, Vale e siderúrgicas também contribuiu para o movimento.
Impulso
A expectativa de que os resultados das eleições presidenciais nos Estados Unidos seja divulgado de forma clara e rápida, independente de quem seja o vencedor, deu impulso aos negócios em Nova York. Logo cedo, os investidores estavam mais cautelosos e as bolsas operavam em ritmo menos acelerado.
Em alta
O Ibovespa encerrou o dia de ontem com avanço de 2,15%, aos 59.458,59 pontos. Na máxima, o índice atingiu 59.561 pontos (+2,32%) e, na mínima, 58.174 pontos (-0,06%). Com o ganho, a Bolsa passou a registrar avanço de 4,19% no mês e de 4,77% no ano. O giro financeiro ficou em R$ 6,231 bilhões.
Combustíveis
As ações da Petrobras, da Vale e das siderúrgicas acompanharam a alta das commodities no mercado internacional. No caso da petroleira, o papel ON subiu 2,00% e o PN, +2,07%. Segundo uma outra fonte, mais uma vez, o mercado volta a falar sobre o possível reajuste dos combustíveis ainda este ano.
Destaques
Já as ações da mineradora tiveram avanço de 0,47% a ON e 0,73% a PNA. Entre as siderúrgicas, os papéis da PNA e ON da Usiminas foram destaques de alta do Ibovespa, com ganhos de 6,82% e 6,21%, respectivamente. Gerdau PN subiu 3,71%, Metalúrgica Gerdau PN (+4,37%) e Siderúrgica Nacional ON (+3,77%).
Em baixa
Já o lado negativo do índice voltou a ter como destaque as elétricas, que ainda repercutem as novas tarifas e valores de indenizações. Eletrobras ON (-1,27%) e Eletrobras PNB (-0,52%), Transmissão Paulista PN (-1,24%) e Eletropaulo PN (-0,67%).
EUA
Em Nova York, às 17h18, o índice Dow Jones subia 1,18%, o S&P 500 ganhava 0,84% e o Nasdaq, +0,55%.
Erro
No fim da tarde, foi divulgado que uma informação errada divulgada pelo jornal The Cincinnati Enquirer, de Ohio, pode ter impulsionado as bolsas de Nova York ontem, segundo participantes o mercado. O jornal publicou acidentalmente uma página falsa que mostrava o republicano Mitt Romney à frente do democrata Barack Obama no Estado, com uma vantagem de quase 92 mil votos. A publicação pediu desculpas.
Romney
A maioria dos analistas acredita que uma vitória do republicano seria boa para o mercado de ações, porque as projeções de crescimento para a economia dos EUA seriam melhores em um eventual mandato de Romney. Além disso, ele é contra as compras de bônus promovidas pelo atual presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Assim, muitos investidores podem ser encorajados a sair do mercado de Treasuries e migrar para as bolsas.
Queda
Após dois dias úteis de leves ganhos ante o real, o dólar fechou em baixa de 0,05% ontem, cotado a R$ 2,0340 no balcão, em sintonia com o movimento verificado no exterior, onde a moeda americana também caía ante as divisas de países ligados a commodities. Mas o dólar segue oscilando em margens estreitas no Brasil, represado entre a ameaça de atuação do Banco Central, do lado da baixa, e a falta de motivos para movimentos mais consistentes, do lado da alta.
Câmbio
Na mínima da sessão - atingida no início da manhã e em outros momentos durante a tarde -, a moeda marcou R$ 2,0330 e, na máxima, R$ 2,0350. Pouco depois das 16h30, o giro financeiro somava US$ 1,964 bilhão (US $ 1,838 bilhão em D+2). Na BM&F, a moeda à vista fechou em queda de 0,08%, a R$ 2,0333, com seis negócios. Às 16h39, o dólar para dezembro de 2012 estava cotado a R$ 2,0390, em baixa de 0,20%, na mínima.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato com vencimento em janeiro de 2013 projetava taxa de 7,12% (27.780 contratos), de 7,11% no ajuste de segunda-feira. A taxa do contrato futuro de juros para janeiro de 2014 (79.345 contratos) marcava 7,33%, de 7,32% no ajuste. A taxa para janeiro de 2015, com 81.445 contratos, estava em 7,84%, de 7,80% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (86.160 contratos) apontava 8,57%, de 8,52% ontem.
(Agência Estado)





