MERCADO FINANCEIRO
Cautela
A cautela que prevalece no exterior diante de eventos políticos relevantes, como as eleições presidenciais nos Estados Unidos, tomou conta dos mercados internacionais, e no caso da Bovespa não foi diferente. A Bolsa doméstica passou toda a sessão em queda, movimento ampliado pelas perdas das siderúrgicas, do setor financeiro e das elétricas, especialmente penalizadas pelas mudanças nas tarifas de geração para as usinas cujas concessões vencem nos próximos cinco anos, anunciadas na noite da última quinta-feira. Nem a valorização de mais de 1% das ações da Petrobras foi suficiente para conduzir o Ibovespa para o positivo.
Risco
Além das eleições norte-americanas, marcadas para hoje, também estão no foco dos investidores internacionais uma importante votação no Parlamento da Grécia, que acontece nesta semana, assim como o início da transição da liderança de governo na China, fatores que contribuem para aumentar a aversão dos agentes a ativos de risco.
Em queda
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em queda de 0,30%, aos 58.209,76 pontos. O recuo foi intensificado durante a manhã por um fator adicional; a correção em relação ao pregão de sexta-feira, quando o mercado brasileiro não operou em virtude do feriado de Finados, dia em que Nova York registrou perdas. Na mínima do dia, o principal índice da Bolsa chegou a cair 1,42% (57.551 pontos), enquanto, na máxima, apresentou leve recuo de 0,01% (58.374 pontos). Com isso, o ganho no mês é de 2,00%, e, no ano, totaliza 2,57%. O giro financeiro somou R$ 5,399 bilhões.
Mudanças
''Esse ambiente de maior aversão ao risco lá fora está prevalecendo. Há muita cautela nos Estado Unidos sobretudo no que diz respeito a como o candidato eleito vai reagir em relação ao ajuste fiscal no país. Além disso, teremos nesta semana uma mudança importante na China em relação à economia local, que vem divulgando números difusos, e a questão da Grécia volta a preocupar, com risco de ruptura da zona do euro caso não se consiga aprovar o pacote de ajustes e o orçamento para o ano que vem'', resume o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.
Petrobras
Na contramão da maioria das ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, os papéis da Petrobras subiram 1,62% (na máxima) e 1,87% os ON e PN, respectivamente, ajudando o índice a reduzir as perdas da Bolsa ao final da jornada. A estatal foi beneficiada por notícias favoráveis sobre poços no Peru, que reforçam o potencial de longo prazo da companhia, na visão dos analistas.
Perdas
As ações ON da Vale, por sua vez, apresentaram perda de 0,89%, e as PNA, de -0,65%. As companhias do setor elétrico predominam entre os destaques de queda do índice. Eletrobras PNB lideraram as perdas, com desvalorização de 8,21%. Em seguida, aparecem Cesp PNB (-5,76%), Eletrobras ON (4,66%), Transmissão Paulista PN (-4,22%) e OGX ON (-3,29%).
EUA
Em Wall Street, às 17h23 de ontem, o índice Dow Jones caía 0,08% e o S&P500 perdia 0,03%, enquanto o Nasdaq avançava 0,27%. Vale lembrar que, desde ontem, a Bovespa passou a operar com uma defasagem de mais de duas horas em relação aos negócios em Nova York, por conta do fim do horário de verão nos Estados Unidos.
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Em alta
Ao fim da sessão, o dólar à vista mostrou alta de 0,15% no balcão, cotado a R$ 2,0350. A moeda permaneceu no território positivo durante a maior parte do dia de ontem. Na mínima da sessão, o dólar foi cotado a R$ 2,0330 e, na máxima, a R$ 2,0360. Pouco depois das 16h30, o giro financeiro somava US$ 1,696 bilhão (US$ 1,585 bilhão em D+2). Na BM&F, a moeda à vista fechou em alta de 0,20%, a R$ 2,0350, com 7 negócios. Às 16h50, o dólar para dezembro de 2012 estava cotado a R$ 2,0425, em alta de 0,17%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2014 (50.950 contratos) marcava mínima de 7,32%, de 7,34% no ajuste. A taxa para janeiro de 2015, com 89.495 contratos, estava em 7,80%, também na mínima, de 7,83% na quinta-feira. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (95.055 contratos) apontava 8,52%, de 8,53%. A taxa do DI para janeiro de 2021 (4.375 contratos) indicava 9,14%, ante 9,16% no ajuste.
(Agência Estado)





