MERCADO FINANCEIRO
Vazio
Em mais um dia esvaziado por conta da ausência de negócios em Nova York em virtude da supertempestade Sandy, a Bovespa conseguiu encerrar o pregão de ontem no azul, sustentada pela alta da Vale e pela recuperação da Petrobras, motivada pela volta dos rumores de que o esperado reajuste de combustível pode sair. Anteontem, a ação da estatal caiu mais de 3%. O movimento de valorização das blue chips foi amparado por notícias positivas vindas do exterior, entre elas, a contração menor do que a esperada para o PIB da Espanha no terceiro trimestre ante o segundo. Nos EUA, o contínuo avanço dos preços de moradias em agosto foi visto como uma sinalização de recuperação gradual do setor.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em alta de 0,89%, aos 57.683,76 pontos. Na mínima, o índice ficou estável, aos 57.178 pontos, e na máxima, renovada no final dos negócios, subiu 1,03%, aos 57.764 pontos. Com o resultado, a perda acumulada no mês de outubro corresponde a 2,52%. No ano, a Bolsa contabiliza ganho de 1,64%. O giro financeiro somou R$ 3,170 bilhões, o segundo pior volume do ano, atrás de 28 de maio (R$ 3,145 bilhões).
Dia atípico
O sócio-diretor da corretora Elite, Otto dos Santos, ponderou que ontem foi um dia atípico e não há muito o que dizer sobre a Bovespa, já que as bolsas de Nova York, principal referencial, não operaram anteontem e ontem. ''A Bolsa depende muito do dinheiro lá de fora e hoje (ontem) grandes players não estão operando'', disse.
Sandy
Um experiente operador ressaltou ainda que o estrago feito pela supertempestade Sandy faz crescer o temor sobre a recuperação da economia norte-americana. ''O país está tentando se recuperar. Aí vem esse furacão para atrapalhar. Isso pode pesar um pouco mais nos negócios'', avaliou.
Petrobras
Entre as blue chips, Petrobras, que ontem registrou forte queda em razão de decepções com o balanço referente ao terceiro trimestre, ontem recuperou parte das perdas. O papel ON subiu 0,90% e o PN 0,84%, em linha com o petróleo no mercado internacional.
Vale
As ações da Vale terminaram com ganhos de 0,48% a ON e 0,78% a PNA. Gafisa ON (+4,57%), TIM ON (+3,99%) e Cielo ON (-3,74%) figuraram entre os destaques de alta do índice.
Queda
Já o lado negativo do Ibovespa foi liderado por Fibria ON (-3,31%), seguida de Copel PNB (-1,78%) e Dasa ON (-1,76%).
Nova York
Hoje as bolsas de Nova York voltam a operar, depois de quatro dias sem atividades, incluindo o fim de semana. Os investidores esperam volatilidade na reabertura dos negócios, já que esta semana está carregada de balanços de empresas e de indicadores importantes, que vão culminar na sexta-feira com os dados do nível de emprego em outubro. Ontem, o presidente Barack Obama declarou desastre de grandes proporções na cidade de Nova York e em Long Island, duas das regiões mais afetadas pela supertempestade Sandy. O número de mortos nos Estados Unidos subiu para 39, mas o total de vítimas fatais, em sua passagem pela América do Norte, já passa de 100.
Câmbio
O dólar segue engessado no Brasil, registrando oscilações limitadas ante o real, ainda sob a influência das atuações mais recentes do Banco Central (BC), que tem sustentado a moeda acima de R$ 2,02. Ao final da sessão, o dólar à vista mostrou queda de 0,10% no balcão, cotado a R$ 2,0310. Na cotação máxima do dia, a moeda marcou R$ 2,0330 e, na mínima, R$ 2,0300. Da máxima para a mínima, a oscilação foi de -0,15%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2014 (81.385 contratos) marcava 7,34%, nivelado ao ajuste. A taxa para janeiro de 2015, com 60.140 contratos, estava em 7,81%, de 7,79% ontem. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (80.450 contratos) apontava em 8,50%, de 8,48% ontem, e o DI para janeiro de 2021 (10.470 contratos) marcava 9,11%, ante 9,10% no ajuste.
(Agência Estado)





