Influência
O cenário internacional ditou o ritmo dos negócios ontem e levou a Bovespa a encerrar em queda pela terceira sessão seguida. A ausência de indicadores importantes nos Estados Unidos e na Europa deixou os mercados sem direção. Com isso, os balanços corporativos norte-americanos, embora tenham vindo em linha com as expectativas, foram considerados fracos. Além disso, a situação da Espanha e da Grécia seguem no foco das preocupações.
Declínio
O Ibovespa encerrou com declínio de 0,38%, aos 58.700,30 pontos. Na mínima, o índice atingiu 58.541 pontos (-0,65%) e, na máxima, 59.205 pontos (+0,48%). No mês, a Bolsa acumula queda de 0,80% e, no ano, a alta foi reduzida para 3,43%. O giro financeiro ficou em R$ 5,270 bilhões, o mais fraco do mês, o que já pode ser reflexo do novo horário de verão.
Sem força
Alguns profissionais de renda variável consultados estimam que a Bolsa não deve ter força para sair do atual patamar tão cedo. ''O investidor vai ficar olhando para o cenário corporativo. Não vai sair disso enquanto houver ingerência política'', avaliou um experiente profissional.
Balanços
Ontem, o Bradesco deu início à divulgação de resultados do terceiro trimestre para o setor bancário. Hoje é a vez do Itaú Unibanco apresentar seu balanço e, na quinta-feira, será o Santander. O Bradesco reportou lucro líquido ajustado de R$ 2,893 bilhões no terceiro trimestre de 2012, cerca de 1% superior ao verificado em igual período de 2011.
Bancos
As ações PN do Bradesco terminaram o dia com queda de 1,85%, Itaú Unibanco PN perdeu 0,51% e as units do Santander recuaram 1,79%. Banco do Brasil ON foi a exceção do setor e fechou estável.
Em queda
Ainda do lado financeiro, a Cielo registrou a queda mais expressiva do Ibovespa, de 4,88%. Depois da pressão do governo para redução de juros e tarifas bancárias, a equipe econômica tem olhado com lupa para esse mercado que cobra, em média, 4% do valor de cada operação nos cartões de crédito, e de 6% nos vales refeições. O governo federal considera essas taxas ''muito elevadas''.
Petrobras
Entre as blue chips, Vale e Petrobras terminaram o dia de ontem em direções distintas. As ações da petroleira acompanharam o preço do petróleo no mercado internacional e recuaram 0,35% a ON e -0,90% a PN. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em dezembro terminou o dia com declínio de 1,97%, a US$ 88,65 o barril.
Vale
Já o papel ON da mineradora ficou estável, enquanto o PNA caiu 0,37%. Os contratos futuros de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam em queda.
EUA
Em Nova York, às 17h17, o índice Dow Jones operava em queda de 0,55%, o S&P 500 caía 0,50% e o Nasdaq, estável.
Em alta
A Bolsa de Hong Kong fechou na maior alta em mais de dois anos, estimulada pelo otimismo dos investidores com a recuperação da economia chinesa. O Hang Seng subiu 0,68% e encerrou aos 21.697,55 pontos - foi o 14º pregão de alta nas últimas 16 sessões, com o melhor fechamento desde 4 de agosto de 2011.
Câmbio
O dólar abriu em leve baixa e permaneceu no terreno negativo durante praticamente todo o dia de ontem. O compasso dos negócios é de espera por uma nova atuação do Banco Central (BC). O dólar encerrou os negócios cotado a R$ 2,0240, na mínima do dia, marcando o menor valor desde 4 de outubro de 2012, quando a moeda havia rompido o piso informal de R$ 2,02, para fechar a R$ 2,019.
Dólar
No mercado doméstico, o dólar à vista fechou a R$ 2,024 no balcão, com queda de 0,20, na cotação mínima do dia. Na máxima, a moeda chegou a R$ 2,029, mantendo o padrão de oscilação em margens estreitas. O giro financeiro somava US$ 1,342 bilhão (US$ 1,283 bilhão em D+2) pouco depois das 16h30. Na BM&F, a moeda spot não teve negócios na primeira parte da sessão, abrindo apenas no período da tarde, e fechou em R$ 2,0255, com recuo de 0,07% (dado preliminar), com dois negócios. No mesmo horário, o dólar para novembro de 2012 estava cotado a R$ 2,028 (-0,15%).
Juros
A taxa projetada pelo DI janeiro de 2013, com apenas 6.365 contratos, estava em 7,10%, nivelado ao ajuste. A taxa do contrato de juro para janeiro de 2014 (69.790 contratos) marcava mínima de 7,40%, ante 7,42% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (28.615 contratos) indicava 8,64%, também na mínima, de 8,69% no ajuste.
(Agência Estado)

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