Terreno negativo

Os 60 mil pontos duraram pouco tempo e a Bovespa perdeu este patamar logo no início da sessão, mantendo-se em terreno negativo durante todo o pregão. Mais uma vez, os fatores externos foram usados como motivo para justificar o movimento de queda. Embora a China e os Estados Unidos tenham divulgados dados considerados bons, a expectativa com a cúpula da União Europeia, no fim de semana, e alguns balanços corporativos decepcionantes no exterior, levaram as bolsas de Nova York a terminarem o dia no vermelho.
Copom

Internamente, a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), consolidando que o processo de queda da taxa básica, a Selic, terminou, contribuiu para derrubar as ações do setor de construção. As blue chips - Vale e Petrobras - também amargaram perdas.
Ibovespa

Com isso, o Ibovespa encerrou ontem com declínio de 0,59%, aos 59.733,90 pontos. Os ganhos acumulados no mês e no ano foram reduzidos para 0,94% e 5,25%, respectivamente. Na mínima, o índice atingiu 59.322 pontos (-1,27%) e, na máxima, ficou estável, em 60.087 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 7,090 bilhões.
Vale

As ações da Vale reduziram as perdas ao longo da tarde, depois de caírem mais de 1% durante a manhã. O papel ON terminou com declínio de 0,48% e o PNA, -0,50%. Na terça, a empresa informou que o balanço da produção no terceiro trimestre ficou praticamente em linha com o esperado pelo mercado. O preço do minério de ferro, no entanto, continua sendo o principal ponto de preocupação dos investidores, já que a queda da commodity deve impactar negativamente no balanço da mineradora referente ao terceiro trimestre, que será divulgado na próxima semana.
Petrobras

Os papéis da Petrobras terminaram o dia em direções distintas. O papel ON subiu 0,21% e o PN caiu 0,53%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em novembro encerrou com recuo de 0,02%, a US$ 92,10 o barril.
Construção

A maioria das empresas do setor de construção terminou o dia em queda, refletindo a sinalização do Banco Central de que a Selic seguirá em 7,25% ao ano por um longo período. O setor é altamente dependente de crédito. O papel ON da MRV caiu 3,17%, Rossi Residencial ON (-1,60%) e Tecnisa ON (-0,81).
Bancos

Já os bancos, que geralmente sobem quando não há queda de juro, ontem mudaram de direção e também recuaram. A exceção ficou por conta do Bradesco (+0,75%), que divulga balanço do terceiro trimestre nos próximos dias. O mercado está otimista de que o resultado será melhor do que o verificado no trimestre anterior. Itaú Unibanco PN caiu 0,27%, BB ON (-0,61%) e units do Santander (-0,67%)
EUA

Em Nova York, o índice Dow Jones perdeu 0,06%, o S&P 500 recuou 0,24% e o Nasdaq, -1,01%.
Câmbio

No mercado doméstico, o dólar à vista fechou na cotação mínima do dia, R$ 2,028 no balcão, com recuo de 0,15%. Na máxima, a moeda ficou em R$ 2,032. O giro financeiro foi forte somava US$ 1,979 bilhão (US$ 1,899 bilhão em D+2) perto das 17 horas. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,0285, com queda de 0,12% (dado preliminar). No mesmo horário, o dólar para novembro de 2012 estava cotado R$ 2,032 (-0,25%). A trajetória de queda da moeda norte-americana, rumando para R$ 2,020 no mercado à vista, e para 2,030 no futuro, deixa os investidores atentos à potencial entrada do Banco Central no mercado de câmbio.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013, com 125.630 contratos, estava em 7,09%, de 7,08% no ajuste. A taxa para o contrato com vencimento em abril também estava em 7,09%, de 7,08% ontem. ''As negociações com esses prazos mais curtos foram apenas para zerar o que restava de posições que embutiam apostas de nova queda ou de retomada do aperto'', afirmou um operador.
(Agência Estado)

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