MERCADO FINANCEIRO
Giro
O exercício de opções sobre ações ontem e, principalmente, o vencimento de índice futuro amanhã, garantiram giro à Bolsa e ajudaram a impulsionar os negócios no pregão. Mas o que puxou mesmo a Bovespa para cima foram as ações da Petrobras, que subiram mais de 1%, beneficiadas pelo financiamento de US$ 1 bilhão acertado com o JBIC e o Tokyo-Mitsubish e pela volta de rumores de que o governo pode abrir caminho para o reajuste do preço do combustível. No exterior, a falta de notícias negativas também garantiu um ambiente favorável para a Bolsa doméstica.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou ontem com valorização de 0,74%, aos 59.601,71 pontos. Após uma manhã volátil, quando registrou mínima de 0,63% (aos 58.790 pontos), o principal índice da Bolsa se firmou em alta na segunda parte dos negócios, e chegou a subir 1,01% na máxima, aos 59.162 pontos. No mês de outubro, a Bolsa acumula ganho de 0,72% e, no ano, de 5,02%. Impulsionado pelos vencimentos de ontem e de quarta-feira, o giro financeiro somou R$ 10,008 bilhões, sendo R$ 3,278 bilhões referentes ao vencimento de ontem.
Vencimentos
''O que dita nosso mercado nesta tarde (tarde de ontem) são os vencimentos. O vencimento de opções sobre ações mexeu bastante, mas o que está movimentando mais negócios agora é o início das rolagens de contratos de olho no exercício de índice futuro na quarta-feira'', destacou o gerente da mesa de operações da Fator Corretora, Frederico Lukaisus. Com esses eventos, os giros das blue chips Petrobras e Vale foram inflados e, juntas, foram responsáveis por movimentar cerca de R$ 1,2 bilhão.
Combustíveis
Uma série de fatores ajudou a Petrobras a ver suas ações ON subirem 1,41% (na máxima) e, as PN, avançarem 1,33%. O movimento reflete em parte a assinatura de um contrato para financiamento de até US$ 1 bilhão com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC) e a declaração do diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, que, em Tóquio, disse que a companhia tem como foco a paridade dos preços dos combustíveis no Brasil com os valores internacionais no médio prazo.
Vale
As ações da Vale encerraram praticamente estáveis, com as ON em linha com o fechamento de sexta-feira e as PNA, em leve alta de 0,03%.
Altas
Os papéis da Usiminas lideraram as altas do Ibovespa, com as ON subindo 6,38% e as PNA com avanço de 5,44%. Em seguida, aparecem Marfrig ON (+5,10%), ALL ON (+4,84%) e CPFL ON (+4,48%).
No azul
Em Wall Street, os principais mercados de ações dos EUA fecharam no azul, impulsionados por um resultado melhor do que o esperado nas vendas no varejo da economia norte-americana em setembro e pelo balanço trimestral do Citigroup, divulgado pela manhã. O Dow Jones fechou em alta de 0,72%, o S&P500 subiu 0,81% e o Nasdaq avançou 0,66%.
Câmbio
No mercado doméstico, o dólar à vista fechou a R$ 2,034 no balcão, com queda de 0,25%. Na cotação máxima do dia, a moeda chegou a R$ 2,040 e, na mínima, R$ 2,032. O giro financeiro somava US$ 1,478 bilhão (US$ 1,404 bilhão em D+2) pouco depois das 16h30. Na BM&F, a moeda spot fechou a R$ 2,038, com recuo de 0,10% (dado preliminar). No mesmo horário, o dólar para outubro de 2012 estava cotado R$ 2,0415, com declínio de 0,37%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013, com apenas 55.460 contratos, estava em 7,086%, ante 7,09% no ajuste. A taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (135.675 contratos) marcava 7,46%, de 7,45% na última quinta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (39.990 contratos) indicava 8,78%, idêntico ao ajuste anterior. O DI janeiro de 2021, com giro de 2.315 contratos, apontava 9,46%, também igual a quinta-feira.
Europa
As bolsas de valores europeias subiram ontem, se recuperando após a queda do pregão anterior, sustentadas por indicadores positivos nos Estados Unidos e China. O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 avançou 0,51% e fechou aos 270,80 pontos.
Ásia
A maioria das Bolsas da Ásia apresentou baixa ontem. Uma das exceções foi Hong Kong, onde bons números da recuperação econômica da China compensaram a pressão por realização de lucros.
(Agência Estado)





