MERCADO FINANCEIRO
Risco
A aversão ao risco ditou o ritmo dos negócios no mercado externo e por aqui não foi diferente. A Bovespa encerrou em terreno negativo, de volta aos 58 mil pontos. O movimento foi amparado no relatório do FMI alertando sobre o crescimento mundial mais fraco. Internamente, a queda das ações do setor de energia e de bancos contribuíram para o movimento, enquanto os papéis da Vale subiram e impediram um recuo maior do Ibovespa.
Declínio
O índice encerrou com declínio de 0,64%, aos 58.939,46 pontos. No mês, a Bolsa passou a registrar perda de 0,40% e, no ano, o ganho caiu para 3,85%. Na mínima, o índice atingiu 58.616 pontos (-1,18%) e, na máxima, 59.697 pontos (+0,64%). O volume financeiro somou R$ 6,473 bilhões.
Mercado pessimista
Para o analista de investimento da SLW Corretora, Pedro Galdi, enquanto a situação de Espanha e Grécia não for resolvida, o mercado vai continuar pessimista. ''A Espanha precisa formalizar o empréstimo e a Grécia precisa receber ajuda. Se essas questões forem resolvidas, elas saem de cena e o mercado toma um fôlego para se recuperar'', disse, ressaltando, no entanto, que, assim como foi com os EUA e com a Europa, que anunciaram medidas para estimular a economia, a empolgação deve ser passageira.
Decisões do governo
Por aqui, mais uma vez, as decisões do governo pesam negativamente sobre os papéis das companhias de energia elétrica e de bancos. No primeiro caso, as ações reagem à notícia publicada ontem no Estado que representantes do setor ainda reclamam da falta de informações a respeito das novas tarifas e das indenizações a que terão direito a partir de 2013. AES Tietê PN registrou declínio de 2,72%, Eletropaulo PN (-1,61%), Copel PNB (-1,99%) e Light ON (-2,62%).
Bancos
Já no caso dos bancos, o anuncio do Banco do Brasil, na véspera, de que reduziu a tarifa de vários serviços, fez crescer no mercado a preocupação com o resultado das instituições financeiras, já que o setor privado também deve seguir o movimento. O resultado foi o Bradesco PN (-3,07%) figurar entre os destaques de queda do Ibovespa. O papel PN do Itaú Unibanco caiu -2,46%, as units do Santander (-2,38%) e BB ON (-0,13%).
Vale
Vale acompanhou a alta do minério de ferro. O papel ON subiu 0,54% e o PNA, +0,75%. De anteontem para ontem o preço do minério de ferro avançou US$ 7 e está sendo negociado, de acordo com a cotação do mercado à vista (spot) chinês, em US$ 117,2 a tonelada seca, segundo dados do The Steel Index (TSI).
Petrobras
Já Petrobras foi na contramão da commodity. A ação ON registrou declínio de 0,90% e a PN, -0,85%. Na Nymex, o contrato de petróleo para entrega em novembro fechou em alta de 3,42% na Nymex, a US$ 92,39 por barril.
EUA
Em Nova York, o índice Dow Jones registrou queda de 0,81%, o S&P 500 perdeu 0,99% e o Nasdaq, -1,52%.
Câmbio
No mercado doméstico, o dólar chegou a cair em reação à injeção de dinheiro feita na China, mas as preocupações com a atividade pesaram mais e a moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 2,036, com avanço de 0,34%, no mercado à vista de balcão, depois de bater máxima de R$ 2,039. Na BM&F, a cotação à vista ficou em R$ 2,034 (+0,25%) e, às 16h30, o dólar futuro para novembro valia R$ 2,043, com alta de 0,27%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (551.130 contratos) estava em 7,10%, ante 7,11% no ajuste. A taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (329.150 contratos) marcava 7,42%, ante 7,45% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (71.700 contratos) indicava 8,85%, de 8,86% ontem. O DI janeiro de 2021, com giro de 4.770 contratos, apontava 9,56%, ante 9,58% no ajuste.
Ásia
As Bolsas da Ásia apresentaram números mistos ontem. A Bolsa de Hong Kong fechou no campo positivo influenciada pelo fortalecimento dos mercados chineses, com as renovadas esperanças de que Pequim irá adotar novas medidas de estímulo para evitar a desaceleração da economia. O Hang Seng subiu 0,5% e encerrou aos 20.937,28 pontos.
(Agência Estado)





