MERCADO FINANCEIRO
Respiro
O noticiário mais tranquilo no exterior em virtude do feriado nos Estados Unidos deu uma trégua para a Bovespa respirar e recuperar o patamar dos 59 mil pontos, perdido na semana passada, na contramão dos mercados internacionais. O cenário corporativo se sobressaiu ontem e os investidores estrangeiros foram às compras. A blue chip Vale ajudou a puxar o principal índice da Bolsa para cima, beneficiada pela recuperação do preço do minério de ferro, assim como Petrobras e siderúrgicas. Já o setor financeiro registrou perdas, com uma nova rodada de redução de juros, promovida desta vez pelo Banco do Brasil.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou ontem em alta de 1,27%, aos 59.317,15 pontos, na máxima. Já na mínima do dia, o índice chegou a cair 0,69%, aos 58.170 pontos. No mês, a Bolsa acumula ganho de 0,24%, e, no ano, valorização de 4,52%. O giro financeiro totalizou R$ 5,652 bilhões.
Dia tranquilo
''Embora a Europa continue no foco das preocupações, um dia mais tranquilo como hoje (ontem) deixa o mercado um pouco mais leve para recuperação'', avalia o analista da Leme Investimentos João Pedro Brugger. Embora as bolsas de Nova York tenham operado, por conta das comemorações do Dia de Colombo os órgãos do governo e as empresas norte-americanas ficaram fechados ontem.
Vale
As ações da Vale impulsionaram os ganhos da Bovespa durante a tarde, refletindo a recuperação de preços do minério de ferro no mercado internacional. Os papéis ON da companhia subiram 3,31%, e, os PNA, avançaram 2,94%. Depois de dez dias úteis de estabilidade, o preço do minério de ferro no mercado spot (à vista) chinês voltou a subir e foi negociado acima dos US$ 110 a tonelada seca. O preço segue a referência do minério com teor de 62% importado do porto de Tianjin, na China.
Siderurgia
O setor de siderurgia, que tem exposição ao preço do minério de ferro, também foi beneficiado. Gerdau PN subiu 1,65%, Usiminas PNA avançou 1,38% e CSN ON apresentou valorização de 2,90%.
Petrobras
Contrariando a queda do preço do petróleo no mercado internacional, as ações da Petrobras subiram 0,91% as ON e 0,76% as PN. Na New York Mercantile Exchange (Nymex) os contratos futuros de petróleo fecharam em queda de 0,61%, a US$ 89,33 o barril, após o Banco Mundial ter reduzido sua projeção de crescimento para a China, que é a segunda maior consumidora da commodity no mundo, atrás apenas dos EUA.
Dasa
O destaque de alta do Ibovespa ficou por conta da Dasa, que viu suas ações ON avançarem 7,69%, reagindo à compra de 85,5% do capital da controladora Amilpar pela UnitedHealth Group Incorporated (UHG) por R$ 6,4 bilhões. Em seguida, aparecem MMX ON (+6,71%), LLX ON (4,43%) e Suzano PNA (4,71%). Fora do índice, os papéis ON da Amil saltaram 15,26%.
Quedas
Já os destaques de queda do Ibovespa foram Banco do Brasil ON (-2,98%), Transmissão Paulista PNA (2,52%), TIM ON (-2,29%), MRV ON (-2,22%) e Sabesp ON (-1,90%).
EUA
Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 0,19%, o S&P 500 perdeu 0,35% e o Nasdaq caiu 0,76%.
Câmbio
O dólar à vista encerrou o dia a R$ 2,029, com queda de 0,05% no balcão e alta de 0,07% no pregão da BM&F (só dois negócios foram fechados nesse sistema de negociação). Às 17h10, somente US$ 732 milhões estavam registrados na clearing da BM&F. A variação entre a mínima de R$ 2,018 e a máxima de R$ 2,033 observadas no balcão foi de 0,25%. No mercado futuro, às 17h30, o dólar para novembro valia R$ 2,0375 (-0,02%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (452.420 contratos) estava na máxima de 7,119%, ante 7,09% no ajuste. A taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (404.720 contratos) marcava máxima de 7,45%, ante 7,39% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (50.060 contratos) indicava 8,86%, de 8,83%. O DI janeiro de 2021, com giro de 1.115 contratos, apontava 9,58%, ante 9,56% no ajuste.
(Agência Estado)





