Volatilidade

Após mais um dia de volatilidade, a Bovespa voltou a terminar a sessão em território negativo, na contramão do exterior. A divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), durante a tarde, praticamente não influenciou os negócios domésticos. A ações da Vale e da Petrobras, que recuavam pela manhã, terminaram o dia em campo positivo e impediram uma queda maior do Ibovespa.
Bolsa

Com isso, o principal índice da Bolsa fechou com recuo de 0,29%, aos 58.458,00 pontos. No mês, a queda chega a 1,21%, mas, no ano, ainda acumula ganho de 3,00%. Na mínima, o índice atingiu 58.105 pontos (-0,89%) e, na máxima, 59.002 pontos (+0,64%). O giro financeiro somou R$ 6,344 bilhões.
Resoluções cruciais

Para o analista-chefe da Corretora Magliano, Henrique Kleine, o índice está lateralizado entre os 58.500 e os 60 mil pontos por falta de resoluções cruciais, como o que deve acontecer na Europa. ''A Bolsa bate nos 58.500 e sobe e, quando chega nos 60 mil, cai. Ainda há muitas dúvidas sobre a Europa. A Espanha ainda não resolveu o que vai fazer. O investidor está muito cético'', disse, explicando que a falta de definições impede a Bolsa de ter fôlego para subir, ou até mesmo cair.
Venda de papéis

Por outro lado, Kleine observa que a fase de venda de papéis pode estar acabando, porque algumas ações já perderam bastante e se encontram num bom preço de compra. Mas, ele ressalta ainda que para ganhar força é necessário uma maior definição do cenário externo.
Blue chips

As blue chips - Vale e Petrobras - acompanharam as commodities e terminaram em alta. O papel ON da petroleira subiu 0,35% e o PN, +0,27%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em novembro encerrou com ganho de 4,05%, a US$ 91,71 o barril. Já as ações da mineradora tiveram um desempenho melhor, a ON subiu 1,12% e a PNA, +0,95%. Os contratos de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam em leve alta.
Queda

Entre os destaques de queda do índice figuraram Gafisa ON (-7,57%), Brookfield ON (-5,46%) e B2W ON (-5,16%). Já o lado positivo foi liderado por Cielo ON (+5,09%), seguida de Marfrig ON (+3,78%) e Telefonica Brasil ON (+2,40%).
Bônus soberanos

Na Europa, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, reafirmou que está pronto para acionar o programa de compra de bônus soberanos. Além disso, o Banco Central da Inglaterra e o BCE decidiram manter as taxas de juros inalteradas.
EUA

Nos EUA, os dados melhores do que o esperado do mercado de trabalho norte-americano, na véspera da divulgação do relatório de empregos, deu suporte para as bolsas em nova iorquinas se manterem em terreno positivo.
Bolsas americanas

O índice Dow Jones terminou com ganho de 0,60%, o S&P 500 subiu 0,72% e o Nasdaq, +0,45%.
Câmbio

O mercado doméstico de câmbio rompeu o piso informal de R$ 2,020 e fechou o dia cotando o dólar à vista a R$ 2,019 (-0,15%) no balcão e R$ 2,0195 (-0,15%) no pregão da BM&F. A quebra da marca ocorreu logo no início da tarde e, na mínima do dia, a cotação chegou a R$ 2,018. Tudo sem que o Banco Central tenha mostrado reação.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (284.580 contratos) estava em 7,187%, de 7,20% no ajuste. Nesse patamar, a precificação de corte da Selic em outubro estava em 0,19 ponto porcentual. A taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (230.215 contratos) marcava 7,59%, ante 7,61% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (77.500 contratos) indicava 8,99%, de 9,01% ontem. O DI janeiro de 2021, com giro de 4.075 contratos, apontava 9,70%, ante 9,71% no ajuste.
Ásia

As Bolsas da Ásia apresentaram números mistos ontem. Não houve negociações na China por ser feriado. A Bolsa de Hong Kong terminou praticamente estável, com o mercado tomando novo fôlego após atingir, na véspera, o melhor fechamento em cinco meses.
(Agência Estado)

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