Recuperação

O mês de outubro começou mais leve para a Bovespa. Depois de perder 3,50% na semana passada, ontem ambiente externo favorável, embalado por indicadores de atividade positivos na Europa e nos Estados Unidos, permitiu que a Bolsa doméstica se recuperasse. O resultado só não foi melhor porque, no fim dos negócios, as ações da Vale desaceleraram os ganhos e encerraram no vermelho. O movimento de correção beneficiou empresas de diversos setores, como siderúrgico e financeiro.
Alta

O Ibovespa encerrou a sessão de hoje em alta de 0,67%, aos 59.570,80 pontos. Durante o pregão, o principal índice de Bolsa chegou a operar acima do patamar dos 60 mil pontos, mas não se sustentou. Na máxima do dia, alcançou 60.216 pontos (+1,76%), e, na mínima mostrou leve queda de 0,01%, aos 59.171 pontos. No ano, a Bolsa acumula ganho de 4,96%. O volume negociado totalizou R$ 6,003 bilhões.
Ibovespa

''Hoje o mercado como um todo está se recuperando após a queda de sexta-feira'', avalia o sócio-diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso. Das 69 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas 16 contrariaram a tendência positiva.
Petrobras

Petrobras ON encerrou em alta de 0,21%, e as PN, subiram 0,63%, em linha com o leve ganho dos preços do petróleo no mercado internacional. Na Nymex, os contratos para entrega em novembro fecharam com alta de 0,31%, a US$ 92,48 o barril.
Vale

As ações da Vale perderam fôlego e viraram ao fim do pregão, fechando em queda de 0,44% as ON e 0,09% as PNA.
Volátil

Apesar do resultado positivo de ontem da Bovespa, Cardoso acredita que a alta não representa uma tendência para esta semana. ''Hoje subiu mas o giro não foi essas coisas, com pouco volume de negócios é mais fácil subir'', pondera o profissional. Para ele, outubro promete ser mais volátil do que o mês passado, por conta da abertura da safra de balanços do terceiro trimestre de empresas internacionais e dos indicadores econômicos que serão divulgados na Europa.
EUA

Em Wall Street, o índice Dow Jones registrou ganho de 0,58% e o S&P500 subiu 0,27%. Já o Nasdaq recuou 0,09%.
Atividade industrial

Ontem pela manhã foi divulgado o índice de atividade industrial dos EUA de setembro, que agradou o mercado e ampliou os ganhos em Nova York e no Brasil. Também saíram os números de atividade europeus, que apesar de ainda demonstrarem contração na zona do euro, vieram melhores do que o esperado.
Câmbio

A moeda norte-americana encerrou com leve queda de 0,10%, a R$ 2,0270 no balcão. Na BM&F, o dólar spot terminou praticamente estável, a R$ 2,0265 (-0,01%). Até 16h58, o giro total à vista somava US$ 1,478 bilhão (US$ 1,447 bilhão para liquidação em dois dias úteis D+2). No mercado futuro, até 16h58, três vencimentos de dólar foram transacionados, com giro de US$ 8,060 bilhões - 56% inferior ao de sexta-feira, quando a finalização das rolagens de contratos futuros elevaram o saldo financeiro movimentado. No mesmo horário acima, o contrato de dólar com vencimento em 1º de novembro de 2012 recuava 0,05%, a R$ 2,0360, com volume de US$ 8,056 bilhões.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (217.785 contratos) estava em 7,25%, de 7,26% no ajuste. A taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (233.340 contratos) marcava 7,67%, ante 7,71% na sexta-feira. Entre os longos, o fechamento foi lateral, sustentado pelo exterior melhor. O DI janeiro de 2017 (55.970 contratos) indicava 9,04%, de 9,06%. O DI janeiro de 2021, com giro de 3.460 contratos, apontava 9,70%, ante 9,71% no ajuste.
Ásia

A maioria dos mercados asiáticos fechou em queda ontem, em dia de feriado em Hong Kong, Coreia do Sul e China, que ficará fechada até domingo.
Europa

As bolsas de valores europeias fecharam em alta ontem. O índice Stoxx Europe 600 encerrou o dia com ganho de 1,4%, aos 272,33 pontos, seu melhor desempenho desde 6 de setembro, quando o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, revelou detalhes de um novo plano para compras de títulos soberanos da zona do euro.
(Agência Estado)

mockup