MERCADO FINANCEIRO
Queda
No penúltimo dia útil do mês e do trimestre, a Bovespa voltou a se descolar de Nova York e encerrou em queda pelo terceiro dia seguido. Nem mesmo o orçamento espanhol anunciado no inicio da tarde, os dados mistos nos EUA e a injeção de recursos no mercado monetário chinês, feita ontem pelo Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), o que foi considerado positivo, foram suficientes para fazer a Bolsa seguir o exterior. As principais blue chips - Vale e Petrobras - oscilaram entre pequenas altas e quedas, praticamente durante toda a tarde, e também ajudaram o índice paulista a permanecer em campo negativo.
Ibovespa
Com isso, o Ibovespa encerrou com declínio de 0,39%, aos 60.239,79 pontos. No mês, o ganho acumulado é de 5,57% - se este nível se confirmar hoje, será a maior alta mensal deste janeiro, quando a Bolsa atingiu o auge de 11,13%. No ano, o ganho é de 6,14%. Na mínima, o índice atingiu 59.876 pontos (-0,99%) e, na máxima, 60.889 pontos (+0,68%). O giro financeiro ficou em R$ 6,558 bilhões.
Descolamento
Para o gerente de mesa de renda variável da corretora Hcommcor, Ariovaldo Santos, este descolamento da Bolsa do mercado acionário internacional mostra que os investidores estão operando muito mais o índice. ''Isso é briga de índice. O investidor está operando muito mais o Ibovespa do que as ações'', disse, ressaltando ainda que as idas e vindas das ações da Petrobras e Vale hoje confirmam esta percepção. ''Para mexer com o índice, é só comprar ou vender Vale e Petro. O cara vende Vale e passa um tempo e volta para o mercado para comprar novamente'', explicou.
Contramão
Na contramão de seus pares no exterior, Petrobras e Vale terminaram o dia em queda. O papel ON da petroleira caiu 0,08% e o PN, 0,26%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em novembro encerrou com ganho de 2,08%, a US$ 91,85 o barril.
Vale
A ação da mineradora perdeu 0,19% a ON e 0,25% a PNA. Os contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta na London Metal Exchange (LME), embora sinais macroeconômicos contraditórios tenham impedido que os metais ampliassem os ganhos.
Destaque
Entre os destaques de queda do Ibovespa figuraram Rosi Residencial ON (-3,70%), Gafisa ON (-3,40%) e Dasa ON (-3,20%). Já o lado positivo foi liderado por B2W ON (+4,91%), seguida de Fibra ON (+2,74%) e Sabesp ON (+2,55%).
Bancos
Os bancos, ainda sob influência da questão dos juros, fecharam em direções distintas. Bradesco PN e Banco do Brasil ON subiram 1,28% e 0,16%, enquanto Itaú Unibanco PN e Santander units caíram 1,25% e 0,59%, respectivamente.
EUA
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,54%, o S&P 500 ganhou 0,96% e o Nasdaq, +1,39%.
Câmbio
O dólar à vista fechou a R$ 2,0310, com queda de 0,20% no balcão e de 0,11% na BM&FBovespa. O giro total registrado na clearing de câmbio até 16h57 estava estável em relação ao anterior e somava US$ 2,727 bilhões (US$ 2,232 bilhões para liquidação em dois dias D+2). No mercado futuro, em função das rolagens de contratos, a liquidez começou a migrar para o vencimento de dólar de novembro. Às 17h04, o contrato da moeda para outubro de 2012 recuava 0,27%, a R$ 2,0310, com volume financeiro de US$ 12,745 bilhões; e para novembro de 2012 caía 0,32%, a R$ 2,0410, com giro de US$ 3,257 bilhões. Ao todo, cinco vencimentos de dólar foram transacionados até esse horário, todos em baixa, com giro de US$ 16,022 bilhões - 13% superior ao da véspera.
Euro
Em Nova York, às 17h21, o euro subia a US$ 1,2913, de US$ 1,2873 no fim da tarde de ontem. O dólar norte-americano também cedia diante do dólar australiano (-0,60%) do dólar canadense (-0,38%), da rupia indiana (-1,24%) e do dólar neozelandês (-0,83%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (570.735 contratos) estava em 7,28%, de 7,26% no ajuste. A taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (324.040 contratos) marcava 7,74%, ante 7,73% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (72.080 contratos) indicava 9,09%, de 9,12% ontem. O DI janeiro de 2021, com giro de 2.315 contratos, apontava 9,76%, ante 9,80% no ajuste.
(Agência Estado)





