MERCADO FINANCEIRO
Quedas expressivas
Uma conjunção de notícias ruins contribuiu para a Bovespa perder os 61 mil pontos ontem, patamar em que se manteve pelos últimos oito pregões. Num dia de aversão ao risco generalizada, as notícias corporativas acabaram ganhando grande proporção, o que culminou em quedas expressivas, como foi o caso de Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que recuaram mais de 8%. No setor financeiro, Bradesco e Itaú Unibanco lideraram as perdas, com impacto do recente movimento de queda de juros no cartão de crédito.
Negativo
Para piorar, na segunda parte da sessão o mercado norte-americano mudou a trajetória para o negativo após o presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Charles Plosser, afirmar que o novo programa de compras de ativos anunciado este mês pela instituição não deve impulsionar o crescimento econômico, o que, por aqui, acabou acelerando as perdas das blue chips Petrobras e Vale.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou ontem em queda de 2,28%, aos 60.501,10 pontos. Durante a jornada, variou entre 60.357 pontos (-2,51%), na mínima, e 61.947 pontos (+0,06%), na máxima do dia. No mês de setembro, o principal índice da Bolsa paulista acumula ganho de 6,03%, e, no ano, de 6,60%. O giro financeiro totalizou R$ 8,365 bilhões.
Usiminas
A Usiminas viu seus papéis liderarem as perdas do Ibovespa ontem após ter sua recomendação de compra reduzida para neutra pelo Goldman Sachs. A instituições também retirou as ações de sua lista de recomendações de compra da América Latina. Com isso, os papéis ON e PN da companhia despencaram 11,36% e 8,50%, respectivamente.
CSN
Outra ação que penou foi a CSN ON, com queda de 8,80%, segundo maior perda no índice à vista. O mercado reagiu mal à notícia que a empresa prepara uma oferta pelos ativos da CSA, da ThyssenKrupp.
Taxa de juros
No setor financeiro, a redução das taxas de juros para cartões de crédito, anunciada anteontem pelo Bradesco, trouxe preocupações quanto ao reflexo dessa mudança no balanço do banco, e fez as ações PN da instituição perderem 6,64%. Em seguida, aparecem entre as maiores quedas do dia Cielo ON (6,39%) e Itaú Unibanco PN (6,01%).
Blue chips
Entre as blue chips, Petrobras ON recuou 0,89% e PN, -0,96%, na esteira da queda dos do preço do petróleo no mercado internacional. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato para novembro caiu 0,61%, a US$ 91,37 o barril, o menor nível desde 2 de agosto, com o aumento das preocupações com a fraca demanda e a alta nos estoques.
Vale
As ações da Vale, por sua vez, caíram 2,80% as ON e 2,74% as PN. Além da piora externa, o declínio também teve influência de reduções das projeções do preço do minério de ferro após queda recente dos preços do insumo no mercado internacional.
EUA
Em Nova York, o índice Dow Jones perdeu 0,75%, o S&P 500 recuou 1,05% e Nasdaq, -1,36%.
Câmbio
O dólar no mercado à vista fechou com leves altas e nas máximas do dia, a R$ 2,0290 (+0,15%) no balcão e a R$ 2,0278 (+0,17%) na BM&FBovespa. As mínimas, pela manhã, foram de, respectivamente, R$ 2,0230 (-0,15%) e R$ 2,0235 (-0,04%). O volume de negócios manteve-se ao redor de US$ 2 bilhões. No mercado futuro, às 17h08, o contrato de dólar com vencimento em 1º de outubro de 2012 subia 0,17%, a R$ 2,0325, com volume negociado de US$ 11,572 bilhões. O movimento financeiro com os três vencimentos transacionados - todos com leves ganhos - totalizava US$ 12,784 bilhões.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (337.855 contratos) estava em 7,26%, de 7,28% no ajuste. A taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (533.280 contratos) marcava 7,73%, ante 7,76% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (113.035 contratos) indicava 9,13%, de 9,20% ontem. O DI janeiro de 2021, com giro de 2.330 contratos, apontava 9,81%, ante 9,86% no ajuste.
(Agência Estado)





