Perdas

A ausência de indicadores relevantes aqui e nos EUA contribuiu para que a Bovespa encerrasse ontem em queda e registrasse a primeira semana de perdas no mês. Pela manhã, a Bolsa operou em terreno positivo, embalada pela notícia da véspera, de que as autoridades da União Europeia trabalham em um novo pacote de ajuda ao governo espanhol, que incluiria compras de bônus pelo Banco Central Europeu (BCE). O programa, conforme o jornal inglês ''Financial Times'', pode ser anunciado na próxima quinta-feira, 27. No meio da tarde, no entanto, as ações da Petrobras, que também estavam em alta, mudaram de direção e puxaram o índice para baixo. Vale também contribuiu.
Ibovespa

O Ibovespa encerrou com declínio de 0,60%, aos 61.320,07 pontos. Na semana, a Bolsa registrou recuo de 1,26%. Já no mês e no ano o índice ainda registra ganho de 7,46% e 8,05%, respectivamente. Na mínima, a Bolsa atingiu 61.300 pontos (-0,63%) e, na máxima, 62.223 pontos (+0,87%). O giro financeiro somou R$ 6,425 bilhões.
Resistência

''Não teve notícia, não teve indicador, não teve nada. Pela manhã, a Bolsa ainda se balizou pela Espanha, depois foi só realizar'', disse um experiente operador, ressaltando ainda que, graficamente, há uma resistência forte nos 62.250 pontos. ''Toda vez que a Bolsa encosta neste patamar, ela volta. Isso é uma prova de que ainda está faltando investidor no mercado'', disse, se referindo a entrada de dinheiro novo para dar gás aos negócios. Para o profissional, se a Bolsa conseguir romper esta resistência, ela pode buscar os 65 mil pontos num curto espaço de tempo.
Petrobras

Os papéis da Petrobras terminaram o dia com queda de 0,64% o ON e 1,00% o PN, na esteira do preço do petróleo no mercado internacional. Na Nymex, o contrato da commodity com resgate em outubro encerrou com perda de 0,51%, a US$ 92,89 o barril. Na semana, a queda do petróleo é de 6,17%.
Vale

Já Vale foi na contramão dos seus pares e terminou no vermelho. A ação ON caiu 2,97% e a PNA, -2,29%, ambas figuraram entre os destaques de queda do Ibovespa. Na London Metal Exchange (LME), os contratos futuros dos metais básicos encerraram em alta, ajudado pela avanço do euro em relação ao dólar e uma melhora do sentimento em relação à Europa. Também figuraram entre os principais declínios do índice, OI PN (-3,45%) e V-Agro ON (-2,70%).
Positivo

Já o lado positivo foi liderado por Transmissão Paulista PN (+7,71%), JBS ON (+6,38%) e Cesp PNB (+3,35%).
EUA

Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com recuo de 0,13% e o S&P 500 perdeu 0,01%. Já o Nasdaq registrou ganho de 0,13%.
Câmbio

O dólar ante o real quase não se mexeu ontem e fechou no mesmo patamar de preço em que começou a semana, de R$ 2,02. A moeda norte-americana à vista encerrou cotada a R$ 2,0240, com leve alta de 0,05% no balcão e de +0,02% na BM&FBovespa. Na semana, a moeda spot no balcão acumulou ligeiro ganho de 0,55% ante o real, enquanto no mês carrega queda de 0,30% e, no ano, um ganho de 8,29%. O giro total registrado até 16h37 na clearing de câmbio somava US$ 1,886 bilhão (US$ 1,826 bilhão para liquidação em dois dias úteis).
Futuro

No mercado futuro, nesse horário, o dólar para outubro de 2012 subia 0,07%, a R$ 2,0265, depois de oscilar apenas 0,20%, de R$ 2,0250 (estável) a R$ 2,0290 (+0,20%) com giro mais fraco, de US$ 9,372 bilhões.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (295.605 contratos) estava em 7,28%, de 7,30% no ajuste. A taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (284.530 contratos) marcava 7,78%, ante 7,80% anteontem. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (44.850 contratos) indicava 9,22%, de 9,20% na véspera. O DI janeiro de 2021, com giro de 5.430 contratos, apontava máxima de 9,88%, ante 9,84% no ajuste.
Europa

As bolsas de valores europeias tiveram ganhos quase generalizados ontem, sustentadas pela especulação gerada com a possibilidade de a Espanha receber um pacote de ajuda integral no curto prazo. O índice Stoxx Europe 600 encerrou o dia com alta de 0,5%, aos 275,78 pontos, reduzindo a perda na semana para 0,1%.
(Agência Estado)

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