Estabilidade

Depois de oscilar entre os terrenos negativo e positivo, acompanhando o mercado internacional, a Bovespa encerrou estável ontem. Essa oscilação foi vista pelo mercado como uma troca de posição entre os investidores, onde os que se beneficiaram das altas recentes estão em buscas de novas opções e os que perderam também procuram recuperar seus prejuízos.
Ibovespa

O Ibovespa encerrou estável (-0,00%), aos 61.804,33. A valorização acumulada no mês ainda está acima de 8% (+8,31%) e, no ano sobe 8,90%. Na mínima, o índice atingiu 61.447 pontos (-0,58%) e, na máxima, 62.132 pontos (+0,53%). O giro financeiro foi de R$ 6,633 bilhões.
Zero a zero

O operador de uma grande corretora lembrou que a Bolsa ficou praticamente no zero a zero durante toda a sessão. ''Foi uma troca de mãos. Tem muita gente aproveitando os ganhos dos últimos dias e outros procurando reduzir os prejuízos'', disse, ressaltando ainda que os estrangeiros estavam atuando forte na ponta compradora. ''O que vimos foi gringo comprando e local vendendo. Parece que o gringo está mais otimista que nós'', ponderou.
Vale

As ações da Vale terminaram com ganho de 1,23% a ON e 0,53% a PNA, acompanhando a alta do preço do minério no mercado internacional. O preço da commodity apresentou forte recuperação de anteontem para ontem e está sendo cotado no mercado spot (à vista) chinês em US$ 109,6 a tonelada seca.
Petrobras

Já os papéis da Petrobras encerraram no vermelho. O ON caiu 0,58% e o PN, 0,22%.
Elétricas

As elétricas mantêm a recuperação vista na véspera. Eletropaulo PN (+3,42%) e Cemig PN (+3,03%) figuraram entre os destaques de alta do índice.
Bancos

Já no lado negativo do Ibovespa figuraram Santander (-2,64%) e Itaú Unibanco (-2,38), o que pode ser explicado, segundo o operador citado acima, por uma realização de lucros, já que os dois bancos acumulam no mês alta de 6,54% e 6,30%, respectivamente.
Europa

No exterior, a relutância da Espanha em pedir um resgate financeiro alimentou uma aversão ao risco que, somada à realização de lucros em seguida aos fortes ganhos observados na semana passada, provocou queda nas bolsas. A melhora das expectativas econômicas na Alemanha, o leilão bem-sucedido de títulos da Espanha e os bons indicadores sobre confiança das construtoras e sobre a conta corrente dos EUA não foram suficientes para animar os investidores.
EUA

Com isso, em Nova York, o índice Dow Jones registrou pequena alta de 0,09%. Já o S&P 500 e o Nasdaq tiveram pequena queda de 0,13% e 0,03%, respectivamente.
Câmbio

Sem a atuação do Banco Central até o fim da manhã, os agentes financeiros foram ofertar moeda em mercado, sobretudo na sessão vespertina, pressionando as cotações para baixo. A taxa Ptax de ontem ficou em R$ 2,0274, com queda de 0,19% ante o fechamento de anteontem. O giro financeiro total à vista foi um pouco maior que o anterior, mas ainda é considerado pequeno.
Dólar

Nos negócios locais, o dólar à vista encerrou a R$ 2,0220, baixa de 0,34% e no piso intraday do balcão; a máxima foi de R$ 2,0370 (+0,39%). Na BM&F, o dólar spot encerrou com queda de 0,18%, a R$ 2,0250. O giro total registrado na clearing de câmbio até 17h06 somava US$ 1,960 bilhão - 22% maior que o anterior. Desse total, US$ 1,91 bilhão foram movimentados para liquidação em dois dias úteis (D+2). No mercado futuro, às 17h11, o dólar para outubro de 2012 recuava 0,52%, a R$ 2,0270, com giro de US$ 13,893 bilhões. O total transacionado com quatro vencimentos negociados - todos em baixa - somava US$ 13,919 bilhões.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (460.530 contratos) estava em 7,31%, nivelado ao ajuste. Já a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (285.975 contratos) marcava 7,82%, ante 7,79% ontem. Os longos tiveram uma volatilidade maior ontem. O DI janeiro de 2017 (72.685 contratos) indicava 9,25%, de 9,24% na véspera e após oscilar entre 9,20% e 9,30% ao longo do dia. O DI janeiro de 2021, com giro de apenas 850 contratos, apontava 9,89%, ante 9,90% no ajuste anterior e uma variação de 9,83% a 9,95% no intraday.
(Agência Estado)

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