MERCADO FINANCEIRO
Recuo
A realização de lucro tomou contas da Bovespa na segunda etapa dos negócios, que terminou ontem em queda, acompanhando o movimento em Wall Street. O recuo dos papéis da Petrobras, que foram influenciados pelo vencimento de opções sobre ações e também pela queda do petróleo no mercado internacional, contribuiu para a performance negativa da Bolsa.
Em baixa
O Ibovespa terminou com baixa de 0,48%, aos 61.805,98 pontos. No mês, o ganho acumulado ainda é de 8,32% e, no ano, de 8,90%. Na mínima, o índice atingiu 61.552 pontos (-0,89%) e, na máxima, 62.692 pontos (+0,94%). O giro financeiro ficou em R$ 13,251 bilhões.
Vencimento
Pela manhã, a Bolsa ficou praticamente descolada do exterior, sendo embalada pelo exercício de vencimento de opções sobre ações. ''Este movimento é natural. Sempre que tem vencimento a Bolsa fica mais por conta disso e esquece o exterior. E hoje (ontem) não foi diferente'', disse um operador, ressaltando ainda que, passado o vencimento, a Bolsa geralmente volta a acompanhar seus pares.
Vale
As opções que registraram o maior volume financeiro no exercício de ontem foram Vale PNA a R$ 37,00 por ação, com giro de R$ 361,77 milhões em opções de compra. As ações da mineradora terminaram o dia em alta. O papel ON subiu 1,09% e o PNA, +0,93%.
Petrobras
Já Petrobras encerrou o dia no vermelho, assim como o preço do petróleo no mercado internacional. A ação ON caiu 0,62% e a PN, -0,21%. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em outubro terminou com recuo de 2,40%, a US$ 96,62 o barril. A forte queda é atribuída, aparentemente, a operação equivocada perto do fim da sessão, que fez a commodity perder US$ 3,00 em menos de um minuto, em meio a um salto no volume de negócios.
Bancos
Entre os bancos, Bradesco e Santander terminaram no azul, com ganhos de 0,39% a ação PN e de 0,83% as units, respectivamente. Já Itaú Unibanco e Banco do Brasil recuaram 1,15% a PN e 0,60% a ON, na sequência.
Cautela
No exterior, a Europa passou a ser foco de atenções. No fim de semana, o encontro dos ministros de Finanças da zona do euro não resultou em um progresso significativo com relação a uma solução para a crise da região, e isso contribuiu para o aumento da cautela.
EUA
Em Nova York, o índice Dow Jones terminou com declínio de 0,30%, o S&P500 caiu 0,31% e o Nasdaq, -0,17%.
Câmbio
Novas declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do secretário-executivo, Nelson Barbosa, e mais um leilão do Banco Central de swap cambial reverso (equivalente à compra de dólar no mercado futuro) impediram ontem a valorização do real. O dólar à vista atingiu a máxima ante o real no balcão, a R$ 2,033 (+0,99%), instantes após o Banco Central divulgar o resultado do leilão. Na sexta-feira, em duas atuações após o lançamento do QE3 nos EUA na véspera, o BC já vendeu ao todo US$ 2,154 bilhões em swap reverso distribuídos entre três vencimentos.
Subiu
No fechamento, o dólar à vista no balcão subiu 0,79%, a R$ 2,0290. A mínima, no começo da sessão, foi de R$ 2,0170 (+0,20%). Na BM&F, até 16h36, o dólar spot ainda não tinha fechado e era cotado com ganho de 0,80%, a R$ 2,0287. O giro total (balcão e BM&F) registrado na clearing de câmbio até 16h37 somava US$ 1,176 bilhão, dos quais US$ 1,116 bilhão para liquidação em dois dias úteis (D+2). No mercado futuro, às 16h39, o dólar com vencimento e 1º de outubro de 2012 avançava 0,84%, a R$ 2,0345, após mover-se de R$ 2,0205 (+0,17%) na mínima até a máxima de R$ 2,0390 (+1,09%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (409.865 contratos) estava em 7,31%, de 7,29% no ajuste. Já a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (182.065 contratos) marcava 7,79%, ante 7,78%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (87.795 contratos) indicava 9,24%, de 9,29% na véspera. O DI janeiro de 2021, com giro de 1.450 contratos, subia para 9,90%, ante 9,92% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





