MERCADO FINANCEIRO
Ânimo generalizado
O esperado anúncio da terceira rodada de relaxamento monetário quantitativo (QE3), pelo Federal Reserve, trouxe ânimo generalizado aos mercados e, no caso da Bovespa, não foi diferente, com a renovação do apetite dos investidores por ativos de maior risco. A expectativa de mais vigor à atividade global abriu espaço para a recuperação dos preços de commodities no mercado internacional, o que ajudou as blue chips Petrobras e a Vale a subirem quase 4,50% e 3,00%, respectivamente. Aliado a isso, a desoneração de alguns setores da economia brasileira, anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante a tarde, contribuiu para o movimento de valorização e levou o Ibovespa a fechar a um passo dos 62 mil pontos.
Bovespa
Na sessão de ontem, a Bovespa registrou alta de 3,40%, aos 61.958,12 pontos, maior pontuação desde 3 de maio (62.104,15). Durante os negócios, o principal índice da Bolsa oscilou na faixa entre os 59.629 pontos (-0,49), na mínima, e os 62.117 pontos (+3,66%), na máxima do dia. No mês de setembro, o Ibovespa acumula ganho de 8,58%, e, no ano, de 9,17%. O giro financeiro somou R$ 11,827 bilhões.
Tendência de alta
Para o analista-chefe da corretora Magliano, Henrique Kleine, esses dois anúncios por si só fariam o Ibovespa subir ontem, mas a tendência de alta foi reforçada pelos papéis das elétricas, que vêm se desvalorizando desde que a presidente Dilma Rousseff anunciou a redução de tarifas de energia. ''Hoje o mercado aproveitou para reforçar as compras de Vale e Petro e correr atrás de papéis que caíram muito nos últimos dias'', destacou.
Petróleo
Acompanhando a valorização dos contratos de petróleo no mercado internacional, as ações ON e PN da Petrobras apresentaram alta de 4,46% e 4,14%, respectivamente. A Vale, por sua vez, viu seus papéis ON subirem 2,55% e PNA, avançarem 2,78%. Os setores ligados a commodities foram favorecidos como um todo.
Usiminas
Entre os destaques de alta do Ibovespa, Usiminas PNA liderou os ganhos (+13,49%), seguida por CSN ON (+10,66%), Brookfield ON (+9,65%), Gafisa ON (9,26%) e B2W (+8,54%). Dos 69 papéis que compõe a carteira teórica do índice, apenas dez fecharam no negativo.
Dow Jones
Em Wall Street, o índice Dow Jones encerrou em alta de 1,55%, o S&P500 avançou 1,63% e o Nasdaq, subiu 1,33%.
Câmbio
No mercado doméstico, o dólar à vista fechou a R$ 2,0210 no balcão, com queda de 0,35%. Na máxima, a moeda chegou a R$ 2,0300 e bateu R$ 2,0170 na mínima. O giro financeiro foi forte e somava US$ 2,489 bilhões (US$ 2,425 bilhões em D+2) perto das 16h30. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,0195, com recuo de 0,37% (dado preliminar). No mesmo horário, o dólar para outubro de 2012 estava cotado R$ 2,0255 (-0,37%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (385.595 contratos) estava em 7,29%, ante 7,30% no ajuste. Já a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (283.470 contratos) marcava 7,77%, ante 7,78% ontem. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (125.305 contratos) indicava 9,25%, de 9,17% na véspera. O DI janeiro de 2021, com giro de 7.260 contratos, subia para a máxima 9,86%, ante 9,75% no ajuste anterior.
Londres
As bolsas de valores europeias fecharam em baixa ontem, com apenas Londres contrariando a tendência, após comentários desfavoráveis sobre a Grécia e antes do resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve Bank, o banco central do Estados Unidos. O índice Stoxx Europe 600 teve leve declínio de 0,16% ontem, terminando o dia aos 272,46 pontos.
Ásia
Os mercados asiáticos encerraram ontem com sinais mistos. A maioria dos investidores da região andou de lado, à espera da reunião de política monetária do Federal Reserve. O mercado está na expectativa de uma terceira rodada de relaxamento quantitativo por parte do Fed, o banco central dos Estados Unidos.
(Agência Estado)





