Cenário externo

O cenário externo deu o tom dos negócios ontem, fez a Bovespa subir e voltar para os 59 mil pontos - nível que não atingia no fechamento desde o dia 22. A expectativa com a aprovação do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) na Alemanha, hoje, e com o banco central norte-americano, Federal Reserve (Fed), amanhã, impulsionou os mercados em meio a indicadores positivos dos EUA.
Desempenho positivo

Internamente, Vale, Petrobras e siderúrgicas tiveram desempenho positivo e contribuíram para a performance da Bolsa. Por outro lado, o anúncio do pacote de medidas do setor elétrico levou as ações do setor a seguirem por caminhos distintos durante quase todo o pregão. No final, no entanto, apenas um papel registrava alta.
Ibovespa

Assim, o Ibovespa encerrou com valorização de 1,74%, aos 59.422,55 pontos. Na mínima, o índice atingiu 58.404 pontos (estável) e, na máxima 59.515 pontos (+1,90%). Com a alta de hoje, o índice passou a acumular valorização de 4,14% no mês e de 4,70% no ano. O giro financeiro ficou em R$ 7,275 bilhões.
Convergência de preços

Na meia hora final de negócios na Bolsa, a presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que não está trabalhando pela paridade exata, mas pela convergência de preços dos combustíveis e ressaltou ainda que a manutenção de caixa é fundamental para dar continuidade aos investimentos. Com isso, as ações da petroleira ampliaram os ganhos, o que acabou contribuindo para a Bovespa renovar as máximas nos momentos finais. O papel ON terminou com ganho de 2,09% e o PN, +2,31%.
Minério de ferro

Já no caso da Vale, pesou positivamente o preço do minério de ferro no mercado internacional. A ação ON registrou valorização de 2,82% e a PNA, +2,68%.
Alta dos metais

As siderúrgicas e as mineradoras ainda foram favorecidas pela alta dos metais. Gerdau PN subiu 1,51%, Gerdau Metalúrgica PN, +2,56%, Usiminas PNA, +2,37% e Siderúrgica Nacional ON,+4,39%, sendo que as duas últimas figuraram entre os destaques de alta do Ibovespa. O destaque principal de alta foi Gafisa, que avançou 13,16%.
Energia

Pela manhã, a presidente Dilma Rousseff confirmou, o que havia antecipado na quinta-feira, que as quedas dos preços da energia serão de 16,2% para os consumidores e de um intervalo de 19% a 28% para as empresas a partir de janeiro de 2013. O anúncio gerou dúvidas sobre os contratos de concessões que irão vencer mais para frente e o mercado reagiu dubiamente. No final, no entanto, embora nada tenha sido acrescentado, o lado negativo prevaleceu para os papéis do setor. A exceção foi Eletropaulo PN, +2,33%. O índice de energia elétrica terminou com declínio de 3,45%.
Dow Jones

Em Nova York, o índice Dow Jones terminou com ganho de 0,52%, o S&P 500 subiu 0,31% e o Nasdaq apenas 0,02%.
Câmbio

O dólar fechou em queda ontem, acompanhando o movimento predominante no exterior. A trajetória de declínio chegou a ser revertida por instantes, quando a moeda tocou a máxima do dia, no momento em que o Banco Central sondou o mercado sobre a demanda por swap cambial reverso. O sinal positivo, porém, não se sustentou no restante da sessão.
Dólar

No mercado doméstico, o dólar à vista fechou a R$ 2,0190 no balcão, com queda de 0,25%. Na máxima, o dólar foi a R$ 2,0320 (+0,40%) e marcou R$ 2,0150 (-0,44%) na mínima. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,0193, com queda de 0,21% (dado preliminar). O giro financeiro foi robusto e somava US$ 2,473 bilhões (US$ 2,420 bilhões em D+2) em torno das 16h30. No mesmo horário, o dólar para outubro de 2012 estava cotado R$ 2,0255 (-0,20%).
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (181.720 contratos) estava na máxima de 7,31%, ante 7,30% no ajuste. Já a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (170.425 contratos) marcava 7,79%, ante 7,81% ontem. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (30.905 contratos) indicava mínima de 9,11%, ante 9,13% na véspera. O DI janeiro de 2021, com giro de 2.840 contratos, apontava 9,67%, de 9,69% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

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