Bovespa

Não faltaram motivos para levar a Bovespa a cair abaixo do patamar dos 57 mil pontos ontem. Se o cenário externo não aliviou, as ações de peso do Ibovespa, como Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos, muito menos. A Vale foi a vilã da vez, ao recuar 3%. Enquanto as reuniões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), na próxima quinta-feira, e do Federal Reserve, no dia 13, não acontecem, aumenta a aversão ao risco dos investidores no mercado local, o que contribui para que qualquer notícia de viés negativo seja vista como motivo para saída massiva dos papéis envolvidos.
Em baixa

O Ibovespa encerrou o pregão de ontem em baixa de 1,83%, aos 56.233,90 pontos, o menor nível desde 31 de julho. Durante o dia, o principal índice da Bolsa oscilou na faixa entre 56.203 pontos (-1,88%), na mínima, e 57.272 pontos (-0,02%), na máxima do dia. O patamar dos 57 mil pontos foi perdido logo na primeira hora dos negócios.
Ganhos zerados

Com o resultado de ontem, a Bolsa zerou os ganhos no ano e passa a registrar queda de 0,92% em 2012. No mês de setembro, acumula perda de 1,45%. O giro financeiro somou R$ 5,974 bilhões.
Notícias ruins

''Enquanto os bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa não sinalizam com nenhuma ajuda, qualquer coisa pesa muito, as notícias ruins ganham uma proporção um pouco maior'', explica o gerente de renda variável da H.Commcor, Ariovaldo Santos. Após a perda do importante patamar dos 56.400 pontos ontem, sua equipe vê nos 55.500 o próximo suporte do índice.
Vale

Ainda pressionada pela contínua queda do preço do minério de ferro no mercado internacional, a Vale viu seus papéis ON e PNA recuarem 3,28% e 2,93%, respectivamente.
Mineradora

Somado a isso, a mineradora anunciou ontem que constituiu provisão de R$ 1,1 bilhão para cobrança da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como royalty da mineração, alterando para ''provável'' o prognóstico de perda da tese de dedução de transporte da base de cálculo da CFEM.
Siderurgia

O setor siderúrgico, que também tem suas receitas atreladas ao preço do minério de ferro, também penou, com Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) caindo 4,97% - quinta maior perda do Ibovespa ontem - e Usiminas, declinando 1,59%. No caso da CSN, pesou ainda a decisão da Justiça, que deliberou que a companhia continuará pagando a Taxa de Fiscalização de Recursos Minerais (TRFM), criada pelo governo de Minas Gerais em 2011 e em vigor desde março deste ano.
Petrobras

Petrobras ON apresentou desvalorização de 1,40%, enquanto as ações PN recuaram 1,21%.
EUA

Em Wall Street, os principais índices acionários fecharam em queda. Dow Jones perdeu 0,42% e S&P 500, -0,12%. O índice Nasdaq foi a exceção, com leve alta de 0,26%.
Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão de ontem cotado a R$ 2,041, com alta de 0,44%. O volume de negócios melhorou com relação a ontem, quando o feriado de Nova York limitou as operações, mas continuou fraco. Às 16h30, a clearing da BM&F registrava menos de US$ 1,5 bilhão. Na BM&F, a moeda norte-americana terminou o pregão à vista a R$ 2,0405, com valorização de 0,35%. O contrato futuro para outubro valia R$ 2,0505, com aumento de 0,44% perto das 17h00. A taxa de câmbio oficial do Banco Central ficou em R$ 2,0392, com ganho de 0,28%.
Dólar

Com a valorização de ontem, o dólar acumulou três sessões de alta consecutivas, saindo de R$ 2,030, no dia 31, para os R$ 2,041 de ontem. O avanço no período foi de 0,54%.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (376.795 contratos) estava na máxima de 7,27%, ante 7,25% no ajuste. Já a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (229.280 contratos) marcava 7,78%, ante 7,75% ontem. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (59.885 contratos) indicava 9,04%, de 8,98% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2021, com giro de 5.185 contratos, apontava 9,61%, de 9,55% no ajuste.
(Agência Estado)

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