Zero a zero

O feriado nos Estados Unidos, que manteve as Bolsas norte-americanas fechadas, esvaziou os negócios no mercado doméstico ontem. Sem força para assumir uma tendência consistente, o Ibovespa passou o dia praticamente no zero a zero, encerrando a sessão em leve alta. Enquanto as blue chips Petrobras e Vale puxavam o principal índice da Bolsa para baixo durante a maior parte do dia, os setores siderúrgico e financeiro fizeram o contraponto.
Ibovespa

O Ibovespa começou setembro com ligeira alta de 0,39%, aos 57.281,45 pontos. Ao longo do pregão, o índice oscilou entre os 56.954 pontos (-0,19%), na mínima, e os 57.457 (+0,69%), na máxima do dia. No ano, o ganho acumulado corresponde a 0,93%.
Giro

O giro financeiro somou R$ 3,832 bilhões, o terceiro pior volume do ano, atrás de 28 de maio (R$ 3,145 bilhões) e 4 de julho 3,752 bilhões.
Dia do Trabalho

Com o feriado do Dia do Trabalho, o mês de setembro começa sem dizer a que veio. ''Hoje não conta, a Bolsa está praticamente zerada'', resume o operador de renda variável da Icap Brasil, Rodrigo Falcão.
Petrobras

Petrobras ON, que virou para o positivo na última hora da sessão, encerrou em leve ganho de 0,47%, enquanto o papel PN recuou 0,34%.
Vale

Vale ON e PNA fecharam em desvalorização de 0,68% e 0,27%, respectivamente. O baixo preço do minério de ferro continuou pesando sobre as ações da companhia. Ontem, o valor da commodity caiu para US$ 89,1 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index (TSI), de US$ 89,4 na sexta-feira.
Estímulo

Por conta da baixa liquidez, o otimismo vindo da Europa, que fez as principais bolsas da região fecharem em alta, não chegou a influenciar os negócios locais, conforme Falcão. Indicadores fracos de atividade manufatureira divulgados ontem na Europa e na China foram vistos pelos agentes como um argumento consistente para motivar as autoridades locais a baterem o martelo no sentido de adotarem novas medidas de estímulo econômico.
Câmbio

O feriado norte-americano de ontem adia para hoje o início do mês de setembro, no que se refere aos negócios do mercado doméstico de câmbio. Pelo menos é isso que mostra o volume de transações desta segunda-feira, digno de um dia de ponte de feriado no Brasil. Às 16h47, somente US$ 483 milhões transacionados no mercado à vista estavam registrados na clearing da BM&F.
Dólar

Internamente, a baixa liquidez e a convicção de que o governo e o Banco Central continuarão administrando o piso informal de R$ 2,00 para a taxa de câmbio abriram espaço para a alta do dólar, na contramão da moeda única. Porém, a oscilação foi baixa e a máxima foi de R$ 2,035, com alta de 0,25%. A mínima ficou em R$ 2,030, estável. Há pouco, o dólar para outubro valia R$ 2,0415 (+0,15%). A Ptax de hoje fechou em R$ 2,0335 (-0,18%).
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (447.995 contratos) estava em 7,25%, de 7,27% no ajuste. Já a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (259.765 contratos) marcava 7,75%, ante 7,82% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (73.180 contratos) indicava 8,98%, de 9,02%, enquanto o DI janeiro de 2021, com giro de 2.075 contratos, apontava 9,55%, de 9,59% no ajuste.
Tóquio

A Bolsa de Tóquio estendeu as perdas ontem e fechou em baixa pela terceira sessão seguida, em meio à renovada valorização do iene. Contudo, o aguardado pronunciamento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, em Jackson Hole, na sexta-feira, abriu as esperanças de novas medidas de estímulo à economia norte-americana.
Londres

As bolsas de valores europeias fecharam em alta ontem, com os investidores se posicionando antes do anúncio de taxa de juros do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira. A expectativa é que o presidente do BCE, Mario Draghi, revele detalhes de um programa para retomar compras de títulos soberanos dos países da zona do euro em dificuldades.
(Agência Estado)

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