Mau humor

A Bovespa engatou mais um dia de realização de lucros, acompanhando o mau humor externo. Com isso, a Bolsa está perto de anular os ganhos acumulados no ano. Notícias desanimadoras na zona do euro e dos Estados Unidos fizeram aumentar as preocupações com o desaquecimento da economia global. A queda das ações de empresas de peso, como Petrobras, Vale, e de setores relevantes, como siderúrgico e financeiro ajudaram no movimento negativo. Além disso, a queda quase que generalizada das companhias do setor de energia também influenciou os negócios.
Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão ontem com declínio de 0,20%, aos 57.256,43 pontos. Com isso, o ganho acumulado no mês caiu para 2,07% e, no ano, para 0,89%. Na mínima, o índice atingiu 56.901 pontos (-0,82%) e, na máxima, 57.508 pontos (+0,24%). O giro financeiro ficou em R$ 5,794 bilhões.
Petrobras

Ontem, as ações da Petrobras tiveram mais um dia de queda, assim como as da Vale. O papel ON da petroleira caiu 1,18% e o PN, -0,80%, seguindo o petróleo no mercado internacional. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em outubro encerrou com declínio de 0,91%, a US$ 94,62 o barril.
OGX

Outra empresa de peso, OGX, que ontem caiu cerca de 8%, ontem terminou o dia com leve alta de 0,17%.
Vale

Vale continua sofrendo com a queda do preço do minério de ferro no mercado internacional. O papel ON caiu 0,33% e o PNA, -0,43%. Ontem, o preço do minério de ferro voltou a romper uma importante barreira e desceu para US$ 88,7 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index (TSI).
Azul

Entre as siderúrgicas, Gerdau PN e Usiminas PNA conseguiram terminar no azul, com ganhos de 0,83% e 0,25%, respectivamente. Já Gerdau Metalúrgica PN e Companhia Siderúrgica Nacional ON recuaram 0,57% e 2,23%, nesta ordem.
Setor financeiro

No setor financeiro, a exceção foi o Bradesco único a apurar ganho (+0,09%). Na contramão, Itaú Unibanco caiu 0,58%, Banco do Brasil recuou 1,14% e as units Santander perderam 2,06%.
Energia

As empresas do setor de energia, consideradas defensivas, também amargaram perdas. O governo editou ontem Medida Provisória que trata da extinção das concessões de serviço público de energia elétrica. De acordo com a MP, extinta a concessão, ''o poder concedente prestará temporariamente o serviço, por meio de órgão ou entidade de administração pública federal, até que novo concessionário seja contratado por licitação nas modalidades leilão ou concorrência''.
IEE

O índice de energia elétrica (IEE) terminou o dia com recuo de 1,80%. A maior queda entre as ações foi verificada na Cesp PNB (-6,08), que também figurou entre os destaques de perda do Ibovespa.
EUA

Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,81%, o S&P500 recuou 0,78% e o Nasdaq, -1,05%.
Câmbio

A trajetória de alta do dólar deu sinais de cansaço na sessão de ontem, mas a percepção de que o Banco Central não vai rolar os contratos de swap cambial que vencem no dia 3 de setembro serviu de contraponto e impediu quedas maiores das cotações. No final do dia, a moeda norte-americana ficou em R$ 2,046 no mercado à vista de balcão, o que representou perda de 0,15%.
Mercado à vista

No mercado à vista da BM&F, onde foram realizados somente nove negócios, o fechamento de ontem foi de R$ 2,0455, com desvalorização de 0,23%. Às 16h54, o dólar para setembro valia R$ 2,046 (-0,36%). A percepção dos operadores é de que até o início de setembro, a taxa de câmbio siga ao redor dos R$ 2,050, como aconteceu ontem, quando a mínima foi de R$ 2,044 e a máxima, de R$ 2,056.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (948.705 contratos) estava em 7,26%, de 7,21% no ajuste e 7,28% na máxima, pela manhã. Já a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (517.680 contratos) marcava 7,83%, ante 7,75% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (110.330 contratos) indicava 9,08%, de 9,14% ontem, enquanto o DI janeiro de 2021, com giro de 3.995 contratos, apontava 9,66%, de 9,80% no ajuste.
(Agência Estado)

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