Contramão

A Bovespa deu continuidade ao movimento iniciado na semana passada e registrou o terceiro dia seguido de queda, na contramão das bolsas internacionais. A agenda externa e interna recheada de eventos contribuiu para o movimento de cautela adotado pelos investidores. Além disso, a queda de quase 2% das ações da Vale contribuem para manter a Bolsa no campo negativo.
Ibovespa

O Ibovespa encerrou com recuo de 0,54%, aos 58.111,46 pontos. Com isso, a alta acumulada no mês caiu para 3,59% e, no ano, para 2,39%. Na mínima, o índice atingiu 57.853 pontos (-0,98%) e, na máxima, 58.462 pontos (+0,06%). O giro financeiro limitou-se a R$ 4,540 bilhões - menor valor desde 18 de julho (R$ 4,889 bilhões).
Compasso de espera

''O mercado está em compasso de espera, em busca de sinais claros do BCE e do Fed'', disse um experiente profissional, ressaltando ainda que o investidor também vai ficar muito atento ao documento divulgado após o término da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira, onde será divulgada a nova taxa Selic, atualmente em 8,00% ao ano. ''O mercado quer saber se vai ter algum indício no comunicado sobre a possível continuidade da queda da taxa básica'', disse.
Vale

As ações da Vale reagem à desaceleração da economia chinesa, à queda do preço do minério de ferro no mercado internacional e também às expectativas sobre a negociação da mineradora com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para a cobrança da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), os royalties da mineração. O papel ON caiu 1,53% e o PNA, -1,56%
Siderúrgicas

As siderúrgicas tiveram recuo generalizado. Usiminas PNA caiu 2,38%, enquanto a ON, -2,52%. Gerdau ON (-1,76%) Gerdau Metalúrgica ON (-1,90%), e Siderúrgica Nacional ON (-2,75%). Na sexta-feira, a agência de classificação de risco S&P rebaixou o rating corporativo da Usiminas e a perspectiva foi mantida estável. Ontem, em relatório, o Barclays lembrou que as siderúrgicas brasileiras estão muito expostas às fraquezas e aos riscos do cenário externo.
Bancos

Já bancos terminaram sem direção única. Bradesco e Itaú Unibanco recuaram 0,70% e 1,50%, respectivamente. Enquanto Banco do Brasil e units do Santander subiram 2,26% e 0,56%.
Petrobras

Petrobras ontem foi na contramão do exterior e reagiu à notícia divulgada na sexta-feira, após o fechamento do mercado, de que a empresa comprovou a ocorrência de petróleo e gás de boa qualidade no bloco BM-SEAL-10, em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas. O papel ON subiu 0,87% e o PN, +0,66%. Já na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em outubro registrou recuo de 0,71%, a US$ 95,47 o barril.
Dow Jones

Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,25%, o S&P 500 cedeu 0,05% e o Nasdaq conseguiu se manter em leve alta, +0,11%.
Câmbio

No mercado à vista, o dólar encerrou o dia a R$ 2,0305 (+0,27%) na BM&F. No balcão, sistema de negociação que concentra maior volume de negócios, o fechamento ficou em R$ 2,032 (+0,40%), a máxima do dia. Já a taxa oficial do Banco Central (Ptax), calculada com base nas transações feitas pela manhã, foi de R$ 2,0293, com aumento de 0,19%. No mercado futuro, o contrato mais liquido com vencimento em setembro marcava valorização de 0,20% às 16h35 (+0,20%).
Euro

No mesmo horário, o euro, que passou parte do dia em alta, contrariando o comportamento da maioria das moedas, perdia fôlego e valia US$ 1,2500. No final da tarde de sexta-feira, em Nova York, a cotação era de US$ 1,2512.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (288.935 contratos) estava em 7,29%, de 7,33% no ajuste. Já a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (215.360 contratos) marcava 7,89%, de 7,96% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (35.885 contratos) indicava 9,22%, ante 9,29%, enquanto o DI janeiro de 2021, com giro de apenas 1.045 contratos, apontava 9,80%, de 9,88% no ajuste.

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