MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
Livre do vencimento de opções sobre ações, a Bovespa reverteu a queda verificada no início da tarde e passou para o campo positivo, onde se manteve até o final dos negócios. A alta das ações da Vale e da Petrobras, que tiveram grande volatilidade ao longo da manhã, ajudaram a puxar o índice para cima. Além disso, a desaceleração da queda das bolsas em Nova York também contribuiu para o movimento.
Em alta
Com isso, o Ibovespa encerrou com ganho de 0,34%, aos 59.283,09 pontos. Na mínima, o índice atingiu 58.629 pontos (-0,77%) e, na máxima, 59.462 pontos (+0,64%). No mês, o ganho foi ampliado para 5,68% e, no ano, +4,46%. O giro financeiro ficou em R$ 9,874 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre ações. Segundo dados preliminares BM&FBovespa, o exercício movimentou ontem R$ 3,978 bilhões.
Petróleo
As ações da Petrobras subiram também ajudadas pela desaceleração da queda do petróleo no mercado internacional. No final, no entanto, o papel ON terminou com leve queda de 0,09% e o PN subiu 0,14%. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em setembro encerrou com leve queda de 0,04%, a US$ 95,97 o barril.
Vale
Já Vale ON avançou 1,99% e a PNA, +1,89%. Na semana passada, a mineradora foi bem penalizada em razão da queda do preço do minério, pela preocupação com o ritmo de crescimento da China, e também por questões jurídicas que envolvem a companhia.
Siderúrgicas
As siderúrgicas terminaram sem direção única. Gerdau PN e Metalúrgica Gerdau recuaram 2,21% e 1,75%. Já Usiminas e Siderúrgica Nacional subiram 0,75% e 3,10%, respectivamente.
Construtoras
Mais uma vez, as construtoras figuraram entre os destaques de alta do índice. Gafisa 5,69%, Rosi Residencial 5,11% e Brookfield 3,96%.
Em baixa
Já o lado negativo foi comandado por OI PN e ON, com recuos de 4,75% e 3,42%. Na sexta-feira, a Moody's colocou os ratings da Oi em revisão para possível rebaixamento, segundo comunicado divulgado à imprensa.
Intervenção
No exterior, a informação de que o Banco Central Europeu (BCE) considera intervir nos mercados de títulos, para reduzir os yields (retornos ao investidor) da dívida de países em dificuldades na zona do euro, ajudou as bolsas europeias a abrirem em alta. No entanto, o BCE desmentiu a reportagem e as bolsas terminaram o dia em queda.
EUA
Em Nova York, as bolsas registraram leve queda. O índice Dow Jones caiu 0,03%, o S&P 500 ficou estável (-0,00%) e o Nasdaq, -0,01%.
Câmbio
Os investidores do mercado doméstico de câmbio continuam respeitando o piso informal do dólar e, diante do fechamento de R$ 2,015 do mercado à vista de balcão, na sexta-feira, abriram os negócios de ontem em alta, contrariando o rumo registrado, naquele momento, no exterior.
Oscilações
Ainda assim, os analistas consideram as oscilações das cotações do dólar pequenas e avaliam que é a falta de interesse dos investidores especulativos pelos negócios que afeta não só a volatilidade, mas também os volumes negociados no mercado doméstico de câmbio. Essa apatia deve-se à percepção forte de que o governo e o Banco Central continuarão administrando o câmbio e defendendo uma banda entre R$ 2,00 e R$ 2,10 no mercado à vista, que é confortável tanto para a inflação, quanto para a produção industrial.
Dólar
Ao final do dia, a alta do dólar à vista de balcão diminuiu para R$ 2,018 (+0,15%). O dólar para setembro estava cotado a R$ 2,0225 (+0,02%), às 17h15. O dólar à vista negociado na BM&F fechou a R$ 2,0185 (+0,17%), na mínima do dia. Neste sistema de negociação foram realizados apenas 11 negócios. A clearing da BM&F registrava volume de US$ 1,6 bilhão às 17h17.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (328.240 contratos) estava em 7,31%, de 7,28% no ajuste de sexta-feira. Já a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (202.160 contratos) marcava 7,92%, de 7,86% na sexta-feira.
(Agência Estado)





