MERCADO FINANCEIRO
Tentativas
A Bovespa até que tentou garantir mais uma semana de alta, com o avanço de mais de 2% ontem, mas os ganhos recentes e o fim de semana levaram os investidores a embolsar parte deste lucro e a Bolsa encerrou o dia ontem em queda. Os indicadores nos Estados Unidos e a falta de novidades sobre a zona do euro levaram as bolsas internacionais a fecharem, em sua maioria, com pequena alta.
Declínio
O Ibovespa encerrou com declínio de 0,61%, aos 59.082,37 pontos. Na semana, a Bolsa acumula queda de 0,33% e interrompeu a sequência de três semanas seguidas de ganhos. Já no mês, a valorização passou para 5,32% e, no ano, para 4,10%. Na mínima, o índice atingiu 58.944 pontos (-0,84%) e, na máxima, 59.822 pontos (+0,63%). O giro financeiro era de R$ 6,680 bilhões.
Na trave
''A Bolsa está encostando nos 60 mil pontos, se conseguir passar pode ter uma bela de uma reação'', estimou o sócio diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso.
Direções
Vale e Petrobras fecharam em direções distintas ontem. No caso da mineradora, um experiente operador atribui o recuo das ações à queda do preço do minério, à preocupação com o ritmo de crescimento da China, também a questões jurídicas que envolvem a companhia e ao vencimento de opções sobre ações na segunda-feira. O papel ON caiu 3,12% e o PNA, -2,81.
Siderurgia
As siderúrgicas também fecharam em queda. Gerdau PN caiu 0,69%, Gerdau Metalúrgica recuou 0,39%, Usiminas PNA (-1,00%) e Siderúrgica Nacional ON (-1,11%). Pela manhã, o Instituto Aço Brasil (Iabr) informou que a produção brasileira de aço bruto registrou queda de 4,1% em julho na comparação com igual mês de 2011, para 3 milhões de toneladas. Já a produção de laminados cresceu 11,5% sobre julho do ano passado, para 2,3 milhões de toneladas.
Reposicionamento
Já as ações da Petrobras subiram 0,27% a ON e 0,42% a PN. Segundo o operador citado acima, está havendo um reposicionamento de carteira. ''Muitos fundos estavam zerados de Petrobras e agora estão comprando para recompor suas carteiras'', disse o profissional.
Melhora
Nos EUA, pela manhã, foi informado que o índice de indicadores antecedentes do país subiu mais do que o esperado em julho, indicando pequena melhora na economia. De acordo com o Conference Board, a alta foi de 0,4%, depois da queda revisada de 0,4% em junho, antes calculada em -0,3%. Economistas previam alta de 0,2%. Já o índice de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan subiu para 73,6 em meados de agosto, de 72,3 em julho. Analistas esperavam uma leitura de 72,0.
Em Nova York
Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com ganho de 0,19%, o S&P 500 também subiu 0,19% e o Nasdaq, +0,46%.
Câmbio
O dólar sustentou queda ante o real pela terceira sessão consecutiva na contramão do comportamento externo, onde a moeda teve alta ante o euro e as principais moedas atreladas às commodities. Com isso, a cotação do mercado à vista de balcão fechou a semana a R$ 2,015, com perda de 0,20% no dia. No mercado futuro, o contrato para setembro estava valendo R$ 2,020 (-0,17%), às 17h15.
Cotação
A cotação oficial do Banco Centra, Ptax, encerrou o pregão desta sexta-feira a R$ 2,0182, com recuo de 0,16%.
Juros
Ao final da sessão regular na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (342.335 contratos) estava em 7,28%, de 7,31% no ajuste. Neste patamar, segundo operadores, as apostas são de novo corte de 0,50 ponto porcentual da Selic no fim deste mês, para 7,50%, mas divisão de expectativas para a reunião de outubro, entre manutenção do juro básico em 7,50% e redução para 7,25%. Até quarta-feira, o mercado dava como praticamente certo um novo relaxamento de 0,25 ponto porcentual da Selic em outubro.
(Agência Estado)





