Campo negativo

A Bovespa acelerou as perdas a menos de um hora do fechamento e voltou para o nível dos 58 mil pontos. A ampliação da queda se deu após a desaceleração do mercado acionário em Nova York e virada para o campo negativo. A forte queda das ações da Vale, a mudança de rumo - de alta para baixa - das siderúrgicas e a queda da Petrobras também acentuaram o movimento. Além disso, o vencimento de índice futuro, hoje, teve efeito contrário ao da véspera e influenciou negativamente o Ibovespa ontem.
Ibovespa

Com isso, o Ibovespa encerrou com declínio de 1,76% aos 58.082,92 pontos. Os ganhos no mês foram reduzidos para 3,54% e, no ano, para 2,34%. Na mínima, o índice atingiu 57.904 pontos (-2,06%) e, na máxima, 59.605 pontos (+0,82%). O giro financeiro atingiu R$ 6,729 bilhões.
Ganhos modestos

Os principais índices acionários em Nova York mudaram de direção na última meia hora de pregão e passaram a operar em território negativo, após terem sustentado ganhos modestos ao longo do dia em reflexo da melhora nas vendas no varejo americano em julho. As vendas do comércio varejista nos EUA cresceram 0,8% no último mês, a maior alta desde fevereiro.
Mineradora

No caso da mineradora, o papel ON caiu 4,04% e o PNA perdeu 3,77%. As ações são pressionadas por redução de recomendação do Bank Of America Merrill Lynch de compra para neutro. O banco também cortou o preço-alvo das ADRs da mineradora para US$ 21,00, ante US$ 24,00 anteriormente, o que indica potencial de valorização de 10,1% em relação ao fechamento de anteontem. Em relatório, o banco explicou que a previsão de menor fluxo de caixa para a companhia eleva os riscos para a mineradora.
Mudanças estruturais

Os papéis também foram influenciados pelas as declarações do diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castello Branco, ao participar do Brazil Economic Summit, no Rio. Ele afirmou que vê um cenário de mudanças estruturais e crescimento mais baixo para a China, mas descarta uma recessão ou desaceleração muito forte. Segundo ele, se o crescimento chinês ficar entre 7% e 8% ao ano já será muito bom. Mas as taxas em torno de 10% ficaram para trás.
Índice azul

Já outro operador, ponderou que os investidores que estavam dispostos a manter o índice no azul, em razão do vencimento de índice futuro hoje, cansaram. Ele lembrou que assim como tem investidor comprado, há aqueles vendidos, o que justifica o movimento.
Siderúrgicas

Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA caiu 1,47%, Siderúrgica Nacional ON 2,88%, Gerdau PN 0,35% e Gerdau Metalúrgica PN 0,28%.
Petrobras

Já Petrobras ON caiu 0,59% e PN perdeu 0,90%, na contramão do petróleo no mercado internacional.
EUA

Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com leve alta de 0,02%. Já o S&P500 e o Nasdaq registraram queda de 0,01% e 0,18%, respectivamente.
Câmbio
O dólar à vista encerrou o pregão de ontem em alta de 0,25%, a R$ 2,027. Na BM&F, o pronto terminou o dia a R$ 2,0257 (+0,03%), com somente seis negócios fechados. A mínima do dia, de R$ 2,017, foi registrada ainda pela manhã, quando os investidores eram influenciados pelos dados positivos divulgados na Europa.
Dólar

A virada a favor do dólar, no entanto, ocorreu um pouco mais tarde, quando foi anunciado que as vendas no varejo dos Estados Unidos subiram pela primeira vez em quatro meses, em julho. A alta foi de 0,8% ante junho e é a maior desde fevereiro. O dado superou amplamente as perspectivas, que apontavam recuperação de 0,2%, segundo os economistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na máxima, o dólar atingiu R$ 2,030, no mercado à vista de balcão.
Juros

Ao final da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (157.800 contratos) marcava 7,25%, na máxima, a mesma do ajuste de anteontem. A taxa do DI para janeiro de 2014 (211.500 contratos) estava em 7,75%, também a mesma do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (42.000 contratos) tinha taxa de 9,22%, ante ajuste de 9,20%, e o DI para janeiro de 2021 (810 contratos) marcava 9,85%, de 9,84% do ajuste.
(Agência Estado)

mockup