Volume baixo

Depois de acumular alta de mais de 5% no mês até sexta-feira, ontem a Bovespa acompanhou os mercados internacionais e realizou parte dos lucros recentes, num dia de volume baixo. A cautela externa contribuiu para o movimento. As principais blue chips - Petrobras e Vale - terminaram em direções distintas. A queda só não foi maior ontem em razão da disputa entre comprados e vendidos em índice futuro, operação que acontece amanhã.
Ibovespa

O Ibovespa encerrou com baixa de 0,27%, aos 59.122,74 pontos. Na mínima, o índice atingiu 58.601 pontos (-1,15% e, na máxima, 59.543 pontos (+0,44%). No mês, o ganho ficou em 5,39% e, no ano, em 4,17%. O giro financeiro limitou-se em R$ 5,221 bilhões - o menor desde 25 de julho, quando atingiu R$ 5,000 bilhões.
Desaceleração

A ausência de indicadores relevantes ontem, ajudou na realização de lucros e no baixo volume de negócios. Dados fracos sobre a economia do Japão também ajudaram o movimento. O país asiático informou anteontem à noite que o Produto Interno Bruto (PIB) se desacelerou para 1,4% no trimestre entre abril e junho deste ano, abaixo da expansão de 4,7% registrada no primeiro trimestre e também abaixo da previsão dos economistas, de avanço de 2,7%.
Notícias

Para o gerente de mesa de renda variável da corretora Hcommcor, Ariovaldo Santos, enquanto não houver notícias relevantes lá de fora o mercado vai continuar mais voltado para operações do dia a dia. ''O mercado está à espera de notícias para o bem ou para o mal. Todo mundo está aguardando notícia lá de fora, da Europa, China e dos EUA. Por isso, estamos vivendo mais um mercado de giro'', disse.
Índice futuro

Para o profissional, a tradicional briga entre comprados e vendidos em índice futuro deve ser um pouco mais fraca hoje e amanhã. ''Não credito que este vencimento vai ter briga forte. Já teve muita rolagem. Muito fundo comprando curto e vendendo longo (índice). É um exercício normal de zeragem antecipada'', disse.
Disputa

Já o operador de outra corretora não descarta a disputa. ''A Bolsa está num nível muito diferente do último vencimento (índice futuro), acredito que amanhã (hoje) a disputa vai se intensificar muito. Ninguém quer perder este nível. Até agora, os comprados estão levando'', afirmou.
Petrobras

As ações da Petrobras fecharam em queda. O papel ON perdeu 0,27% e o PN caiu 0,19%. Já Vale conseguiu terminar no azul (+0,08% a ON e estável a PNA).
Destaques

MMX e Banco do Brasil lideraram os destaques de queda do índice, com recuo de 4,23% e 3,10%, respectivamente. A empresa do empresário Eike Batista divulgou balanço ontem, enquanto o BB informa seu resultado hoje.
Marfrig

Já o lado positivo do índice foi liderado por Marfrig (+6,57%) e Brookfield (+2,94%).
Nova York

Em Nova York, as bolsas fecharam em direções opostas. O índice Dow Jones e o S&P 500 registraram queda de 0,29% e 0,13%, enquanto o Nasdaq subiu 0,05%.
Câmbio
O dólar abriu com leve alta e renovou máximas sequenciais ao longo do dia, acompanhando a piora no exterior, mas fechou a R$ 2,022, com alta de 0,30%, abaixo da máxima desta segunda-feira. No mercado de balcão, o dólar foi a R$ 2,030 na máxima e bateu R$ 2,017 na mínima. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,025, com ganho de 0,42% (dado preliminar). O giro financeiro total somava US$ 705,7 milhões (US$ 683,6 milhões em D+2) perto das 16h30 horas, ganhando um pouco mais de força em relação ao volume registrado em grande parte do dia. Em torno do mesmo horário, o dólar para setembro de 2012 estava cotado R$ 2,030, com alta de 0,27%.
Juros

Ao final da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (76.000 contratos) marcava 7,25%, ante o ajuste de 7,28% de sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2014 (135.620 contratos) estava em 7,75%, ante 7,82% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (38.460 contratos) tinha taxa de 9,20%, ante ajuste de 9,25%, e o DI para janeiro de 2021 (2.470 contratos) marcava 9,84%, de 9,88% do ajuste.
(Agência Estado)

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