MERCADO FINANCEIRO
Valorização
A Bovespa foi na contramão do exterior e fechou em alta ontem, registrando a segunda semana seguida de valorização (+3,54%). O feito é atribuído a um evento técnico, o vencimento de índice futuro na próxima quarta-feira. Perto do fechamento, os índices em Nova York desaceleraram as perdas e conseguiram migrar para o positivo, o que também contribuiu para impulsionar o Ibovespa no final. Petrobras e Vale também ajudaram.
Preocupação
Dados decepcionantes sobre exportações e importações em julho na China renovaram as preocupações com os rumos da economia mundial e foram responsáveis pela queda do mercado acionário no exterior e também pela mínima do Ibovespa ontem, durante a manhã.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sessão com valorização de 0,82%, aos 59.280,93 pontos. No mês, a alta é de 5,68% e, no ano, de 4,45%. No pior momento do dia, sob os impactos dos dados da China, o índice atingiu 58.128 pontos (-1,14%) e, na máxima chegou aos 59.365 pontos (+0,97%). O giro financeiro ficou em R$ 6,246 bilhões.
Impulso
''O investidor está disposto a manter o índice em alta. Não descarto um rali na próxima semana para puxar o índice para acima dos 60 mil pontos'', disse um experiente operador, ressaltando ainda que o efeito psicológico de superar este nível atiça os agentes do mercado. ''O investidor está querendo dias melhores e, se a Bolsa superar os 60 mil pontos, o investidor fica mais disposto para ir às compras'', avaliou.
Vencimento
O movimento de ontem é atribuído, principalmente, ao vencimento de índice futuro na próxima quarta-feira. Isso porque, na última operação deste tipo, a Bolsa estava cerca de 5 mil pontos abaixo do nível atual.
Petrobras
Petrobras, após operar a maior parte da tarde em alta, fechou em direção distinta. O papel ON caiu 0,05% e o PN subiu 0,33%. Já Vale terminou em alta (+0,73% a ON e +0,29% a PNA).
Destaques
As ações da Gafisa terminaram o dia com ganho de 15,43% e lideraram as altas do Ibovespa. Já CSN foi responsável pelo destaque de queda, ao cair 3,38%. No caso da construtora, os papéis reagem ao balanço do segundo trimestre. Já a CSN reflete o rebaixamento da recomendação do papel pelo Credit Suisse.
Ásia
Os principais mercados asiáticos fecharam no campo negativo ontem. Parte das bolsas da região acabou influenciada pelos fracos dados da balança comercial chinesa, que diminuíram as esperanças de uma recuperação econômica da China no terceiro trimestre.
Em baixa
As bolsas europeias fecharam em baixa ontem, principalmente pressionadas pelos dados de comércio da China, que vieram bem aquém das expectativas. O índice Stoxx Europe 600 caiu 0,1% e fechou aos 269,88 pontos, interrompendo uma série de cinco sessões consecutivas de alta. Na semana, porém, o ganho acumulado foi de 1,6%.
EUA
Em Nova York, o índice Dow Jones terminou com ganho de 0,32%, o S&P 500 subiu 0,22% e o Nasdaq teve leve alta de 0,07%.
Dólar
O dólar à vista oscilou entre os terrenos negativo e positivo e terminou o dia cotado a R$ 2,016, com perda de 0,05% sobre o fechamento de quinta-feira. Foi o sexto pregão consecutivo sem que a moeda norte-americana encontrasse fôlego para subir. Nesse período, houve três sessões de queda e outras tantas em que o dólar fechou estável. A cotação saiu de R$ 2,050, no encerramento dos negócios do dia 2, e acumulou recuo de 1,66% até ontem. Na semana, a desvalorização é de 0,59% e, no mês, de 1,51%.
Câmbio
A queda da moeda norte-americana ante o real ontem contrariou, mais uma vez, o comportamento do dólar em relação ao euro. Quando os investidores deram a semana encerrada por aqui, lá fora a moeda única era cotada a US$ 1,2294, ante US$ 1,2307 no fim da tarde de ontem em Nova York.
Juros
Ao final da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (176.670 contratos) marcava 7,28%, na máxima, ante o ajuste de 7,27% de quinta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2014 (272.875 contratos) estava em 7,82%, também na máxima, ante 7,77% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (84.230 contratos) tinha taxa de 9,25%, ante ajuste de 9,15%, e o DI para janeiro de 2021 (2.020 contratos) marcava 9,88%, de 9,74% do ajuste.
(Agência Estado)





