Volatilidade

Depois de acumular mais de 5% de alta no mês até quarta-feira, ontem a Bovespa acompanhou a volatilidade externa e chegou a cair mais de 1% pela manhã. Porém, a disposição do investidor em manter a Bolsa no nível dos 58 mil pontos e garantir uma boa performance até a próxima quarta-feira, quando ocorre o vencimento de índice futuro, impediu que o Ibovespa fechasse com uma queda maior. O recuo das ações da Petrobras pesaram negativamente no desempenho do índice, enquanto a alta dos papéis da Vale ajudaram a minimizar as perdas.

Ibovespa

O Ibovespa encerrou com declínio de 0,26%, aos 58.797,13 pontos e reduziu o ganho no mês para -4,81% e o do ano para -3,60%. Na mínima, o índice atingiu 58.115 pontos (-1,42%) e, na máxima 59.202 pontos (+0,43%). O giro financeiro ficou em R$ 5,715 bilhões.

Bolsa em alta

''A Bolsa está com vontade de subir. Se quisesse cair, teve motivos para isso'', disse um experiente profissional se referindo aos dados divulgados na China e também às preocupações com a crise na zona do euro. ''O investidor quer manter a Bolsa em alta. Até o vencimento de índice futuro ela vai continuar empinando, os investidores não vão deixar a peteca cair'', concluiu.

Petrobras

As ações da Petrobras fecharam em queda de 0,54% a ON e 0,85% a PN. Anteontem, os papéis da petrolífera subiram cerca de 5%, embalados pela expectativa de que o governo poderia promover um novo reajuste nos preços dos combustíveis, o que foi negado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, após o fechamento dos mercados. ''Até esperava que os papéis devolvessem os ganhos hoje, mas o investidor está preferindo aproveitar o momento'', disse outro operador, ressaltando que o fluxo financeiro está mais positivo esta semana e que os gringos têm aparecido mais fortemente nas compras.

Vale

Já Vale terminou em alta ontem. O papel ON avançou 0,98% e o PN, +0,75%. As siderúrgicas terminaram em direções mistas, refletindo, em parte, uma realização de lucros. Gerdau PN (-1,90%), Gerdau Metalúrgica PN (-1,19%). Usiminas PNA (-2,79%) e Usiminas ON (2,78%) figuraram entre os destaques de queda do Ibovespa. Já Siderúrgica Nacional ON subiu 0,09%.

China

No exterior, a China informou que a produção industrial do país subiu 9,2% em julho, ante o mesmo mês do ano passado. O índice ficou abaixo do esperado pelo mercado, crescimento de 9,8%. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 1,8% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado. Se por um lado os dados foram desanimadores, por outro reacendeu a expectativa de que o Banco do Povo da China implementará medidas de incentivo à economia do país.

Auxílio-desemprego

Nos EUA, os indicadores foram mais positivos. O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 6 mil, para 361 mil, após ajustes sazonais, na semana até 4 de agosto, contrariando expectativas de um aumento de 5 mil solicitações. Já o déficit comercial do país recuou 10,7% em junho, para US$ 42,92 bilhões, o menor nível desde 2010.

EUA

Com isso, as bolsas em Nova York terminaram em direção mista. O índice Dow Jones caiu 0,08%. Já o S&P 500 e o Nasdaq subiram 0,04% e 0,25%, respectivamente.

Câmbio

O dólar à vista fechou a R$ 2,017 no mercado doméstico de balcão, com queda de 0,25%. Depois de ter iniciado em alta de 0,15%, a R$ 2,025, a cotação só caiu, descolando-se por completo da trajetória que o dólar sustentou durante todo o dia em relação ao euro, no exterior.

Dólar

Na mínima do dia, a cotação do dólar foi de R$ 2,015, com perda de 0,35%. No mercado futuro, às 17h25, o dólar setembro estava em R$ 2,024, com desvalorização de 0,34%.

Juros

Ao final da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (56.315 contratos) marcava 7,27%, ante o ajuste de 7,28% de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2014 (146.770 contratos) estava em 7,77%, ante 7,76% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (39.335 contratos) tinha taxa de 9,15%, na máxima, ante ajuste de 9,09%, e o DI para janeiro de 2021 (650 contratos) marcava 9,74%, na máxima, de 9,66% do ajuste.

(Agência Estado)

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