MERCADO FINANCEIRO
Inevitável
Depois de subir cerca de 4% no mês até segunda-feira, ontem o inevitável aconteceu. Os investidores resolveram embolsar parte deste lucro e o resultado foi a Bovespa em queda, na contramão do exterior, voltando para o patamar dos 57 mil pontos. O recuo só não foi maior porque Petrobras subiu quase 2%. Já as ações da Vale fecharam sem direção única. Pela manhã, no melhor momento do dia, a Bolsa atingiu a máxima de 59.316 pontos (+1,67%), sob as expectativas de que nos próximos meses pode haver um esforço combinado entre os principais bancos centrais do mundo para ajudar os países em dificuldades.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou com declínio de 1,06%, aos 57.725,66 pontos. No mês e no ano a Bolsa ainda acumula ganho de 2,90% e 1,71%, respectivamente. Na mínima, o índice atingiu 57.679 pontos (-1,14%). O giro financeiro somou R$ 6,954 bilhões. ''A realização era esperada. O que se percebe é que os investidores abandonaram os papéis que registraram forte alta neste período'', disse um experiente operador, ressaltando ainda que também já pode estar havendo o começo da disputa pelo índice futuro que vence na quarta-feira, dia 15. ''Tudo indica que vai ter uma boa briga. Ele passou dos 55 mil para os 58 mil pontos muito rápido'', disse, se referindo ao último vencimento de índice, em 13 de junho, quando fechou aos 55.650,51 pontos, nível que foi praticamente mantido no mês passado e superado segunda-feira no fechamento e ontem no intraday.
Petrobras
As ações da Petrobras terminaram em alta, ainda refletindo o discurso da presidente da estatal, Graça Foster, de que os próximos resultados da companhia virão melhor. Também contribuiu a alta do petróleo no mercado internacional. A ação ON da petroleira encerrou com ganho de 1,45% e a PN, +1,66%, ambas figuraram entre os destaques de alta do Ibovespa. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em setembro terminou com valorização de 1,59%, a US$ 93,67 o barril.
Vale
Vale fechou em direção distinta. O papel ON caiu 0,16% e o PNA subiu 0,03%. As siderúrgicas terminaram o dia em queda, devolvendo parte dos ganhos da véspera. Usiminas PNA e ON figuraram entre os destaques de perdas do índice (-8,45%) e (-6,13%), respectivamente. Entre os papéis com declínios, também estiveram Gerdau PN (-2,73%), Gerdau Metalúrgica PN (-3,34%) e CSN ON (-1,07%).
Dow Jones
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,39%, o S&P 500 ganhou 0,51% e o Nasdaq, +0,87%.
Câmbio
O dólar fechou novamente cotado a R$ 2,028, pelo terceiro pregão consecutivo, em um dia de volume financeiro mais fraco. No mercado doméstico, a moeda norte-americana permanece oscilando em margens estreitas, uma vez que prevalece a percepção de que o governo e o BC continuam dispostos a manter o dólar no intervalo informal de R$ 2,00 a R$ 2,10.
Balcão
O dólar à vista fechou a R$ 2,028 no mercado de balcão (0,0%). Na máxima, o dólar foi a R$ 2,031 e bateu R$ 2,023 na mínima. Na BM&F, a moeda spot fechou também em R$ 2,028, com leve alta de 0,08%.
Juros
Ao final da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (150.800 contratos) marcava 7,31%, na mínima, ante o ajuste de 7,35% de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2014 (182.515 contratos) estava em 7,77%, ante 7,79% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (35.260 contratos) tinha taxa de 9,04%, ante ajuste de 9,05%, e o DI para janeiro de 2021 (3.525 contratos) marcava 9,60%, mesma do ajuste anterior.
S&P-500
O mercado norte-americano de ações fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo e os principais índices fecharam nos níveis mais altos desde o começo de maio. O S&P-500 superou a marca dos 1.400 pontos pela primeira vez desde o início de maio.
Fed
Traders disseram que o mercado reagiu a informes de resultados de empresas e às declarações do presidente do Federal Reserve Bank de Boston, Eric Rosengren. Em entrevista ao Wall Street Journal, ele disse que o Fed deveria ''tomar medidas mais substantivas do que as que adotamos até agora'' para estimular a economia, especificamente. (Agência Estado)





