MERCADO FINANCEIRO
No positivo
O dado melhor que o esperado sobre a criação de empregos nos Estados Unidos e a reavaliação sobre a ação do Banco Central Europeu (BCE) impulsionaram os principais mercados acionários no exterior e também garantiram a alta da Bovespa ontem, de 3%, acima dos 57 mil pontos. Na semana, os negócios locais acumulam ganhos, de 1,24%, e, no ano, voltaram a mostrar valorização, de 0,88%. As ações de Petrobras se recuperaram, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre deste ano.
Em alta
O Ibovespa encerrou a sessão com alta de 3,12%, aos 57.255,22 pontos, mantendo-se no campo positivo durante o dia todo. Na mínima pontuação, registrou 55.524, em ligeira alta de 0,01%, e, na máxima, alcançou 57.399, com avanço de 3,38%. O volume financeiro negociado totalizou R$ 6,43 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa acumula alta de 2,06%.
Blue chips
Entre as blue chips, o desempenho positivo das ações de Petrobras merece destaque. Os papéis ON da estatal petrolífera subiram 2,53% e os PN, 1,73%. ''Petrobras subiu com a alta do petróleo nos mercados internacionais, com o bom humor em geral. E pode ser que o mercado tenha antecipado que, talvez, o balanço do segundo trimestre deste ano não seja tão ruim assim'', diz o analista Marcelo Varejão, da Socopa Corretora.
Contratos
Os contratos futuros de petróleo com entrega em setembro na Nymex subiram 4,90%, encerrando a sessão a US$ 91,40 o barril. A Petrobras divulga logo mais seu resultado financeiro do segundo trimestre de 2012. Analistas ouvidos pela Agência Estado esperam que a estatal petrolífera anuncie o pior número trimestral desde 2002, com um lucro líquido de R$ 3,24 bilhões. Ainda entre as blue chips, Vale ON subiu 1,50% ontem e Vale PNA, 1,16%.
Payroll
Para o analista da Socopa, mais que uma reavaliação sobre a decisão do BCE de limitar-se a prometer compras de bônus e delegar a adoção de eventuais medidas fortes aos governos locais, ''o payroll (relatório oficial do mercado de trabalho nos EUA) trouxe dados muito bons, tanto o resultado cheio quanto o do setor privado'', o que animou os mercados acionários. Ontem, os EUA informaram que os postos de trabalho criados no País em julho superaram a previsão e somaram 163 mil.
Sugestões
Na Europa, o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, fez declarações que sugeriram que seu governo pode solicitar ajuda do fundo de resgate da zona do euro, elevando a pressão para que o BCE realmente compre títulos de curto prazo das dívidas espanhola e italiana. Além disso, membros da coalizão de governo da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, sugeriram que o país não vai tentar impedir o plano da autoridade monetária europeia de comprar bônus de países problemáticos do bloco no mercado secundário.
Exibição
Com isso, as principais bolsas europeias exibiram fortes ganhos, que alcançaram 6% em Madri. Já nos EUA, o índice Dow Jones fechou em alta de 1,69%, o S&P 500 subiu 1,90% e o Nasdaq avançou 2,0%.
Câmbio
A queda do dólar ante o real seguiu, principalmente, a trajetória do euro. A moeda única subiu desde cedo, refletindo dados melhores que o esperado na atividade da zona do euro no setor de serviços e sobre as vendas do varejo na região. No mercado futuro de dólar, o contrato mais líquido, com vencimento em setembro, estava com perda de 1,09%, a R$ 2,039, às 17h33. O dólar à vista da BM&F encerrou o pregão com recuo de 1,01%, a R$ 2,0275, com somente três negócios.
Juros
Ao final da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (91.400 contratos) marcava 7,34%, mesmo patamar do ajuste de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2014 (209.875 contratos) estava em 7,78%, ante 7,72% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (34.930 contratos) tinha taxa de 9,02%, ante ajuste de 8,94%, e o DI para janeiro de 2021 (7.085 contratos) marcava 9,58%, ante 9,52%.
(Agência Estado)





