MERCADO FINANCEIRO
Declínio
Depois de três dias de alta, a Bovespa sucumbiu à realização de lucros e fechou o dia na mínima, com declínio de 2,00%, aos 56.097,05 pontos, mas conseguiu acumular alta de 3,21% em julho, feito que não acontecia desde fevereiro, quando a Bolsa registrou a última alta mensal (+4,34%). No ano, no entanto, o índice ainda não conseguiu sustentar os ganhos e caiu 1,16%.
Bolsa
Ao contrário dos últimos dias, quando a alta da Bolsa brasileira foi alimentada também pela expectativa de anúncio de estímulos econômicos por parte dos BCs esta semana, ontem os investidores preferiram adotar a cautela à espera das possíveis decisões, o que levou os mercados acionários a encerrarem em queda nos EUA e na Europa. Por aqui, a queda de cerca de 4% das ações da Petrobras também acabou contribuindo para a performance negativa do Ibovespa. ''A piora da Petro estragou o bom humor para o rali que poderia ter de fim de mês'', disse uma fonte.
Ibovespa
Com isso, o Ibovespa atingiu a máxima de 57.466 pontos (+0,39%). O giro financeiro ficou em R$ 6,732 bilhões.
Compra de títulos
O Federal Reserve, o BC norte-americano, começou ontem sua reunião de dois dias para revisar juros. Os investidores querem saber se o Fed anunciará uma nova rodada de compra de títulos numa tentativa de estimular a economia dos EUA, cuja recuperação tem sido cambaleante. Na quinta-feira, será a vez do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) fazerem seus anúncios de política monetária.
Petroleira
De volta para cá, no caso da petroleira, o recuo é atribuído a especulações em torno do balanço da empresa, que será divulgado na sexta-feira, após o fechamento da Bolsa. Além disso, os papéis também foram influenciados pela queda do petróleo no mercado internacional. A ação ON caiu 4,52% e a PN, -3,99% e figuram entre os destaques de queda do índice. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em setembro 1,92% a US$ 88,06 o barril.
Vale
Vale também caiu seguindo seus pares no exterior. O papel ON perdeu 0,99% e o PNA recuou 0,84%, a queda não foi maior porque Usiminas (ON, +3,00% e PNA, +5,28%) e Siderúrgica Nacional (ON +3,34% )apresentaram uma boa performance hoje e foram os principais destaques de alta do índice.
EUA
Em Nova York, o Dow Jones terminou com declínio de 0,49%, o S&P 500 perdeu 0,43% e o Nasdaq caiu 0,21%.
Câmbio
A ausência do Banco Central, que resolveu não rolar o vencimento dos contratos de swap cambial que vencem hoje, foi o destaque do dia no mercado doméstico de câmbio. Pelo menos durante este último pregão de julho, os investidores esqueceram-se dos motes que continuam movendo os negócios no exterior - as expectativas e apostas em torno dos resultados das três reuniões de política monetária agendadas para esta semana - e focaram os negócios nas consequências que pode ter a decisão do BC de ''enxugar'' os cerca de US$ 4,5 bilhões que correspondem a 91.400 contratos que devem ser liquidados nesta quarta-feira.
Dólar
A consequência foi uma alta de 0,34% no dólar à vista de balcão, que encerrou a sessão valendo R$ 2,047. No mês, a alta ficou em 1,84%. A Ptax, que vai ser usada para a liquidação dos contratos futuros e de swap, fechou a R$ 2,0499, com valorização de 0,92% no dia e de 1,41% em julho. No mercado futuro, o contrato de agosto valia R$ 2,050, com aumento de 0,39% e o contrato de setembro, R$ 2,065, com elevação de 0,56%, às 17h21.
Novos patamares
Com a alta de ontem, o dólar voltou a rondar o nível de R$ 2,05 e a percepção dos especialistas é de que essa marca pode se sustentar, se nenhuma novidade jogar a moeda norte-americana em novos patamares.
Juros
Ao fim da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (113.745 contratos) marcava 7,38%, ante 7,39% do ajuste de anteontem. A taxa do DI para janeiro de 2014 (372.580 contratos) estava em 7,85%, ante 7,84% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (75.390 contratos) tinha taxa de 9,02%, na mínima, ante ajuste de 9,09%, e o DI para janeiro de 2021 (9.995 contratos) marcava 9,59%, na mínima, ante 9,68%.
(Agência Estado)





