MERCADO FINANCEIRO
Luz no fim do túnel
A melhora do humor nos Estados Unidos, a trégua de notícias negativas vindas da Europa e os preços atrativos dos papéis no mercado brasileiro parecem ter feito os investidores enxergarem uma luz no fim do túnel e irem às compras, fazendo a Bovespa marcar o terceiro pregão consecutivo de ganhos, acima dos 55 mil pontos. A valorização de ontem foi puxada principalmente pelas ações da Petrobras, que subiram quase 2% na sessão.
Ibosvespa
O Ibovespa encerrou ontem em alta de 1,40%, aos 55.346,65 pontos. Na máxima, o índice chegou aos 55.498 pontos (+1,66%), enquanto na mínima foi aos 54.588 pontos (+0,01%). No mês de julho o principal índice da Bolsa acumula ganho de 1,83%, embora, no ano, tenha perda de 2,48%. O giro financeiro totalizou R$ 5,403 bilhões.
Bom humor
O bom humor dos investidores ontem foi motivado por um conjunto de fatores, na avaliação do gerente de renda variável da H. Commcor, Ari Santos. O fato de o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ter reiterado na quarta-feira que, se necessário, irá adotar novos estímulos econômicos para o país continua influenciando positivamente os negócios, aliado a balanços positivos divulgados nos EUA durante o dia.
Selic
Embora para alguns analistas a divulgação da ata do Copom, anteontem de manhã, não tenha feito preço, a ala que aposta na continuidade do ciclo de cortes na Selic acredita que o fato de a autoridade monetária ter deixado em aberto seus próximos passos pode ter ajudado a Bolsa ontem, já que juros menores aumentam a atratividade dos investimentos em renda variável.
Petrobras
As ações ON da Petrobras fecharam em alta de 1,86%, enquanto as PN subiram 1,50%, na esteira da valorização dos contratos futuros de petróleo no mercado internacional. Na bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o barril da commodity com vencimento em agosto foi aos US$ 92,66, com avanço de 3,1%. Os papéis também são beneficiados pela possibilidade de o governo promover um novo reajuste dos combustíveis neste ano.
Vale
Após passarem toda a tarde de lado, os papéis da Vale encerram sem direção comum, com os ON subindo 0,13% e, os PNA, recuando 0,08%. A queda no preço do minério e pesou negativamente, enquanto a expectativa de que a presidente Dilma Rousseff vete o artigo que elevou a cobrança dos royalties da mineração ajudou.
TIM
Entre os destaques de queda do Ibovespa, as ações da TIM encerraram com declínio de 8,77%, afetadas pela decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de proibir a venda de novas linhas de telefone celular pelas piores operadoras em cada Estado do País, afetando 19 unidades da Federação em que a companhia atua.
EUA
Nos EUA, o mercado fechou no azul. O índice Dow Jones avançou 0,27%, o S&P subiu 0,27% e o Nasdaq registrou avanço de 0,79%.
Câmbio
No balcão, o dólar fechou a R$ 2,0160, em queda de 0,40%. A moeda foi a R$ 2,0140 na mínima e bateu R$ 2,0260 na máxima. Na BM&F, a moeda spot fechou cotada a R$ 2,0190, com queda de 0,35%, mas vale notar que, na maior parte do dia, não houve ordens de negociação para este ativo.
Juros
Ao término da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (324.720 contratos) marcava 7,41%, ante 7,45% do ajuste de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2014 (674.760 contratos) estava em 7,68%, ante 7,76% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (130.640 contratos) tinha taxa de 8,94%, ante 9,07%, e o DI para janeiro de 2021 (9.150 contratos) marcava 9,58%, ante 9,72%.
Ásia
A maioria dos mercados asiáticos fechou em alta acentuada ontem. Os investidores da região seguiram o embalo de Wall Street, após a divulgação de fortes balanços corporativos de gigantes norte-americanas.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, com a maior pontuação em uma semana. Os fortes lucros em balanços corporativos de gigantes norte-americanas, como Intel e IBM, alavancaram as ações do setor de tecnologia nipônico em geral, em particular às de semicondutores como Advantest, que disparou 6,5%.
(Agência Estado)





