Novas medidas

Passada a frustração inicial com a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, os investidores reavaliaram o discurso e se apegaram à indicação de que a autoridade monetária está pronta para tomar novas medidas se for necessário. Com isso, as bolsas migraram para o terreno positivo e, aqui, a Bovespa acompanhou o movimento. Mas a queda dos papéis da Petrobras e da Vale impediu que a alta do índice fosse um pouco maior.
Ibovespa

O Ibovespa encerrou com valorização de 0,95%, aos 53.909,47 pontos. No mês, a queda acumulada caiu para 0,82% e, no ano, para 5,01%. Na mínima o índice atingiu 53.119 pontos (-0,53%) e, na máxima, 54.037 pontos (+1,19%). O giro financeiro foi de R$ 4,904 bilhões.
Espera

Para o superintendente da CGD Securities, Raffi Dokuzian, os EUA têm dado sinal de que as coisas estão melhorando e o presidente do Fed preferiu esperar um pouco antes de adotar qualquer medida. ''Bernanke está apostando numa melhora da situação e está esperando para decidir se adota o QE3 (afrouxamento quantitativo). Se ele adotar o QE3 agora, coloca um carimbo de que o negócio não está bem. Então, ele prefere dar mais um tempo'', avaliou.
Riscos

Logo cedo, durante seu discurso ao Senado dos EUA, o presidente do Fed destacou os dois principais riscos para a economia local: as intensificadas tensões relacionadas à crise de dívida na Europa e o caminho insustentável da política orçamentária norte-americana. ''Em parte, a desaceleração do crescimento na produção e nos investimentos de capital parecem refletir estresses econômicos na Europa, que, junto com o esfriamento da economia de outros parceiros comerciais, está limitando a demanda dos exportadores dos EUA'', declarou Bernanke.
Fed

No entanto, logo após os mercados reagirem negativamente às afirmações, Bernanke indicou que o Fed está pronto para tomar novas medidas se isso for preciso. Essa foi a deixa para os mercados se apegarem a algo positivo e trazerem os ativos para o campo positivo. ''O mercado se apega a qualquer coisa para melhorar'', disse Dokuzian.
Petrobras

Por aqui, as ações da Petrobras foram na contramão do preço do petróleo no mercado internacional e fecharam em queda. O papel ON caiu 0,30% e o PN recuou 0,52%. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em agosto encerrou com ganho de 0,89% - a quinta alta seguida, a US$ 89,22 o barril. Segundo analistas, o petróleo pode estar se beneficiando de padrões sazonais, já que normalmente a demanda aumenta no terceiro trimestre do ano.
Vale

Vale também fechou no vermelho. A ação ON perdeu 0,38% e a PNA, -0,10%. Segundo operadores, a queda reflete a expectativa dos investidores com o relatório de produção referente o segundo trimestre que a mineradora divulgará hoje.
Dow Jones

Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com ganho de 0,62%, o S&P 500 subiu 0,74% e o Nasdaq, +0,45%.
Câmbio

Na BM&F, o pronto encerrou o dia a R$ 2,025, com queda de 0,49% e o contrato futuro de agosto negociava a moeda norte-americana a R$ 2,0275, com recuo de 0,64% às 17h10.
Euro

Lá fora, o euro também oscilou. Às 17h16, valia US$ 1,2297, acima de US$ 1,2272 registrado no fim da tarde de ontem em Nova York, mas abaixo de US$ 1,2301 registrado logo cedo, quando as expectativas em relação ao pronunciamento de Bernanke estavam no auge do otimismo.
Juros

Ao término da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (375.865 contratos) marcava 7,47%, ante 7,45% do ajuste de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2014 (511.750 contratos) estava em 7,78%, na máxima, ante 7,66% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (66.520 contratos) tinha taxa de 9,15%, ante 9,05%, e o DI para janeiro de 2021 (2.880 contratos) marcava 9,81%, ante 9,70%.
(Agência Estado)

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