FMI

A aversão ao risco voltou a ditar o rumo dos negócios ontem e fez a Bovespa encerrar a segunda-feira em queda. O mau humor foi ditado pelas projeções do Fundo Monetário Internacional e dados ruins sobre o varejo norte-americano. Além disto, no fim de semana, o premiê da China alertou que a recuperação do país ainda não é estável. O tradicional vencimento de opções sobre ações ditou a volatilidade durante a manhã e ajudou a ampliar o fluxo financeiro.
Ibovespa

Com isso, o Ibovespa encerrou com queda de 1,71%, aos 53.401,80 pontos. Na mínima, o índice atingiu 53.216 pontos (-2,05%) e, na máxima, 54.418 pontos (+0,16%). O giro financeiro ficou em R$ 9,920 bilhões, sendo R$ 3,784 bilhões referente o vencimento de opções sobre ações.
Commodities

Para o gestor de investimento da corretora H.H.Picchioni, Paulo Amantéa, o que mais pesou ontem foi a informação sobre a China, já que a Bolsa tem forte relação com commodities. ''A cada dia surge uma notícia ruim. Mas, não é Europa a que interfere tanto, é a China que mais preocupa por causa da relação com commodities'', disse, ressaltando ainda que os negócios hoje estão concentrados em operações day trade. ''Não há dinheiro novo. O que vejo são operações day trade, de giro ou de carteira própria'', afirmou.
Blue Chips

As blue chips - Vale e Petrobras - terminaram o dia em queda. As ações foram influenciadas pela questão ''China''. O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, alertou que a recuperação econômica do país ainda não é estável e que os obstáculos deverão prosseguir por algum tempo, segundo reportagem da agência de notícias estatal chinesa Xinhua. Com isso, o papel ON da Vale fechou com queda de 1,57% e o PNA, -1,37%.
Petróleo

Já Petrobras foi na contramão do preço do petróleo no exterior, e a ação ON caiu 1,48% e a PN 1,02%. A contrato de petróleo com vencimento em agosto terminou com alta de 1,53%, a US$ 88,43.
Siderúrgicas

As siderurgias foram influenciadas ainda pela notícia de que a demanda por aço na União Europeia permanecerá reduzida por mais tempo do que se previa e uma recuperação provavelmente só virá a partir do segundo trimestre de 2013, conforme divulgou a Associação Europeia de Aço, ou Eurofer. Gerdau PN (-2,92%), Metalúrgica Gerdau PN (-1,89%), Usiminas PNA (5,84%) e Siderúrgica Nacional ON (-2,60%).
Varejo

Nos EUA, as vendas no varejo em junho apresentaram queda de 0,5%, o terceiro mês seguido de declínio.
EUS

Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,39%, o S&P 500 perdeu 0,23% e o Nasdaq, -0,40%.
Câmbio

O pregão de ontem registrou mínima de R$ 2,033 (-0,20%) e máxima de R$ 2,043 (+0,29%) no mercado à vista de balcão, com variação de 0,49% entre as duas pontas. No fechamento, a moeda norte-americana ficou em R$ 2,036, com perda de somente 0,05% ante os R$ 2,037 do encerramento dos negócios da sexta-feira. No mercado à vista da BM&F, a moeda também ficou perto da estabilidade, cotada a R$ 2,035, com alta de somente 0,02%. Às 17h35, o dólar futuro para agosto apresentava queda de 0,02% a R$ 2,0425.
Juros

Ao término da sessão regular na BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (60.125 contratos) marcava 7,45%, mesmo patamar do ajuste de sexta-feira. Já a taxa do DI para janeiro de 2014 (122.690 contratos) estava em 7,66%, ante 7,67% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (38.625 contratos) tinha taxa de 9,05%, ante 9,06%, e o DI para janeiro de 2021 (2.685 contratos) marcava 9,70%, mesmo nível do ajuste anterior.
Ásia

A maioria dos mercados asiáticos fechou no campo positivo ontem, mas com ganhos limitados por causa dos alertas sobre balanços semestrais de empresas chinesas. Os investidores seguiram andando de lado, em parte por causa do feriado no Japão e também pela falta de otimismo. Já as bolsas chinesas apresentaram forte queda.
(Agência Estado)

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