Ibovespa caiu

Petrobras subiu

Ações
A recuperação de parte das perdas verificadas ao longo da manhã nos mercados acionários em Nova York ajudou a Bovespa a reduzir sua queda, mas não foi suficiente para trazer o índice para o campo positivo. A melhora externa também foi responsável pela mudança de direção dos papéis da Petrobras - de baixa para alta - e da desaceleração do recuo das ações da Vale.

Ibovespa
Com isso, o Ibovespa registrou a quarta queda seguida, de 0,28%, aos 53.420,87 pontos. Na mínima, o índice atingiu 52.489 pontos (-2,02%) e, na máxima 53.616 pontos (+0,09%). No mês, a queda acumulada é de 1,72% e, no ano, de 5,87%. O giro financeiro ficou em R$ 5,563 bilhões.

Mau humor
Ontem, o mau humor foi atribuído, em parte, ao Federal Reserve, que anteontem não sinalizou se irá adotar novos estímulos para a economia do país. A outra parte reflete a decisão do Banco do Japão (BOJ) ontem de manter inalterada a política monetária do país. Além disso, o mercado preferiu adotar a cautela, já que ontem à noite seria divulgado o PIB da China.

Cenário
Para Luiz Roberto Monteiro, operador institucional da Renascença Corretora, o cenário de curto prazo é muito incerto e isso acaba afastando o investidor do mercado de renda variável. ''Não deve acontecer nada na Europa, EUA e China que mude a trajetória de curto prazo e aí não dá para fazer apostas'', disse. O profissional lembrou que toda vez que a Bolsa encosta nos 52 mil pontos há uma forte resistência para impedir que ela caia ainda mais.

Petrobras
As ações ON da Petrobras encerraram com ganho de 0,42% e as PN, +0,22%. Já Vale terminou no vermelho (ON -0,43% e PNA -0,39%).

Destaques
Entre os destaques de queda do índice ontem estão: TIM (-7,46%), Rossi Residencial (-6,99%) e MMX (-4,59%). No caso da TIM, a empresa sofre com as declarações do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ontem, que ameaçou a TIM com uma possível suspensão da venda de planos de telefonia, caso a empresa não invista em suas redes para melhorar a qualidade do serviço em algumas regiões do País.

Oi
Por outro lado, a Oi se beneficia desta informação e figura entre os destaques de alta, com ganho de 3,87%.

Dow Jones
Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com queda de 0,25%, o S&P 500 caiu 0,50% e o Nasdaq, -0,75%.

Câmbio
A aversão ao risco alimentou a valorização do dólar ante a maioria das moedas e, aqui, a cotação fechou em R$ 2,038, com alta de 0,10%. No mercado à vista da BM&F, o dólar encerrou o pregão a R$ 2,0405, com valorização de 0,12% e, às 16h55, o dólar agosto era cotado a R$ 2,046, com aumento de 0,10%.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (475.195 contratos) marcava 7,47%, estável ante o ajuste da véspera, enquanto o DI janeiro de 2014 (470.970 contratos) estava em 7,69%, de 7,64% de ontem. O DI janeiro de 2017, com giro de 113.685 contratos, apontava a máxima de 9,13%, de 9,06%, e o DI janeiro de 2021 (1.645 contratos) indicava 9,77%, de 9,73%.

Pressão
As bolsas europeias fecharam em baixa ontem, pressionadas por novos temores de que a falta de medidas enérgicas dos bancos centrais pode levar a uma desaceleração global mais forte.

Japão
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa acentuada, em queda pelo sexto pregão seguido ontem. A decisão do Banco do Japão (BoJ) de essencialmente manter a sua atual política monetária desapontou os investidores. Também não contribuiu para conter a alta do iene, que atingiu as ações de exportadoras como a Sharp.

Ásia
Mercados asiáticos fecharam com grandes perdas ontem. Os fracos dados econômicos regionais nortearam os investidores. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, onde os temores de uma forte desaceleração na economia chinesa dominaram o mercado, à véspera do anúncio do PIB chinês do segundo trimestre. O Hang Seng perdeu 2,03% e terminou aos 19.025,11 pontos.

China
As Bolsas da China seguiram em alta, liderado pelos setores de carvão e de metais, devido às expectativas de alta nos preços das commodities.

(Agência Estado)

mockup