Bovespa

A volta dos negócios na Bovespa foi marcada por dados ruins sobre a balança comercial chinesa, o que pesou fortemente sobre as ações de empresas ligadas a commodities e fez a Bolsa operar no campo negativo durante quase todo o dia. O aprofundamento das perdas em Nova York no meio da tarde também contribuiu para a performance doméstica.
Declínio

O Ibovespa encerrou ontem com declínio de 3,05% - a maior queda porcentual desde 17 de maio (-3,31), aos 53.705,62 pontos - patamar que ainda não havia tocado durante este mês no fechamento. Na mínima, o índice atingiu 53.668 pontos (-3,12%) e, na máxima, 55.588 pontos (+0,35%). O giro financeiro somou R$ 6,165 bilhões.
China

Na China, foi informado ontem que o superávit comercial do país atingiu US$ 31,7 bilhões em junho, acima do esperado. Mas o que influenciou negativamente os negócios foi o baixo crescimento das importações, que sinaliza que a demanda chinesa está cada dia mais fraca. O dado foi divulgado depois de a China informar, no fim de semana, que a inflação anual ao consumidor diminuiu para 2,2% em junho, de 3,0% em maio.
Incertezas

Um operador de renda variável lembrou ainda que na semana passada a Bolsa chegou a acumular ganho de cerca de 7%, o que também abriu espaço para realização de lucro num ambiente de incertezas. ''A gente comemora dois, três dias, para chorar nos outros'', brincou a fonte, se referindo a sequência de cinco altas da Bolsa no início do mês.
Petrobras

Ontem a ação ON da Petrobras encerrou com queda de 4,68% e a PN caiu 4,22%. Os papéis acompanharam o desempenho do petróleo no mercado internacional. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em agosto recuou 2,42%, a US$ 82,91 o barril.
Vale

Já Vale caiu menos. O papel ON registrou declínio de 2,92% e o PNA, -2,26%. No setor de siderurgia, Gerdau PN perdeu 3%, Metalúrgica Gerdau PN (-2,40%), Usiminas PNA (-6,23%) e Siderúrgica Nacional ON (-7,65%%).
Bancos

O setor bancário também amargou perdas ontem. A maior queda foi verificada nas units do Santander (-9,72%). No caso de Itaú Unibanco a queda foi de 4,48%. Ontem, a holding da instituição anunciou que firmou, por meio de sua controlada Itaú Unibanco, contrato de associação com o Banco BMG visando oferta, distribuição e comercialização de crédito consignado. Já Bradesco, que estava no páreo pelo BMG, perdeu 1,95%.
Nova York

Em Nova York, o Dow Jones perdeu 0,65%, o S&P 500 recuou 0,81% e o Nasdaq, -1,00%.
Câmbio

O dólar à vista fechou o dia na máxima, cotado a R$ 2,040 (+0,44%) no balcão, enquanto o dólar agosto valia R$ 2,046, também em alta de 0,44%, pouco depois das 17h00. A trajetória da moeda norte-americana ante o real ontem acompanhou, principalmente, o ambiente internacional, que começou otimista em função do alívio dado pela União Europeia à Espanha, mas foi deteriorando no decorrer do dia.
Juros

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (222.655 contratos) estava em 7,50%, de 7,55% no ajuste. O DI janeiro de 2014 (205.575 contratos) cedia para a mínima de 7,74%, de 7,82% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (45.645 contratos) recuava para 9,20%, também na mínima, ante 9,31% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2021 (3.370 contratos) indicava 9,85%, de 9,94%.
Reino Unido

As bolsas europeias fecharam em alta ontem, sustentadas por uma inesperada melhora na produção industrial do Reino Unido e pela decisão anunciada na segunda-feira pelos ministros das Finanças da zona do euro de conceder 30 bilhões de euros aos bancos espanhóis até o fim de mês e dar à Espanha um ano a mais para cumprir suas metas de redução do déficit fiscal.
Ásia

Assim como ocorre desde sexta-feira, os mercados asiáticos voltaram a apresentar números fracos ontem. Muitos investidores andaram de lado com as incertezas sobre o crescimento da economia chinesa. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que teve ligeira perda. O Hang Seng caiu 0,16% e terminou aos 19.396,36 pontos.
(Agência Estado)

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