Feriado

O feriado estadual em São Paulo limitou, significantemente, o número de negócios no mercado de câmbio ontem, realizados apenas no segmento de balcão e por instituições financeiras em outras cidades no País. No Estado de São Paulo, as mesas de câmbio de alguns bancos trabalharam em regime de plantão. Não houve negócios na Bovespa nem no mercado de juros futuros ontem.
Dólar

O dólar à vista no balcão fechou estável, a R$ 2,0310. Segundo um profissional de câmbio de um grande banco com sede em São Paulo, o volume de negócios limitou-se a R$ 244 milhões - este valor refere-se as operações que foram registradas na BM&F.
Compromissos

O operador de uma corretora fora de São Paulo ressaltou que os negócios ontem se limitaram a empresas que tinham que honrar compromissos. ''O mercado foi bem engessado. Aqui, na corretora, os negócios se restringiram a três operações pontuais, de importação, porque o cliente tinha que pagar hoje (ontem)'', disse a fonte.
Pressão

Hoje, no entanto, o dólar pode abrir pressionado em razão da fala de autoridades do Federal Reserve feitas entre ateontem e ontem. Após o recente relatório de emprego de junho, divulgado na última sexta-feira, as autoridades sinalizaram que o banco central dos Estados Unidos está mais próximo de adotar novo estímulo para impulsionar o crescimento da economia americana. ''Aqui não mudou nada porque praticamente não teve negócios. Mas amanhã (hoje) pode haver alguma pressão para cima na cotação da moeda'', disse o profissional.
Estímulo

''Estamos realmente à beira disso (de adotar uma nova rodada de estímulo monetário). Se os indicadores econômicos continuarem a vir abaixo das expectativas e se nossa visão for de que não esperamos fazer avanços no nosso mandato, então eu acho que precisamos de uma política mais acomodatícia'', disse ontem o presidente do Federal Reserve Bank de São Francisco, John Williams, em discurso durante evento em Idaho. Williams tem direito a voto nas decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) neste ano.
Evolução

A posição manifestada ontem por Williams mostra uma evolução, uma vez que o presidente do Fed São Francisco não apoiava a ideia de mais estímulo em comentários feitos durante a primavera (no hemisfério norte). Suas preocupações foram reforçadas pelas declarações de outro membro do Fed, Charles Evans, que preside o Federal Reserve Bank de Chicago e não tem direito a voto nas decisões do Fomc neste ano. ''Eu apoio usar o balanço do Fed para fornecer acomodação adicional (para a política)'', afirmou Evans, manifestando seu apoio também à decisão tomada em junho pelo Fed de estender a Operação Twist até o fim deste ano. ''Eu teria preferido um passo ainda mais forte, como a compra de mais ativos lastreados em hipotecas, mas precisamos de mais estímulo de uma forma ou de outra'', defendeu.
Euro

Em Nova York, às 17h15, o euro estava cotado a US$ 1,2318, ante US$ 1,2284 no fim da tarde de sexta-feira, apesar dos custos dos empréstimos da Espanha terem retornado ao patamar de 7%.
Selic

Voltando para o mercado doméstico, logo cedo foi divulgado o tradicional boletim Focus do Banco Central. Segundo a pesquisa, os analistas esperam nova redução da taxa Selic de 0,50 ponto porcentual, para 8% no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa hoje e termina amanhã. O levantamento também mostra que o mercado espera mais uma redução de 0,50 pp, passando a taxa básica para 7,50% no encontro de agosto. Já para o ano que vem, os analistas reduziram a estimativa de aumento do juro de 9% para 8,5%.
Europa

A maioria das bolsas europeias fechou em queda ontem, com os investidores aguardando com nervosismo os resultados de uma reunião dos ministros das Finanças da zona do euro (Eurogrupo), que ocorreu ontem em Bruxelas, enquanto as ações de companhias de matérias-primas caíram após novos dados vindos da China acrescentarem preocupações sobre o crescimento global.

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