MERCADO FINANCEIRO
Dólar subiu
Ibovespa desceu
Campo Negativo
Depois de cinco dias seguidos de alta, a Bovespa voltou para o campo negativo, embalada pelos dados fracos sobre emprego nos Estados Unidos. As ações que deram suporte para a Bolsa ao longo desta semana - Vale e Petrobras - também não resistiram e terminaram o dia ontem em queda.
Declínio
O Ibovespa encerrou o dia com declínio de 1,75%, aos 55.394,05 pontos. Na semana e no mês, o índice acumula ganho de 1,91%. Já no ano, a Bolsa se mantém em baixa (-2,40%). Na mínima, o índice atingiu ontem 54.967 pontos (-2,50% e, na máxima, registrou 56.376 pontos (-0,01%). O giro financeiro ficou em R$ 4.957 bilhões.
Valorização
Nos cinco dias de ganho, a Bolsa acumulou valorização de cerca de 7% e, segundo operadores, era inevitável que os investidores embolsassem parte deste lucro, após o dado ruim nos EUA. Além disso, segunda-feira é feriado em São Paulo, quando o mundo estará funcionando normalmente, e o investidor não gosta de ficar comprado nesses períodos.
Mau humor
Ontem, o Departamento de Trabalho norte-americano informou que foram criados 80 mil postos, ante a previsão de 100 mil. Para contribuir com o mau humor, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse durante visita a Tóquio que as estimativas da instituição para o crescimento da economia global serão revisadas para baixo.
Fluxo
As ações da Petrobras encerraram o dia com recuo de 2,26% a ON e 2,04% a PN. Ao longo da semana, os papéis subiram cerca de 5%, embalados por boatos. Para o economista da Legan Asset Fausto Gouveia, a alta se deu simplesmente por fluxo. ''Série de boatos é balela. Às vezes não tem explicação, é simplesmente fluxo'', disse Gouveia. Já Vale terminou com queda de 2,35% a ON e 1,53% a PNA.
Nos Estados Unidos
Nos EUA, na esteira do dado ruim de emprego, o índice Dow Jones fechou com perda de 0,96%, o S&P 500 caiu 0,94% e o Nasdaq, -1,30%.
Câmbio
O dólar manteve-se em alta na maior parte desta sexta-feira, em um dia marcado por agravamento da aversão ao risco, e sobe 1,04% na semana em que, por dois pregões consecutivos, o avanço da moeda norte-americana foi turbinado por intervenções verbais das autoridades brasileiras.
No balcão
No balcão, o dólar à vista atingiu a mínima de R$ 2,0200, logo após a abertura, e foi até R$ 2,0420 na máxima, em um dia em que os principais índices acionários mundiais e commodities registraram declínio significativo e os yields de papéis soberanos da Espanha e da Itália avançaram. Em 2012, o dólar à vista no balcão acumula ganhos de 8,67%.
Movimento
Na BM&F, o dólar spot fechou na máxima, a R$ 2,0380 (dado preliminar), com alta de 0,87%. O giro financeiro total somava US$ 1,922 bilhão (US$ 1,575 bilhão em D+2) pouco depois das 16h30.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (231.855 contratos) estava em 7,55%, de 7,62% no ajuste. O DI janeiro de 2014 (353.625 contratos) recuava para 7,82%, de 7,91% no ajuste. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (59.740 contratos) deslizava para 9,31%, de 9,43% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2021 (1.870 contratos) caía para a mínima de 9,94%, ante 10,06% no ajuste.
Em baixa
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa ontem. As múltiplas medidas de flexibilização adotadas pelo Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) falharam em impressionar os investidores. Isso permitiu a venda em ações selecionadas de peso pesados, como TDK e Canon, que derrubaram o índice. O Nikkei perdeu 59,05 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 9.020,75 pontos, após queda de 0,3% na sessão de quinta-feira - na semana, contudo, o índice adicionou 0,2% e acumula ganhos de 6,7% no ano. O volume de negociações permaneceu fraco, em linha com os recentes pregões, com 1,53 bilhão de ações.
(Agência Estado)





