MERCADO FINANCEIRO
Blue chips
A Bovespa se descolou de seus pares no exterior e conseguiu registrar a quinta alta seguida, na maior pontuação desde junho. O movimento é atribuído ao avanço das principais blue chips - Vale e Petrobras. As decisões de política monetária anunciadas na Europa e na China, mesmo parecendo não ter convencido o exterior, foram positivas para a Bolsa.
Bolsa
Ontem, o Ibovespa encerrou com valorização de 0,54%, aos 56.379,06 pontos - a maior pontuação desde 20 de junho (57.166,55 pontos). Nos cinco dias de alta, a Bolsa acumula ganho de 7,07%. No mês, o avanço é de 3,73%. No ano, no entanto, o índice ainda registra queda de 0,66%. Na mínima, a Bolsa atingiu 55.828 pontos (-0,44%) e, na máxima, 56.943 pontos (+1,54%). O giro financeiro ficou em R$ 6,368 bilhões.
Petrobras
As ações da Petrobras fecharam com valorização de 3,78% a ON e 3,43% a PN. Os motivos para a performance foram de rumores de um possível novo aumento do combustível a uma reavaliação do discurso da presidente da estatal, Maria das Graças Foster. No caso do reajuste, um experiente profissional considera descartada esta hipótese. ''Quando a Petrobras anunciou o novo aumento do combustível, o governo, na sequência, reduziu a Cide para evitar o repasse ao consumidor. Acho pouco provável que haja um novo aumento'', disse.
Vale
No caso de Vale, as ações foram beneficiadas com a possibilidade de crescimento econômico na China, o que levaria ao aumento do consumo de minério de ferro. A percepção se deu após o Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) anunciar uma segunda redução da taxa de juro do país. A taxa de referência para empréstimos de um ano será reduzida em 0,31 ponto porcentual, para 6,0%, e a taxa de referência para depósitos de um ano em 0,25 ponto porcentual, para 3,0%.
OGX
Já OGX, que no melhor momento do dia chegou a ser vendida a R$ 6,57 e ajudou a sustentar o Ibovespa na maior parte do dia, não se manteve no azul até o final e terminou o dia na mínima, a R$ 6,13 (-2,39%).
Europa
De volta ao exterior, mais três bancos centrais promoveram ações de política monetária, o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) e o Banco Central da Dinamarca (Nationalbanken). A notícia, no entanto, não ajudou as bolsas na Europa nem nos EUA que fecharam, em sua maioria, em queda.
Otimismo
''O mais otimista vai ver a redução dos juros como uma oportunidade de crescimento da economia. Já o pessimista vai pensar que a coisa é pior do que se imaginava. No caso daqui, o investidor preferiu o cenário mais otimista'', disse outro profissional.
EUA
Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com queda de 0,36% o S&P 500 caiu 0,47% e o Nasdaq ficou estável (+0,00%).
Câmbio
O comportamento do dólar ante o real descolou-se do exterior, ontem, e a cotação do mercado à vista de balcão encerrou o dia a R$ 2,027, com queda de 0,20%. No exterior, o dólar index, que relaciona a moeda norte-americana com seis divisas fortes, subia 1,25%, perto das 17h00. O que chamou mais a atenção no mercado doméstico de câmbio, no entanto, foi a volatilidade. Entre a mínima de R$ 2,015 e a máxima de R$ 2,039, a moeda norte-americana variou 1,2%.
Dólar
Às 17h26, o dólar agosto era cotado a R$ 2,035, com recuo de 0,20%. Lá fora, as demais moedas emergentes estavam perto da estabilidade, sustentando o comportamento que marcou o pregão do dia.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (95.780 contratos) estava em 7,62%, nivelado ao ajuste. O DI janeiro de 2014 (438.680 contratos) subia a 7,91%, de 7,88% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017 (46.050 contratos) marcava máxima de 9,43%, ante 9,33% ontem, enquanto o DI janeiro de 2021 (1.385 contratos) avançava para 10,06%, também na máxima, de 9,98% no ajuste.





